# Registro público: STJ — 2934372

- **Origem:** stj
- **Órgão:** SEXTA TURMA
- **Classe:** AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL
- **Grau:** 
- **Data de julgamento:** 2025-08-12
- **Publicação:** 2025-08-15
- **Ajuizamento:** 
- **Página canônica da Wiki Jurídica:** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/106734/
- **Registro público da fonte (JSON):** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/106734.json
- **Fonte primária preservada:** STJ, dados abertos de acórdãos
- **SHA-256 da fonte preservada:** f53adf88b513fda5102108583ec0d94388855ac099c635c5d34bec36c0d2fc84

## Origem do registro no STJ

[Conjunto de dados oficial do STJ](<https://dadosabertos.web.stj.jus.br/dataset/3e51dda9-0d9c-418e-9423-79284d6c9a9b/resource/4d7b181d-e823-47b2-b82a-a456009fb5e7/download/20250831.json>)
- **Identificador na fonte:** 000919983
- **Número de registro na fonte:** 202501713551
- **Coleta informada no registro:** 2026-09-19T12:58:02Z

## Questão jurídica conforme a ementa oficial

AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. CRIMES MILITARES.
INVOCAÇÃO DA FUNÇÃO MILITAR. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA CASTRENSE.
SÚMULA N. 83 DO STJ. REVISÃO CRIMINAL PROPOSTA FORA DAS HIPÓTESES
LEGAIS. USO COMO SEGUNDA APELAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA N. 83 DO
STJ. INEXISTÊNCIA DE PROVAS NOVAS. REVISÃO. SÚMULA N. 7 DO STJ.
TESES ABSOLUTÓRIAS. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS N. 282 E
356 DO STF. DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL PREJUDICADO. AGRAVO REGIMENTAL
NÃO PROVIDO.

**Origem:** transcrição do STJ, sem tese jurídica inferida.

## Fundamentos documentados nos itens da ementa

- **Item 1 (texto oficial):** "Nos termos do art. 9º, inciso II, c, do Código Penal Militar,
com a redação dada pela Lei n. 13.491/2017, passa a ser da Justiça
Castrense a competência para processo e julgamento de crimes
capitulados na legislação penal, desde que praticados por militares
em serviço ou atuando em razão da função (AgRg no AREsp n.
2.860.500/SC, relator Ministro Antonio Saldanha Palheiro, Sexta
Turma, julgado em 22/4/2025, DJEN de 28/4/2025).
- **Item 2 (texto oficial):** Embora em sua folga, o réu se valeu de sua condição de militar
para obter vantagem econômica indevida, circunstância que atrai a
competência da Justiça Militar. Incidência da Súmula n. 83 do STJ.
- **Item 3 (texto oficial):** "A revisão criminal tem o seu cabimento previsto no rol taxativo
do art. 621, I, II e III, do Código de Processo Penal, não
constituindo instrumento adequado para reabrir, a qualquer tempo, a
discussão sobre questões decididas fundamentadamente e de forma
definitiva, por simples irresignação ou descontentamento da parte em
relação ao provimento jurisdicional transitado em julgado" (AgRg na
RvCr n. 5.713/DF, relator Ministro Jorge Mussi, Corte Especial,
julgado em 7/6/2022, DJe de 9/6/2022).
- **Item 4 (texto oficial):** É assente a orientação deste Superior Tribunal, de que "a revisão
criminal não pode ser adotada como segunda apelação, pretensão esta
claramente visada pela defesa ao postular rediscussão de matéria
com revolvimento de acervo probatório" (AgRg no HC n. 868.096/MS,
relator Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, julgado
em 28/11/2023, DJe de 1/12/2023).
- **Item 5 (texto oficial):** "A fundamentação baseada apenas na insuficiência probatória não
autoriza o Tribunal de origem a proferir juízo absolutório, no
âmbito de revisão criminal, pois essa situação não se identifica com
o alcance do disposto no art. 621, I e III, do Código de Processo
Penal" (AgRg no HC n. 904.012/MG, relator Ministro Og Fernandes,
Sexta Turma, julgado em 14/4/2025, DJEN de 24/4/2025).
- **Item 6 (texto oficial):** Quanto à absolvição, a Corte estadual, corretamente, não conheceu
do pedido de revisão criminal, sob os fundamentos de que a defesa
não trouxe provas novas aptas a desconstituir a condenação e fez uso
da ação revisional como se fosse segunda apelação, o que não se
admite. Aplicação da Súmula n. 83 do STJ.
- **Item 7 (texto oficial):** Alterar a conclusão do Tribunal estadual, de que a defesa não
trouxe provas novas aptas a desconstituir a condenação, demandaria
reexame de fatos e provas, o que encontra óbice na Súmula n. 7 do
STJ.
- **Item 8 (texto oficial):** As teses absolutórias não estão prequestionadas, pois não foram
debatidas no acórdão recorrido, e a defesa não opôs embargos de
declaração com o objetivo de sanar eventual omissão quanto à análise
dos temas, o que atrai a aplicação, por analogia, das Súmulas n.
282 e 356 do STF.
- **Item 9 (texto oficial):** Segundo entendimento desta Corte, a inadmissão ou o não
provimento do especial interposto com fundamento no art. 105, III,
"a", da Constituição Federal prejudica o exame do recurso no ponto
em que suscita divergência jurisprudencial, se o dissídio alegado
diz respeito ao mesmo dispositivo legal ou à mesma tese jurídica,
como na espécie.
- **Item 10 (texto oficial):** Agravo regimental não provido.

## Ementa

AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. CRIMES MILITARES.
INVOCAÇÃO DA FUNÇÃO MILITAR. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA CASTRENSE.
SÚMULA N. 83 DO STJ. REVISÃO CRIMINAL PROPOSTA FORA DAS HIPÓTESES
LEGAIS. USO COMO SEGUNDA APELAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA N. 83 DO
STJ. INEXISTÊNCIA DE PROVAS NOVAS. REVISÃO. SÚMULA N. 7 DO STJ.
TESES ABSOLUTÓRIAS. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS N. 282 E
356 DO STF. DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL PREJUDICADO. AGRAVO REGIMENTAL
NÃO PROVIDO.
1.  "Nos termos do art. 9º, inciso II, c, do Código Penal Militar,
com a redação dada pela Lei n. 13.491/2017, passa a ser da Justiça
Castrense a competência para processo e julgamento de crimes
capitulados na legislação penal, desde que praticados por militares
em serviço ou atuando em razão da função (AgRg no AREsp n.
2.860.500/SC, relator Ministro Antonio Saldanha Palheiro, Sexta
Turma, julgado em 22/4/2025, DJEN de 28/4/2025).
2.  Embora em sua folga, o réu se valeu de sua condição de militar
para obter vantagem econômica indevida, circunstância que atrai a
competência da Justiça Militar. Incidência da Súmula n. 83 do STJ.
3. "A revisão criminal tem o seu cabimento previsto no rol taxativo
do art. 621, I, II e III, do Código de Processo Penal, não
constituindo instrumento adequado para reabrir, a qualquer tempo, a
discussão sobre questões decididas fundamentadamente e de forma
definitiva, por simples irresignação ou descontentamento da parte em
relação ao provimento jurisdicional transitado em julgado" (AgRg na
RvCr n. 5.713/DF, relator Ministro Jorge Mussi, Corte Especial,
julgado em 7/6/2022, DJe de 9/6/2022).
4. É assente a orientação deste Superior Tribunal, de que "a revisão
criminal não pode ser adotada como segunda apelação, pretensão esta
claramente visada pela defesa ao postular rediscussão de matéria
com revolvimento de acervo probatório" (AgRg no HC n. 868.096/MS,
relator Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, julgado
em 28/11/2023, DJe de 1/12/2023).
5. "A fundamentação baseada apenas na insuficiência probatória não
autoriza o Tribunal de origem a proferir juízo absolutório, no
âmbito de revisão criminal, pois essa situação não se identifica com
o alcance do disposto no art. 621, I e III, do Código de Processo
Penal" (AgRg no HC n. 904.012/MG, relator Ministro Og Fernandes,
Sexta Turma, julgado em 14/4/2025, DJEN de 24/4/2025).
6. Quanto à absolvição, a Corte estadual, corretamente, não conheceu
do pedido de revisão criminal, sob os fundamentos de que a defesa
não trouxe provas novas aptas a desconstituir a condenação e fez uso
da ação revisional como se fosse segunda apelação, o que não se
admite. Aplicação da Súmula n. 83 do STJ.
7. Alterar a conclusão do Tribunal estadual, de que a defesa não
trouxe provas novas aptas a desconstituir a condenação, demandaria
reexame de fatos e provas, o que encontra óbice na Súmula n. 7 do
STJ.
8. As teses absolutórias não estão prequestionadas, pois não foram
debatidas no acórdão recorrido, e a defesa não opôs embargos de
declaração com o objetivo de sanar eventual omissão quanto à análise
dos temas, o que atrai a aplicação, por analogia, das Súmulas n.
282 e 356 do STF.
9. Segundo entendimento desta Corte, a inadmissão ou o não
provimento do especial interposto com fundamento no art. 105, III,
"a", da Constituição Federal prejudica o exame do recurso no ponto
em que suscita divergência jurisprudencial, se o dissídio alegado
diz respeito ao mesmo dispositivo legal ou à mesma tese jurídica,
como na espécie.
10. Agravo regimental não provido.

## Dispositivo / resultado textual

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima
indicadas, acordam os Ministros da Sexta Turma, por unanimidade,
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Sr.
Ministro Relator.
Os Srs. Ministros Antonio Saldanha Palheiro, Otávio de Almeida
Toledo (Desembargador Convocado do TJSP), Og Fernandes e Sebastião
Reis Júnior votaram com o Sr. Ministro Relator.

## Referências extraídas



**Limite documental:** Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.


## Navegação contextual


**Nota:** processos com a mesma classificação ou norma podem ter fatos, fundamentos e desfechos divergentes. Ato/andamento não prova vitória, derrota ou trânsito em julgado.

## Comentário de Rafael Toledo

Análise autoral de leitura documental, separada do teor oficial.

Neste registro, o processo 2934372 no STJ está identificado por “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL”. Esse é o dado documental disponível para orientar a leitura. O campo de assunto não está informado nesta representação, de modo que não o completo por aproximação com outros processos.

O órgão indicado é “SEXTA TURMA”. Esse vínculo permite localizar a unidade registrada e acompanhar seus atos. A identificação do órgão não informa, por si, o conteúdo de uma decisão ou o acolhimento de um pedido.

Neste acórdão, a análise deve relacionar a ementa ao dispositivo preservado. A ementa apresenta a questão e a fundamentação resumida; o dispositivo registra a deliberação textual. Uma expressão retirada de um deles não substitui a leitura conjunta do documento.

O registro disponível não contém o inteiro teor do voto. Por isso, este comentário se limita à organização da fonte publicada; argumentos, fatos ou ressalvas ausentes não são reconstruídos como se fossem afirmações do tribunal.

[Fonte oficial que sustenta este comentário](<https://dadosabertos.web.stj.jus.br/dataset/3e51dda9-0d9c-418e-9423-79284d6c9a9b/resource/4d7b181d-e823-47b2-b82a-a456009fb5e7/download/20250831.json>)

- **Autoria do comentário:** Rafael Toledo
- **Versão do produtor:** 2026-10-22.1
- **SHA-256 da fonte:** f53adf88b513fda5102108583ec0d94388855ac099c635c5d34bec36c0d2fc84
- **SHA-256 do comentário:** f41d3d5192f5f4eb2b728a9f4b211c26038c05ec3327a3ff13eb317d9a90ef26
