# Registro público: STJ — 2822320

- **Origem:** stj
- **Órgão:** QUINTA TURMA
- **Classe:** AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL
- **Grau:** 
- **Data de julgamento:** 2025-05-20
- **Publicação:** 2025-05-28
- **Ajuizamento:** 
- **Página canônica da Wiki Jurídica:** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/100267/
- **Registro público da fonte (JSON):** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/100267.json
- **Fonte primária preservada:** STJ, dados abertos de acórdãos
- **SHA-256 da fonte preservada:** 0a8f9c7ab1792af3ebad14911aaa9e462366df15b89e8070b8dedead0630062a

## Origem do registro no STJ

[Conjunto de dados oficial do STJ](<https://dadosabertos.web.stj.jus.br/dataset/b79a7764-5c86-4530-9b6b-18cf60e2f38f/resource/e7fc98e2-debc-4ed3-ac77-8f198ae2c6cc/download/20250630.json>)
- **Identificador na fonte:** 000913712
- **Número de registro na fonte:** 202404718328
- **Coleta informada no registro:** 2026-09-18T12:46:26Z

## Quadro documental do acórdão — seções oficiais da ementa

**Origem:** texto literal do STJ, sem inferência de fundamentos.

### I. CASO EM EXAME

1. Agravo regimental interposto contra decisão que conheceu do
agravo para negar provimento ao recurso especial. A defesa alegou
nulidade da condenação por prova ilícita decorrente de busca pessoal
sem justa causa, sustentou bis in idem na dosimetria pela valoração
dos maus antecedentes e da reincidência, e contestou a legalidade
da fixação do regime semiaberto sem fundamentação idônea.

### II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO

2. Há três questões em discussão: (i) definir se houve ilicitude na
busca pessoal realizada sem mandado judicial; (ii) estabelecer se a
majoração da pena-base por maus antecedentes já alcançados pelo
período depurador configura ilegalidade; (iii) determinar se a
fixação do regime inicial semiaberto foi devidamente fundamentada, à
luz da reincidência e dos antecedentes.

### III. RAZÕES DE DECIDIR

3. A busca pessoal foi legitimada pela existência de fundada
suspeita consistente na visualização do réu, durante a madrugada,
correndo em via pública com objetos possivelmente furtados, situação
imediatamente corroborada por relato das vítimas aos policiais, o
que autoriza a medida, conforme arts. 240, §2º, e 244 do CPP, em
consonância com a jurisprudência do STJ.
4. A análise da existência ou não de justa causa para a abordagem
policial baseia-se em premissas fáticas firmadas pelo Tribunal de
origem, cujo reexame é vedado na via especial, nos termos da Súmula
7/STJ.
5. O acórdão recorrido se encontra em consonância com a
jurisprudência desta Corte, firmada no sentido de que o prazo
depurador de 5 anos, previsto no art. 64, I, do Código Penal, não
impede a consideração de maus antecedentes.
6. A consideração de outras três condenações para agravar a pena na
segunda fase da dosimetria descaracteriza bis in idem, uma vez que
as condenações utilizadas como maus antecedentes deixaram de ser
computadas novamente como reincidência.
7. O regime inicial semiaberto foi fixado com base na reincidência
múltipla do agravante e na presença de maus antecedentes, sendo o
entendimento do Tribunal de origem compatível com a jurisprudência
do STJ, que admite a fixação de regime mais gravoso mesmo para penas
inferiores a 4 anos quando presentes tais circunstâncias (Súmula
269/STJ).

### IV. DISPOSITIVO E TESE

8. Agravo regimental desprovido.
Tese de julgamento:
1. A existência de fundada suspeita decorrente de conduta atípica
observada por policiais justifica a realização de busca pessoal sem
mandado judicial, nos termos do art. 244 do CPP.
2. Condenações com trânsito em julgado há mais de 5 anos podem ser
consideradas para fins de maus antecedentes, pois o prazo depurador
do art. 64, I, do CP aplica-se apenas à reincidência.
3. Inexiste bis in idem quando diferentes condenações são valoradas
nas fases distintas da dosimetria da pena.
4. A reincidência múltipla e os maus antecedentes justificam a
fixação de regime inicial mais gravoso, mesmo em penas inferiores a
4 anos.
Dispositivos relevantes citados: CPP, arts. 240, §2º, 244; CP, arts.
33, §2º, "c" e §3º, 44, §3º, 64, I.
Jurisprudência relevante citada: STJ, AgRg no HC 755.632/BA, Rel.
Min. Jesuíno Rissato, j. 25.10.2022; STJ, AgRg no HC 737.649/SP,
Rel. Min. Ribeiro Dantas, j. 25.10.2022; STJ, AgRg no REsp
1.823.580/AC, Rel. Min. Rogerio Schietti Cruz, j. 26.10.2021; STF,
RE 593.818/SC, Rel. Min. Ellen Gracie, Plenário, j. 17.12.2009; STJ,
AgRg no HC 937.170/SP, Rel. Min. Joel Ilan Paciornik, j.
02.04.2025; STJ, AgRg no HC 946.905/SP, Rel. Min. Reynaldo Soares da
Fonseca, j. 04.11.2024.

## Ementa

DIREITO PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL. BUSCA PESSOAL SEM
MANDADO. FUNDADA SUSPEITA. DOSIMETRIA DA PENA. MAUS ANTECEDENTES.
REINCIDÊNCIA. FIXAÇÃO DE REGIME SEMIABERTO. AGRAVO REGIMENTAL
DESPROVIDO.
I. CASO EM EXAME
1. Agravo regimental interposto contra decisão que conheceu do
agravo para negar provimento ao recurso especial. A defesa alegou
nulidade da condenação por prova ilícita decorrente de busca pessoal
sem justa causa, sustentou bis in idem na dosimetria pela valoração
dos maus antecedentes e da reincidência, e contestou a legalidade
da fixação do regime semiaberto sem fundamentação idônea.
II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO
2. Há três questões em discussão: (i) definir se houve ilicitude na
busca pessoal realizada sem mandado judicial; (ii) estabelecer se a
majoração da pena-base por maus antecedentes já alcançados pelo
período depurador configura ilegalidade; (iii) determinar se a
fixação do regime inicial semiaberto foi devidamente fundamentada, à
luz da reincidência e dos antecedentes.
III. RAZÕES DE DECIDIR
3. A busca pessoal foi legitimada pela existência de fundada
suspeita consistente na visualização do réu, durante a madrugada,
correndo em via pública com objetos possivelmente furtados, situação
imediatamente corroborada por relato das vítimas aos policiais, o
que autoriza a medida, conforme arts. 240, §2º, e 244 do CPP, em
consonância com a jurisprudência do STJ.
4. A análise da existência ou não de justa causa para a abordagem
policial baseia-se em premissas fáticas firmadas pelo Tribunal de
origem, cujo reexame é vedado na via especial, nos termos da Súmula
7/STJ.
5. O acórdão recorrido se encontra em consonância com a
jurisprudência desta Corte, firmada no sentido de que o prazo
depurador de 5 anos, previsto no art. 64, I, do Código Penal, não
impede a consideração de maus antecedentes.
6. A consideração de outras três condenações para agravar a pena na
segunda fase da dosimetria descaracteriza bis in idem, uma vez que
as condenações utilizadas como maus antecedentes deixaram de ser
computadas novamente como reincidência.
7. O regime inicial semiaberto foi fixado com base na reincidência
múltipla do agravante e na presença de maus antecedentes, sendo o
entendimento do Tribunal de origem compatível com a jurisprudência
do STJ, que admite a fixação de regime mais gravoso mesmo para penas
inferiores a 4 anos quando presentes tais circunstâncias (Súmula
269/STJ).
IV. DISPOSITIVO E TESE
8. Agravo regimental desprovido.
Tese de julgamento:
1. A existência de fundada suspeita decorrente de conduta atípica
observada por policiais justifica a realização de busca pessoal sem
mandado judicial, nos termos do art. 244 do CPP.
2. Condenações com trânsito em julgado há mais de 5 anos podem ser
consideradas para fins de maus antecedentes, pois o prazo depurador
do art. 64, I, do CP aplica-se apenas à reincidência.
3. Inexiste bis in idem quando diferentes condenações são valoradas
nas fases distintas da dosimetria da pena.
4. A reincidência múltipla e os maus antecedentes justificam a
fixação de regime inicial mais gravoso, mesmo em penas inferiores a
4 anos.
Dispositivos relevantes citados: CPP, arts. 240, §2º, 244; CP, arts.
33, §2º, "c" e §3º, 44, §3º, 64, I.
Jurisprudência relevante citada: STJ, AgRg no HC 755.632/BA, Rel.
Min. Jesuíno Rissato, j. 25.10.2022; STJ, AgRg no HC 737.649/SP,
Rel. Min. Ribeiro Dantas, j. 25.10.2022; STJ, AgRg no REsp
1.823.580/AC, Rel. Min. Rogerio Schietti Cruz, j. 26.10.2021; STF,
RE 593.818/SC, Rel. Min. Ellen Gracie, Plenário, j. 17.12.2009; STJ,
AgRg no HC 937.170/SP, Rel. Min. Joel Ilan Paciornik, j.
02.04.2025; STJ, AgRg no HC 946.905/SP, Rel. Min. Reynaldo Soares da
Fonseca, j. 04.11.2024.

## Dispositivo / resultado textual

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima
indicadas, acordam os Ministros da Turma, por unanimidade, negar
provimento ao agravo regimental.
Os Srs. Ministros Reynaldo Soares da Fonseca, Ribeiro Dantas, Joel
Ilan Paciornik e Messod Azulay Neto votaram com o Sr. Ministro
Relator.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca.

## Referências extraídas

urn:lex:br:federal:decreto.lei:1940-12-07;2848!art33_par2, urn:lex:br:federal:decreto.lei:1940-12-07;2848!art64

## Jurisprudência citada pela fonte STJ

(BUSCA PESSOAL - FUNDADAS SUSPEITAS - CONFIGURAÇÃO)
   STJ - <<AgRg no HC 946905>>-SP
(REGIME MAIS GRAVOSO - REINCIDÊNCIA E CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS
DESFAVORÁVEIS - FUNDAMENTO)
   STJ - <<AgRg no HC 937170>>-SP

## Referências legislativas textuais

- LEG:FED DEL:002848 ANO:1940
*****  CP-40    CÓDIGO PENAL
        ART:00033 PAR:00002 PAR:00003 LET:C ART:00064
        INC:00001

**Limite documental:** Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.


## Navegação contextual

- [Decisões que citam urn:lex:br:federal:decreto.lei:1940-12-07;2848!art33_par2](https://wikijuridica.com.br/casos/dispositivo/?urn=urn%3Alex%3Abr%3Afederal%3Adecreto.lei%3A1940-12-07%3B2848%21art33_par2)
- [Decisões que citam urn:lex:br:federal:decreto.lei:1940-12-07;2848!art64](https://wikijuridica.com.br/casos/dispositivo/?urn=urn%3Alex%3Abr%3Afederal%3Adecreto.lei%3A1940-12-07%3B2848%21art64)

**Nota:** processos com a mesma classificação ou norma podem ter fatos, fundamentos e desfechos divergentes. Ato/andamento não prova vitória, derrota ou trânsito em julgado.

## Casos reais relacionados — semelhanças e diferenças documentais

Relações por códigos TPU ou URN LexML coincidentes. Coincidências de campos não demonstram identidade da causa, do mérito ou do resultado e não são aconselhamento jurídico. Diferenças de classificação, tribunal ou órgão são documentais.

- [STJ — 3158656](https://wikijuridica.com.br/casos/documento/130699/) — classe: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL; referências coincidentes: urn:lex:br:federal:decreto.lei:1940-12-07;2848!art33_par2, urn:lex:br:federal:decreto.lei:1940-12-07;2848!art64
  - Coincidência literal — Tribunal: STJ
  - Coincidência literal — Classe processual: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL
  - Coincidência literal — Órgão julgador: QUINTA TURMA
- [STJ — 867502](https://wikijuridica.com.br/casos/documento/59597/) — classe: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS; referências coincidentes: urn:lex:br:federal:decreto.lei:1940-12-07;2848!art33_par2, urn:lex:br:federal:decreto.lei:1940-12-07;2848!art64
  - Coincidência literal — Tribunal: STJ
  - Coincidência literal — Órgão julgador: QUINTA TURMA
  - Classe processual (atual / relacionado): AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL / AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS
- [STJ — 871065](https://wikijuridica.com.br/casos/documento/56879/) — classe: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS; referências coincidentes: urn:lex:br:federal:decreto.lei:1940-12-07;2848!art33_par2, urn:lex:br:federal:decreto.lei:1940-12-07;2848!art64
  - Coincidência literal — Tribunal: STJ
  - Coincidência literal — Órgão julgador: QUINTA TURMA
  - Classe processual (atual / relacionado): AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL / AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS
