# Registro público: STJ — 165925

- **Origem:** stj
- **Órgão:** SEXTA TURMA
- **Classe:** AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS
- **Grau:** 
- **Data de julgamento:** 2022-08-02
- **Publicação:** 2022-08-12
- **Ajuizamento:** 
- **Página canônica da Wiki Jurídica:** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/10705/
- **Registro público da fonte (JSON):** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/10705.json
- **Fonte primária preservada:** STJ, dados abertos de acórdãos
- **SHA-256 da fonte preservada:** 72a7582be9519f7241c7fea3b2f6862eca03c352f974e344829e69a5abd157d7

## Questão jurídica conforme a ementa oficial

AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PROCESSUAL
PENAL. ESTUPRO DE VULNERÁVEL REITERADAS VEZES. PRISÃO PREVENTIVA.
GRAVIDADE CONCRETA DA CONDUTA. MODUS OPERANDI EXTREMAMENTE
REPROVÁVEL. FUNDADO RISCO DE RECIDIVA CRIMINOSA. FUNDAMENTAÇÃO
IDÔNEA. PERICULUM LIBERTATIS EVIDENCIADO. PRECEDENTES. CONDIÇÕES
PESSOAIS IRRELEVANTES, NO CASO. MEDIDAS CAUTELARES ALTERNATIVAS
INSUFICIENTES. AGRAVO DESPROVIDO.

**Origem:** transcrição do STJ, sem tese jurídica inferida.

## Fundamentos documentados nos itens da ementa

- **Item 1 (texto oficial):** De acordo com a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça e
a do Supremo Tribunal Federal, "[s]e as circunstâncias concretas da
prática do crime indicam, pelo modus operandi, a periculosidade do
agente ou o risco de reiteração delitiva, está justificada a
decretação ou a manutenção da prisão cautelar para resguardar a
ordem pública, desde que igualmente presentes boas provas da
materialidade e da autoria' (HC n. 126.756/SP, Relatora Ministra
ROSA WEBER, Primeira Turma, julgado em 23/6/2015, publicado em
16/9/2015)" (AgRg no RHC 158.669/MG, Rel. Ministro REYNALDO SOARES
DA FONSECA, QUINTA TURMA, julgado em 15/02/2022, DJe 21/02/2022).
- **Item 2 (texto oficial):** No caso, as instâncias ordinárias motivaram idoneamente a
necessidade da prisão preventiva em razão da gravidade concreta do
delito investigado, consubstanciada no reprovável modus operandi
empregado na empreitada criminosa, revelador do potencial grau de
periculosidade do agente, além do fundado risco de reiteração
delitiva. Foi destacado que "o representado supostamente
aproveitou-se da qualidade de vizinho e pai de uma colega da vítima,
para se encontrar sozinho com esta e realizar os abusos"; e que "a
vítima, apesar de adolescente, concedeu depoimento especial
pormenorizado, acerca da violência sexual por ela sofrida, indicando
que tal fato já ocorreu em diversas ocasiões anteriores, desde os
seus seis anos de idade, mas que somente agora passou a entender o
caráter ilícito e invasivo do fato".
- **Item 3 (texto oficial):** De acordo com o entendimento desta Corte, as "[c]ondições
subjetivas favoráveis do paciente, por si sós, não impedem a prisão
cautelar, caso se verifiquem presentes os requisitos legais para a
decretação da segregação provisória (precedentes). Mostra-se
indevida a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão,
quando a segregação encontra-se fundada na gravidade efetiva do
delito, indicando que as providências menos gravosas seriam
insuficientes para acautelar a ordem pública e evitar a prática de
novos crimes" (HC 691.974/MS, Rel. Ministro ANTONIO SALDANHA
PALHEIRO, SEXTA TURMA, julgado em 07/12/2021, DJe 13/12/2021; sem
grifos no original).
- **Item 4 (texto oficial):** Agravo regimental desprovido.

## Ementa

AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PROCESSUAL
PENAL. ESTUPRO DE VULNERÁVEL REITERADAS VEZES. PRISÃO PREVENTIVA.
GRAVIDADE CONCRETA DA CONDUTA. MODUS OPERANDI EXTREMAMENTE
REPROVÁVEL. FUNDADO RISCO DE RECIDIVA CRIMINOSA. FUNDAMENTAÇÃO
IDÔNEA. PERICULUM LIBERTATIS EVIDENCIADO. PRECEDENTES. CONDIÇÕES
PESSOAIS IRRELEVANTES, NO CASO. MEDIDAS CAUTELARES ALTERNATIVAS
INSUFICIENTES. AGRAVO DESPROVIDO.
1. De acordo com a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça e
a do Supremo Tribunal Federal, "[s]e as circunstâncias concretas da
prática do crime indicam, pelo modus operandi, a periculosidade do
agente ou o risco de reiteração delitiva, está justificada a
decretação ou a manutenção da prisão cautelar para resguardar a
ordem pública, desde que igualmente presentes boas provas da
materialidade e da autoria' (HC n. 126.756/SP, Relatora Ministra
ROSA WEBER, Primeira Turma, julgado em 23/6/2015, publicado em
16/9/2015)" (AgRg no RHC 158.669/MG, Rel. Ministro REYNALDO SOARES
DA FONSECA, QUINTA TURMA, julgado em 15/02/2022, DJe 21/02/2022).
2. No caso, as instâncias ordinárias motivaram idoneamente a
necessidade da prisão preventiva em razão da gravidade concreta do
delito investigado, consubstanciada no reprovável modus operandi
empregado na empreitada criminosa, revelador do potencial grau de
periculosidade do agente, além do fundado risco de reiteração
delitiva. Foi destacado que "o representado supostamente
aproveitou-se da qualidade de vizinho e pai de uma colega da vítima,
para se encontrar sozinho com esta e realizar os abusos"; e que "a
vítima, apesar de adolescente, concedeu depoimento especial
pormenorizado, acerca da violência sexual por ela sofrida, indicando
que tal fato já ocorreu em diversas ocasiões anteriores, desde os
seus seis anos de idade, mas que somente agora passou a entender o
caráter ilícito e invasivo do fato".
3. De acordo com o entendimento desta Corte, as "[c]ondições
subjetivas favoráveis do paciente, por si sós, não impedem a prisão
cautelar, caso se verifiquem presentes os requisitos legais para a
decretação da segregação provisória (precedentes). Mostra-se
indevida a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão,
quando a segregação encontra-se fundada na gravidade efetiva do
delito, indicando que as providências menos gravosas seriam
insuficientes para acautelar a ordem pública e evitar a prática de
novos crimes" (HC 691.974/MS, Rel. Ministro ANTONIO SALDANHA
PALHEIRO, SEXTA TURMA, julgado em 07/12/2021, DJe 13/12/2021; sem
grifos no original).
4. Agravo regimental desprovido.

## Dispositivo / resultado textual

Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, na conformidade dos
votos e das notas taquigráficas a seguir, por unanimidade, negar
provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Sra. Ministra
Relatora. Os Srs. Ministros Sebastião Reis Júnior, Rogerio Schietti
Cruz, Antonio Saldanha Palheiro e Olindo Menezes (Desembargador
Convocado do TRF 1ª Região) votaram com a Sra. Ministra Relatora.
DR. LUCAS CONRADO PEREIRA CIPRIANI - PELO AGRAVANTE D DE P DA R.

## Referências extraídas



**Limite documental:** Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.


## Navegação contextual


**Nota:** processos com a mesma classificação ou norma podem ter fatos, fundamentos e desfechos divergentes. Ato/andamento não prova vitória, derrota ou trânsito em julgado.
