# Registro público: STJ — 2201315

- **Origem:** stj
- **Órgão:** QUINTA TURMA
- **Classe:** AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL
- **Grau:** 
- **Data de julgamento:** 2025-08-05
- **Publicação:** 2025-08-14
- **Ajuizamento:** 
- **Página canônica da Wiki Jurídica:** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/105671/
- **Registro público da fonte (JSON):** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/105671.json
- **Fonte primária preservada:** STJ, dados abertos de acórdãos
- **SHA-256 da fonte preservada:** 17d860475ae1e64f60637a55deb8eb446960a25815f30d45179dfbb6ee77db22

## Origem do registro no STJ

[Conjunto de dados oficial do STJ](<https://dadosabertos.web.stj.jus.br/dataset/b79a7764-5c86-4530-9b6b-18cf60e2f38f/resource/b6a3730e-f414-4bcd-a511-0eb2d8d24f98/download/20250831.json>)
- **Identificador na fonte:** 000919130
- **Número de registro na fonte:** 202202764614
- **Coleta informada no registro:** 2026-09-18T12:46:26Z

## Quadro documental do acórdão — seções oficiais da ementa

**Origem:** texto literal do STJ, sem inferência de fundamentos.

### I. CASO EM EXAME

1. Agravo regimental interposto contra decisão monocrática que
conheceu parcialmente do recurso especial para readequar a
dosimetria da pena, mas rejeitou as teses defensivas relativas à
extinção da punibilidade por retratação (art. 143 do CP), à
atipicidade da conduta por exercício da liberdade de imprensa, à
nulidade por violação do princípio do juiz natural e à ocorrência de
prescrição da pretensão punitiva. A defesa insistiu na reavaliação
da conduta do réu como atípica e na validade da retratação realizada
antes da sentença.

### II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO

2. Há quatro questões em discussão: (i) verificar se a retratação
apresentada pelo recorrente é apta a extinguir a punibilidade, nos
termos do art. 143 do Código Penal; (ii) analisar se a conduta do
réu está amparada pela liberdade de imprensa, afastando a tipicidade
penal; (iii) examinar se houve violação do princípio do juiz
natural, pela remessa dos autos do Juizado Especial Criminal à
Justiça Comum; e (iv) averiguar se ocorreu a prescrição da pretensão
punitiva estatal.

### III. RAZÕES DE DECIDIR

3. A retratação apresentada pelo recorrente não preenche os
requisitos legais do art. 143 do Código Penal, pois inexistiu
reconhecimento explícito de erro ou retificação das afirmações,
configurando-se mero pedido de desculpas, insuficiente para
extinguir a punibilidade.
4. A revisão da conclusão das instâncias ordinárias sobre a
inexistência de retratação cabal exigiria reexame do conjunto
fático-probatório, providência vedada pela Súmula 7 do STJ.
5. A remessa dos autos à Justiça Comum decorreu da aplicação do art.
66, parágrafo único, da Lei n. 9.099/1995, diante da
impossibilidade de citação pessoal do querelado, não havendo
violação do princípio do juiz natural.
6. A liberdade de imprensa não é absoluta e deve observar os
direitos da personalidade, sendo legítima a responsabilização
criminal quando há excesso, como reconhecido pelas instâncias
ordinárias, ao constatar imputações ofensivas à honra do querelante.
7. A tese de atipicidade da conduta também demanda revaloração das
provas, o que encontra óbice na Súmula 7/STJ.
8. Não se verificou a ocorrência da prescrição, pois o prazo trienal
entre o recebimento da queixa-crime (28/2/2018) e a sentença
condenatória (21/2/2021) não foi ultrapassado, inexistindo anulação
de marcos interruptivos que justificasse contagem diversa.
IV.  AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.

## Ementa

DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL  EM RECURSO
ESPECIAL. CRIME CONTRA A HONRA. RETRATAÇÃO. EXERCÍCIO DA LIBERDADE
DE IMPRENSA. PRINCÍPIO DO JUIZ NATURAL. PRESCRIÇÃO. REEXAME DE FATOS
E PROVAS. SÚMULA 7/STJ. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.
I. CASO EM EXAME
1. Agravo regimental interposto contra decisão monocrática que
conheceu parcialmente do recurso especial para readequar a
dosimetria da pena, mas rejeitou as teses defensivas relativas à
extinção da punibilidade por retratação (art. 143 do CP), à
atipicidade da conduta por exercício da liberdade de imprensa, à
nulidade por violação do princípio do juiz natural e à ocorrência de
prescrição da pretensão punitiva. A defesa insistiu na reavaliação
da conduta do réu como atípica e na validade da retratação realizada
antes da sentença.
II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO
2. Há quatro questões em discussão: (i) verificar se a retratação
apresentada pelo recorrente é apta a extinguir a punibilidade, nos
termos do art. 143 do Código Penal; (ii) analisar se a conduta do
réu está amparada pela liberdade de imprensa, afastando a tipicidade
penal; (iii) examinar se houve violação do princípio do juiz
natural, pela remessa dos autos do Juizado Especial Criminal à
Justiça Comum; e (iv) averiguar se ocorreu a prescrição da pretensão
punitiva estatal.
III. RAZÕES DE DECIDIR
3. A retratação apresentada pelo recorrente não preenche os
requisitos legais do art. 143 do Código Penal, pois inexistiu
reconhecimento explícito de erro ou retificação das afirmações,
configurando-se mero pedido de desculpas, insuficiente para
extinguir a punibilidade.
4. A revisão da conclusão das instâncias ordinárias sobre a
inexistência de retratação cabal exigiria reexame do conjunto
fático-probatório, providência vedada pela Súmula 7 do STJ.
5. A remessa dos autos à Justiça Comum decorreu da aplicação do art.
66, parágrafo único, da Lei n. 9.099/1995, diante da
impossibilidade de citação pessoal do querelado, não havendo
violação do princípio do juiz natural.
6. A liberdade de imprensa não é absoluta e deve observar os
direitos da personalidade, sendo legítima a responsabilização
criminal quando há excesso, como reconhecido pelas instâncias
ordinárias, ao constatar imputações ofensivas à honra do querelante.
7. A tese de atipicidade da conduta também demanda revaloração das
provas, o que encontra óbice na Súmula 7/STJ.
8. Não se verificou a ocorrência da prescrição, pois o prazo trienal
entre o recebimento da queixa-crime (28/2/2018) e a sentença
condenatória (21/2/2021) não foi ultrapassado, inexistindo anulação
de marcos interruptivos que justificasse contagem diversa.
IV.  AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.

## Dispositivo / resultado textual

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima
indicadas, acordam os Ministros da Turma, por unanimidade, negar
provimento ao agravo regimental.
Os Srs. Ministros Reynaldo Soares da Fonseca, Ribeiro Dantas, Joel
Ilan Paciornik e Messod Azulay Neto votaram com o Sr. Ministro
Relator.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca.

## Referências extraídas

urn:lex:br:federal:decreto.lei:1940-12-07;2848!art143, urn:lex:br:federal:lei:1995-09-26;9099!art66

## Jurisprudência citada pela fonte STJ

(CRIME DE CALÚNIA - RETRATAÇÃO CABAL)
   STJ - <<APn 912>>-RJ
(EXERCÍCIO DA LIBERDADE DE IMPRENSA - LIMITES)
   STJ - <<AgRg no RHC 189877>>-RJ

## Súmulas citadas

- STJ:7

## Referências legislativas textuais

- LEG:FED DEL:002848 ANO:1940
*****  CP-40    CÓDIGO PENAL
        ART:00143
- LEG:FED SUM:****** ANO:****
*****  SUM(STJ)    SÚMULA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
        SUM:000007
- LEG:FED LEI:009099 ANO:1995
*****  LJE-95    LEI DOS JUIZADOS ESPECIAIS CÍVEIS E CRIMINAIS
        ART:00066 PAR:ÚNICO

**Limite documental:** Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.


## Navegação contextual

- [Decisões que citam urn:lex:br:federal:decreto.lei:1940-12-07;2848!art143](https://wikijuridica.com.br/casos/dispositivo/?urn=urn%3Alex%3Abr%3Afederal%3Adecreto.lei%3A1940-12-07%3B2848%21art143)
- [Decisões que citam urn:lex:br:federal:lei:1995-09-26;9099!art66](https://wikijuridica.com.br/casos/dispositivo/?urn=urn%3Alex%3Abr%3Afederal%3Alei%3A1995-09-26%3B9099%21art66)

**Nota:** processos com a mesma classificação ou norma podem ter fatos, fundamentos e desfechos divergentes. Ato/andamento não prova vitória, derrota ou trânsito em julgado.

## Casos reais relacionados — semelhanças e diferenças documentais

Relações por códigos TPU ou URN LexML coincidentes. Coincidências de campos não demonstram identidade da causa, do mérito ou do resultado e não são aconselhamento jurídico. Diferenças de classificação, tribunal ou órgão são documentais.

- [STJ — 1014496](https://wikijuridica.com.br/casos/documento/116909/) — classe: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS; referências coincidentes: urn:lex:br:federal:decreto.lei:1940-12-07;2848!art143
  - Coincidência literal — Tribunal: STJ
  - Coincidência literal — Órgão julgador: QUINTA TURMA
  - Classe processual (atual / relacionado): AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL / AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS
- [STJ — 770711](https://wikijuridica.com.br/casos/documento/57144/) — classe: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS; referências coincidentes: urn:lex:br:federal:decreto.lei:1940-12-07;2848!art143
  - Coincidência literal — Tribunal: STJ
  - Classe processual (atual / relacionado): AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL / AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS
  - Órgão julgador (atual / relacionado): QUINTA TURMA / SEXTA TURMA
- [STJ — 1796100](https://wikijuridica.com.br/casos/documento/3307/) — classe: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL; referências coincidentes: urn:lex:br:federal:decreto.lei:1940-12-07;2848!art143
  - Coincidência literal — Tribunal: STJ
  - Classe processual (atual / relacionado): AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL / AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL
  - Órgão julgador (atual / relacionado): QUINTA TURMA / SEXTA TURMA
