# Registro público: STJ — 1974486

- **Origem:** stj
- **Órgão:** QUARTA TURMA
- **Classe:** AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL
- **Grau:** 
- **Data de julgamento:** 2022-04-25
- **Publicação:** 2022-04-27
- **Ajuizamento:** 
- **Página canônica da Wiki Jurídica:** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/1036/
- **Registro público da fonte (JSON):** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/1036.json
- **Fonte primária preservada:** STJ, dados abertos de acórdãos
- **SHA-256 da fonte preservada:** 0181a9fc95740495b1260de059e528f418dc3233a712571361e8f124bf3832dd

## Questão jurídica conforme a ementa oficial

AGRAVO INTERNO. PLANOS E SEGUROS DE SAÚDE. PRÓTESE OU ÓRTESE NÃO
LIGADA A PROCEDIMENTO CIRÚRGICO. COBERTURA LEGAL OBRIGATÓRIA.
INEXISTÊNCIA. PRECEDENTES DAS DUAS TURMAS DE DIREITO PRIVADO.
SEGURANÇA DAS RELAÇÕES JURÍDICAS. DEPENDÊNCIA DA EQUIVALÊNCIA DAS
CONTRAPRESTAÇÕES E DA CLARIVIDÊNCIA DOS DIREITOS E OBRIGAÇÕES.

**Origem:** transcrição do STJ, sem tese jurídica inferida.

## Fundamentos documentados nos itens da ementa

- **Item 1 (texto oficial):** O art. 10, VII, da Lei n. 9.656/1998 estabelece que as operadoras
de planos de saúde e as seguradoras não têm a obrigação de arcar com
próteses e órteses e seus acessórios não ligados a ato cirúrgico.
Portanto, o que define a cobertura legal mínima obrigatória é
colocação extremamente sutil: o fornecimento do dispositivo é
vinculado (entenda-se necessário) para que o ato cirúrgico atinja
sua finalidade, o que não ocorre na situação contrária quando, sendo
desnecessário ato cirúrgico, precisa-se de órtese ou de prótese
(REsp 1915528/SP, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA,
julgado em 28/09/2021, DJe 17/11/2021).
- **Item 2 (texto oficial):** "Para saber se uma prótese ou órtese está ligada ao ato cirúrgico
e, portanto, coberta pelo plano de saúde, deve-se indagar se ela
possui as seguintes características, inerentes aos dispositivos
médicos implantáveis: (i) ser introduzida (total ou parcialmente) no
corpo humano; (ii) ser necessário procedimento cirúrgico para essa
introdução e (iii) permanecer no local onde foi introduzida, após o
procedimento cirúrgico" (REsp 1673822/RJ, Rel. Ministro PAULO DE
TARSO SANSEVERINO, Rel. p/ Acórdão Ministro RICARDO VILLAS BÔAS
CUEVA, TERCEIRA TURMA, julgado em 15/03/2018, DJe 11/05/2018).
- **Item 3 (texto oficial):** Como segundo fundamento autônomo, o Tribunal de origem apurou que
nem mesmo seria factível a imposição da órtese vindicada às
operadoras de plano de saúde, pois é de "alto custo, fornecido por
uma única clínica neste País, sem sequer haver concorrência capaz de
provocar a comparação entre o preço por ela cobrado com o de outras
empresas atuantes no mesmo ramo". Com efeito, e como fundamento
autônomo, ainda que o material tivesse ligação com ato cirúrgico,
incidiria o óbice intransponível da Súmula 7/STJ, a impedir o
conhecimento do recurso especial.
- **Item 4 (texto oficial):** Agravo interno não provido.

## Ementa

AGRAVO INTERNO. PLANOS E SEGUROS DE SAÚDE. PRÓTESE OU ÓRTESE NÃO
LIGADA A PROCEDIMENTO CIRÚRGICO. COBERTURA LEGAL OBRIGATÓRIA.
INEXISTÊNCIA. PRECEDENTES DAS DUAS TURMAS DE DIREITO PRIVADO.
SEGURANÇA DAS RELAÇÕES JURÍDICAS. DEPENDÊNCIA DA EQUIVALÊNCIA DAS
CONTRAPRESTAÇÕES E DA CLARIVIDÊNCIA DOS DIREITOS E OBRIGAÇÕES.
1. O art. 10, VII, da Lei n. 9.656/1998 estabelece que as operadoras
de planos de saúde e as seguradoras não têm a obrigação de arcar com
próteses e órteses e seus acessórios não ligados a ato cirúrgico.
Portanto, o que define a cobertura legal mínima obrigatória é
colocação extremamente sutil: o fornecimento do dispositivo é
vinculado (entenda-se necessário) para que o ato cirúrgico atinja
sua finalidade, o que não ocorre na situação contrária quando, sendo
desnecessário ato cirúrgico, precisa-se de órtese ou de prótese
(REsp 1915528/SP, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA,
julgado em 28/09/2021, DJe 17/11/2021).
2. "Para saber se uma prótese ou órtese está ligada ao ato cirúrgico
e, portanto, coberta pelo plano de saúde, deve-se indagar se ela
possui as seguintes características, inerentes aos dispositivos
médicos implantáveis: (i) ser introduzida (total ou parcialmente) no
corpo humano; (ii) ser necessário procedimento cirúrgico para essa
introdução e (iii) permanecer no local onde foi introduzida, após o
procedimento cirúrgico" (REsp 1673822/RJ, Rel. Ministro PAULO DE
TARSO SANSEVERINO, Rel. p/ Acórdão Ministro RICARDO VILLAS BÔAS
CUEVA, TERCEIRA TURMA, julgado em 15/03/2018, DJe 11/05/2018).
3. Como segundo fundamento autônomo, o Tribunal de origem apurou que
nem mesmo seria factível a imposição da órtese vindicada às
operadoras de plano de saúde, pois é de "alto custo, fornecido por
uma única clínica neste País, sem sequer haver concorrência capaz de
provocar a comparação entre o preço por ela cobrado com o de outras
empresas atuantes no mesmo ramo". Com efeito, e como fundamento
autônomo, ainda que o material tivesse ligação com ato cirúrgico,
incidiria o óbice intransponível da Súmula 7/STJ, a impedir o
conhecimento do recurso especial.
4. Agravo interno não provido.

## Dispositivo / resultado textual

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas,
acordam os Ministros da QUARTA TURMA do Superior Tribunal de
Justiça, em sessão virtual de 19/04/2022 a 25/04/2022, por
unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr.
Ministro Relator.
Os Srs. Ministros Raul Araújo, Maria Isabel Gallotti, Antonio Carlos
Ferreira e Marco Buzzi  votaram com o Sr. Ministro Relator.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Luis Felipe Salomão.

## Referências extraídas



**Limite documental:** Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.


## Navegação contextual


**Nota:** processos com a mesma classificação ou norma podem ter fatos, fundamentos e desfechos divergentes. Ato/andamento não prova vitória, derrota ou trânsito em julgado.
