{"schema":"wiki.casos-public-original.v1","id":10355,"origem":"stj","sha256_origem":"37060f38e284285c47c0389599436d17959af6412fed60d6c5e4a32b2d051720","registro_original":{"id_fonte":"000822707","tribunal":"STJ","orgao_julgador":"QUINTA TURMA","classe":"AgRg no REsp","classe_descricao":"AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL","numero_processo":"1883830","numero_registro":"202001239619","relator":"JESUÍNO RISSATO (DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TJDFT)","data_julgamento":"2022-08-09","data_publicacao":"2022-08-18","tipo_decisao":"ACÓRDÃO","ementa":"PENAL.   PROCESSO   PENAL.   OPERAÇÃO   LAVA   JATO.   CORRUPÇÃO\nPASSIVA.   LAVAGEM   DE   CAPITAIS.   AGRAVO   REGIMENTAL   DA\nDECISÃO   QUE   CONHECEU   EM   PARTE   DO   RECURSO   ESPECIAL   E,\n  NA   EXTENSÃO,   NEGOU-LHE   PROVIMENTO.   ALEGAÇÃO   DE\nDESRESPEITO   AO   PRINCÍPIO   DA   COLEGIALIDADE.   NÃO\nOCORRÊNCIA.   ALEGAÇÃO   DE   VIOLAÇÃO   A   PRINCÍPIOS   E   A\nDISPOSITIVOS   DE   EXTRAÇÃO   CONSTITUCIONAL.   VIA   INADEQUADA,\nAINDA   QUE   PARA   FINS   DE   PREQUESTIONAMENTO.   DISSÍDIO\nJURISPRUDENCIAL. INADMISSIBILIDADE DE PARADIGMA EM HABEAS CORPUS\nPARA COMPROVAR DIVERGÊNCIA. APLICAÇÃO DO ÓBICE DO REVOLVIMENTO\nFÁTICO PROBATÓRIO, CONFORME SÚMULA 7/STJ. JULGAMENTO PREJUDICADO.\nCONDENAÇÃO BASEADA EXCLUSIVAMENTE NA PALAVRA DE COLABORADOR.\nREEXAME. SÚMULA 7/STJ. INCIDÊNCIA. DOSIMETRIA DA PENA. EXASPERAÇÃO\nDA PENA-BASE. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. QUANTUM DE AUMENTO DE CADA VETOR\nNEGATIVO ELEVADO ACIMA DE 1/6 (UM SEXTO). FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA,\nCONCRETA E SUFICIENTE. EXASPERAÇÃO PROPORCIONAL NA PRIMEIRA FASE DA\nDOSIMETRIA. AFASTAMENTO DA CONTINUIDADE DELITIVA. CRIME ÚNICO.\nINCIDÊNCIA DO ÓBICE DA SÚMULA 7/STJ. ARREPENDIMENTO POSTERIOR. ATO\nVOLUNTÁRIO. REQUISITO NÃO PREENCHIDO. APLICAÇÃO. REVOLVIMENTO DO\nCONTEXTO FÁTICO-PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N.\n7/STJ. BENEFÍCIO DA DA COLABORAÇÃO ESPONTÂNEA.  LEIS 9.613/98 E\n9.807/99. NECESSIDADE DE NOVO EXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 7/STJ.\nINCIDÊNCIA. DECISÃO   MANTIDA.\nI   -   O   Agravo   Regimental   deve   trazer   novos   argumentos\n  capazes   de   alterar   o   entendimento   firmado\nanteriormente,   sob   pena   de   ser   mantida   a   r.   decisão\n vergastada   por   seus   próprios   fundamentos.\nII   -   O   Novo   Código   de   Processo   Civil   e   o\nRegimento   Interno   desta   Corte   (art.   932,   inciso   III,\ndo   CPC/2015   e   arts.   34,   inciso   VII,   e   255,   §\n4.º,   ambos   do   RISTJ)   permitem   ao   relator   julgar\nmonocraticamente   recurso   inadmissível,   prejudicado,   ou   que\n  não   tiver   impugnado   especificamente   todos   os\nfundamentos   da   decisão   recorrida,   e   ainda,   dar   ou\nnegar   provimento   nas   hipóteses   em   que   houver\nentendimento   firmado   em   precedente   vinculante,   súmula   ou\n  jurisprudência   consolidada   do   Supremo   Tribunal   Federal\nou   do   Superior   Tribunal   de   Justiça,   a   respeito   da\nmatéria   debatida   no   recurso,   não   importando   essa\ndecisão   em   cerceamento   de   defesa   ou   violação   ao\nprincípio   da   colegialidade.\nIII   -   Não   compete   a   este   eg.   Superior   Tribunal   se\n manifestar   sobre   violação   a   princípios   ou   a\ndispositivos   de   extração   constitucional,   ainda   que   para\n fins   de   prequestionamento,   sob   pena   de   usurpação   da\ncompetência   do   Pretório   STF.   (Precedente).\nIV - \"O acórdão proferido em habeas corpus não serve como paradigma\npara interposição de recurso especial com base na alegação de\nexistência de dissídio jurisprudencial, uma vez que o remédio\nconstitucional não visa a preservação do direito objetivo.\nPrecedentes\" (AgRg no AREsp n. 715.995/ES, Quinta Turma, Rel. Min.\nRibeiro Dantas, DJe de 04/11/2021).\nV - \"Fica   prejudicada   a   análise   da   alegada   divergência\njurisprudencial,   pois   a   suposta   dissonância   aborda   a\nmesma   tese   que   amparou   o   recurso   pela   alínea   \"a\"\ndo   permissivo   constitucional,   e   cujo   julgamento   esbarrou\n  no   óbice   do   Enunciado   n.   7   da   Súmula   deste\nTribunal\"   (AgRg   no   AREsp   n. 1.155.177/ES,   Quinta   Turma,\n Rel.   Min.   Joel  Ilan   Paciornik,   DJe  de  08/10/2018).\nVI   -   \"As provas testemunhais, obtidas por meio de delação\npremiada, em consonância com as demais provas produzidas na fase\njudicial da persecução penal, são elementos idôneos para subsidiarem\na condenação do agente. Para concluir que a condenação foi realizada\nexclusivamente por informações oriundas das delações premiadas, sem\nqualquer outra prova, concluindo pela sua absolvição, por\ninsuficiência probatória, como requer a parte recorrente, seria\nnecessário o revolvimento de matéria fático-probatória, o que é\ninviável em sede de recurso especial, por força da incidência da\nSúmula n. 7/STJ\" (AgRg no AREsp n. 1.630.006/DF, Quinta Turma, Rel.\nMin. Reynaldo Soares da Fonseca, DJe de 31/08/2020).\nVII - As circunstâncias judiciais encontram-se devidamente\nfundamentadas, não se podendo extrair dos argumentos deduzidos pelo\nc. Tribunal de origem, a ocorrência de eventual bis in idem, e,\ntampouco, a adoção de circunstâncias inerentes ao tipo penal para\nexasperação da pena-base.\nVIII - Com efeito, \"(...) este Superior Tribunal de Justiça\nconsolidou o entendimento de que a exasperação da pena-base, pela\nexistência de circunstâncias judiciais negativas, deve seguir o\nparâmetro de 1/6 para cada circunstância judicial desfavorável,\nfração que se firmou em observância aos princípios da razoabilidade\ne proporcionalidade, ressalvada a apresentação de motivação\nconcreta, suficiente e idônea que justifique a necessidade de\nelevação em patamar superior, o que ocorreu na espécie\" (AgRg no\nAREsp n. 1.895.065/TO, Quinta Turma, Rel. Min. Reynaldo Soares da\nFonseca, DJe de 30/08/2021, destaquei).\nIX - Em relação ao pleito de reconhecimento de crime único, com o\nconsequente afastamento do crime continuado, o recurso não merece\nser conhecido, diante da incidência do óbice da Súmula 7 deste e.\nSuperior Tribunal de Justiça, porquanto \"o Tribunal de origem\nconcluiu que, na espécie, houve continuidade delitiva, afastando,\npor conseguinte, a prática de crime único. Portanto, a inversão do\njulgado demandaria nova incursão nas provas e fatos que instruem o\ncaderno processual, o que encontra óbice na Súmula n. 7 do Superior\nTribunal de Justiça\" (AgRg no REsp 1.931.358/RS, Sexta Turma, Relª.\nMinª. Laurita Vaz, DJe de 18/8/2021). (AgRg no AREsp n.\n1.922.719/SP, Quinta Turma, Rel. Min. Ribeiro Dantas, DJe de\n02/03/2022).\nX - A jurisprudência desta e. Corte Superior de Justiça é assente no\nsentido de que \"[o] reconhecimento do arrependimento posterior exige\na comprovação da reparação do dano ou da restituição da coisa até o\nrecebimento da denúncia, devendo o ato ser voluntário. [...]\nEvidenciada a ausência de voluntariedade, é incabível a revisão do\njulgado ante a necessidade de nova análise nos fatos e provas dos\nautos. Incidência da Súmula n. 7 do STJ\" (AgRg no AREsp n.\n1.872.062/SP, Quinta Turma, Rel. Min. João Otávio de Noronha, DJe de\n04/11/2021).\nXI - A e. Corte de origem afirmou que a efetiva colaboração para\nidentificação e elucidação dos fatos não se verificou na presente\nhipótese. Assim, de fato, para que sejam alteradas as premissas\nfáticas estabelecidas pelo Colegiado a quo, há necessidade de novo\nexame de fatos e provas. Tal providência, como mencionado\nanteriormente, não se coaduna com os estreitos limites do Recurso\nEspecial, que não se presta ao reexame do conjunto\nfático-probatório, haja vista o óbice da Súmula 7/STJ.\nAgravo   Regimental   desprovido.","dispositivo":"Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas,\nacordam os Ministros da Turma, por unanimidade, negar provimento ao\nagravo regimental.\nOs Srs. Ministros João Otávio de Noronha, Reynaldo Soares da Fonseca\ne Ribeiro Dantas votaram com o Sr. Ministro Relator.\nImpedido o Sr. Ministro Joel Ilan Paciornik.\nPresidiu o julgamento o Sr. Ministro João Otávio de Noronha.","inteiro_teor":"","inteiro_teor_url":"","dispositivos_citados_urn":["urn:lex:br:federal:constituicao:1988-10-05;1988!art105","urn:lex:br:federal:lei:2013-08-02;12850!art4_par16","urn:lex:br:federal:lei:2015-03-16;13105!art932"],"sumulas_citadas":["STJ:7"],"referencias_legislativas_brutas":["LEG:FED LEI:013105 ANO:2015\n*****  CPC-15    CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015\n        ART:00932 INC:00003","LEG:FED RGI:****** ANO:1989\n*****  RISTJ-89    REGIMENTO INTERNO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA\n        ART:00034 INC:00007 ART:00255 PAR:00004","LEG:FED SUM:****** ANO:****\n*****  SUM(STJ)    SÚMULA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA\n        SUM:000007","LEG:FED LEI:012850 ANO:2013\n        ART:00004 PAR:00016","LEG:FED CFB:****** ANO:1988\n*****  CF-1988    CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988\n        ART:00105 INC:00003 LET:C"],"jurisprudencia_citada":"(JULGAMENTO MONOCRÁTICO - PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE)\n   STJ - <<AgRg no AREsp 1924181>>-SP,\n         <<AgInt na AR 6475>>-SC,\n         <<AgRg no REsp 1430360>>-RS\n(ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO A NORMA CONSTITUCIONAL - COMPETÊNCIA DO STF)\n   STJ - <<EDcl no AgRg nos EDcl no REsp 1894178>>-SP\n(RECURSO ESPECIAL - DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL - ACÓRDÃO PARADIGMA\nEM HABEAS CORPUS - DESCABIMENTO)\n   STJ - <<AgRg no AREsp 715995>>-ES\n(RECURSO ESPECIAL - DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL - INCIDÊNCIA DA\nSÚMULA 7/STJ - PREJUDICIALIDADE)\n   STJ - <<AgRg no AREsp 1155177>>-ES\n(COLABORAÇÃO PREMIADA - LEGALIDADE - CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO\nSUFICIENTE PARA A CONDENAÇÃO - SÚMULA 7/STJ)\n   STJ - <<AgRg no AREsp 1630006>>-DF,\n         <<AgRg no AREsp 1229966>>-RJ,\n         <<AgRg no AREsp 1925219>>-RJ,\n         <<AgRg no AREsp 1575134>>-SP,\n         <<AgRg no AREsp 1107918>>-SP\n(DOSIMETRIA DA PENA - EXASPERAÇÃO DA PENA-BASE - FUNDAMENTAÇÃO\nIDÔNEA)\n   STJ - <<AgRg no HC 687966>>-SP,\n         <<AgRg no REsp 1767963>>-PR,\n         <<AgRg no AREsp 1895065>>-TO\n(CONTINUIDADE DELITIVA - REEXAME FÁTICO-PROBATÓRIO)\n   STJ - <<AgRg no AREsp 1922719>>-SP,\n         <<AgRg no AREsp 1957283>>-SP,\n         <<AgRg no REsp 1900483>>-PR,\n         <<AgRg no AREsp 1523134>>-PR,\n         <<AgRg no AREsp 936475>>-SP\n(ARREPENDIMENTO POSTERIOR - REEXAME FÁTICO-PROBATÓRIO)\n   STJ - <<AgRg no AREsp 1872062>>-SP,\n         <<AgRg no AREsp 1581782>>-RS","tema":"","fonte_url":"https://dadosabertos.web.stj.jus.br/dataset/b79a7764-5c86-4530-9b6b-18cf60e2f38f/resource/1ea885f7-f5b3-4dcf-bd94-de4e60da5b34/download/20220831.json","coletado_em":"2026-09-18T12:46:26Z","sha256_conteudo":"83a32401a4b50d10a3805a568762f15ca2293c2642ca7ba30805c3b68cd685b4","base_legal":"Lei 9.610/98 art. 8o, IV; CPC art. 189; dataset STJ sob Creative Commons Atribuicao","nivel_sigilo":null}}
