# Registro público: STJ — 2821675

- **Origem:** stj
- **Órgão:** TERCEIRA TURMA
- **Classe:** AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL
- **Grau:** 
- **Data de julgamento:** 2025-08-18
- **Publicação:** 2025-08-22
- **Ajuizamento:** 
- **Página canônica da Wiki Jurídica:** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/107248/
- **Registro público da fonte (JSON):** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/107248.json
- **Fonte primária preservada:** STJ, dados abertos de acórdãos
- **SHA-256 da fonte preservada:** bb7c8fc510a8ff43e0ec7aeb800f1021ea0a0744d4f93c97c2ef27fec7072db6

## Origem do registro no STJ

[Conjunto de dados oficial do STJ](<https://dadosabertos.web.stj.jus.br/dataset/74a99dea-a197-4d73-a169-d8c8f8f0b175/resource/c9e81c2e-2f5d-47e7-bb54-bcc331bad78d/download/20250930.json>)
- **Identificador na fonte:** 921772
- **Número de registro na fonte:** 202404867156
- **Coleta informada no registro:** 2026-09-09T12:52:51Z

## Quadro documental do acórdão — seções oficiais da ementa

**Origem:** texto literal do STJ, sem inferência de fundamentos.

### I. Caso em exame

1. Agravo em recurso especial interposto contra decisão que não
admitiu o recurso especial, o qual alegava violação a dispositivos
do Código de Defesa do Consumidor e do Código Civil, em razão de
suposta abusividade na capitalização diária de juros em contrato
bancário.
2. O Tribunal de origem concluiu pela ausência de abusividade dos
juros pactuados, com base na comparação entre a taxa contratada e a
taxa média de mercado divulgada pelo Banco Central, e pela
legalidade da capitalização diária de juros, desde que expressamente
pactuada.

### II. Questão em discussão

3. A questão em discussão consiste em saber se a taxa de juros
remuneratórios pactuada em contrato bancário é abusiva, considerando
a comparação com a taxa média de mercado, e se a capitalização
diária de juros é válida sem prévia pactuação expressa.

### III. Razões de decidir

4. A análise da abusividade dos juros remuneratórios requer a
interpretação de cláusulas contratuais e o reexame de provas, o que
é vedado em sede de recurso especial, conforme as Súmulas 5 e 7 do
STJ.
5. A decisão do Tribunal de origem está em consonância com a
jurisprudência do STJ, que admite a revisão das taxas de juros em
situações excepcionais, desde que a abusividade seja cabalmente
demonstrada, conforme o Tema 27/STJ.
6. A capitalização diária de juros é permitida desde que
expressamente pactuada, conforme entendimento consolidado no STJ.
IV. Dispositivo
7. Recurso não conhecido.

## Ementa

DIREITO CIVIL. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. REVISÃO DE CLÁUSULAS
CONTRATUAIS BANCÁRIAS. JUROS REMUNERATÓRIOS. AGRAVO CONHECIDO PARA
NÃO CONHECER DO RECURSO ESPECIAL.
I. Caso em exame
1. Agravo em recurso especial interposto contra decisão que não
admitiu o recurso especial, o qual alegava violação a dispositivos
do Código de Defesa do Consumidor e do Código Civil, em razão de
suposta abusividade na capitalização diária de juros em contrato
bancário.
2. O Tribunal de origem concluiu pela ausência de abusividade dos
juros pactuados, com base na comparação entre a taxa contratada e a
taxa média de mercado divulgada pelo Banco Central, e pela
legalidade da capitalização diária de juros, desde que expressamente
pactuada.
II. Questão em discussão
3. A questão em discussão consiste em saber se a taxa de juros
remuneratórios pactuada em contrato bancário é abusiva, considerando
a comparação com a taxa média de mercado, e se a capitalização
diária de juros é válida sem prévia pactuação expressa.
III. Razões de decidir
4. A análise da abusividade dos juros remuneratórios requer a
interpretação de cláusulas contratuais e o reexame de provas, o que
é vedado em sede de recurso especial, conforme as Súmulas 5 e 7 do
STJ.
5. A decisão do Tribunal de origem está em consonância com a
jurisprudência do STJ, que admite a revisão das taxas de juros em
situações excepcionais, desde que a abusividade seja cabalmente
demonstrada, conforme o Tema 27/STJ.
6. A capitalização diária de juros é permitida desde que
expressamente pactuada, conforme entendimento consolidado no STJ.
IV. Dispositivo
7. Recurso não conhecido.

## Dispositivo / resultado textual

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima
indicadas, acordam os Ministros da TERCEIRA TURMA do Superior
Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 12/08/2025 a 18/08/2025,
por unanimidade, não conhecer do recurso, nos termos do voto da Sra.
Ministra Relatora.
Os Srs. Ministros Nancy Andrighi, Humberto Martins, Ricardo Villas
Bôas Cueva e Moura Ribeiro votaram com a Sra. Ministra Relatora.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Humberto Martins.

## Referências extraídas



**Limite documental:** Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.


## Navegação contextual


**Nota:** processos com a mesma classificação ou norma podem ter fatos, fundamentos e desfechos divergentes. Ato/andamento não prova vitória, derrota ou trânsito em julgado.



## Contexto jurídico e comentários autorais

### [REsp 2.061.149 do STJ: agravo conhecido](https://wikijuridica.com.br/jurisprudencia/stj-resp-2061149/)

**Fundamento do vínculo:** Tema documentado no texto da fonte.

> A ementa do acórdão registra a fundamentação nestes termos: “1. Agravo em recurso especial contra acórdão que manteve competência da jurisdição brasileira e rejeitou ilegitimidade passiva em ação de cobrança com arresto cautelar de embarcação. 2. O objetivo recursal é decidir se (i) há negativa de prestação jurisdicional por omissão sobre a ilegitimidade passiva (art. 1.022, II, do CPC); (ii) a manutenção das rés viola o art. 8º da Convenção de Bruxelas/1926; (iii) o arresto de navio estrangeiro afronta o art. 28, §§ 2º e 3º, da CNUDM e o art. 13 do CPC, por ausência de jurisdição brasileira. 3. Não há negativa de prestação jurisdicional quando o acórdão enfrenta as questões essenciais com motivação suficiente, ainda que em sentido desfavorável à parte. A mera alusão a dispositivo legal, sem demonstração específica da violação, não atende aos requisitos do especial. 4. A análise da aplicação do art. 8º da Convenção de Bruxelas/1926, acerca da propriedade do navio e da legitimidade passiva, demanda revolvimento fático-probatório, o que é inviável em recurso especial (Súmula 7/STJ). 5. O art. 28, § 3º, da CNUDM autoriza medidas cautelares ou executórias em matéria civil contra navio estrangeiro que se detenha no mar territorial ou seja procedente de águas interiores, conforme o direito interno. À luz do art. 789 do CPC e do art. 391 do CC, é possível a constrição de quaisquer bens do devedor, inclusive embarcação, ainda que a dívida decorra de serviços prestados a outro navio do mesmo proprietário. 6. Agravo conhecido. Recurso especial conhecido em parte e, nessa extensão, não provido.” A transcrição é literal e vem do espelho 955426, publicado pelo tribunal em 16 de abril de 2026; o comentário próprio fica em bloco separado.

**Atribuição:** Rafael Toledo · A fundamentação do REsp 2.061.149, no texto oficial da ementa

- **Âncoras documentais:** agravo, conhecido
- **SHA-256 do HTML autoral:** 9b53130f14ee66f09a5aba66d27df69975659d8b4309546706c16abd9ef22c0b
- **SHA-256 do registro documental:** bb7c8fc510a8ff43e0ec7aeb800f1021ea0a0744d4f93c97c2ef27fec7072db6
- **Campo da fonte:** ` /ementa `
- [Documentos ligados a esta página](https://wikijuridica.com.br/casos/contexto/?pagina=%2Fjurisprudencia%2Fstj-resp-2061149%2F)


## Comentário de Rafael Toledo

Análise autoral de leitura documental, separada do teor oficial.

Neste registro, o processo 2821675 no STJ está identificado por “AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL”. Esse é o dado documental disponível para orientar a leitura. O campo de assunto não está informado nesta representação, de modo que não o completo por aproximação com outros processos.

O órgão indicado é “TERCEIRA TURMA”. Esse vínculo permite localizar a unidade registrada e acompanhar seus atos. A identificação do órgão não informa, por si, o conteúdo de uma decisão ou o acolhimento de um pedido.

A ementa deste acórdão organiza a exposição em “I. Caso em exame”; “II. Questão em discussão”; “III. Razões de decidir”. Essa estrutura permite separar a questão apresentada, a fundamentação descrita e o dispositivo. Um trecho isolado precisa ser confrontado com as demais seções do mesmo acórdão.

O registro disponível não contém o inteiro teor do voto. Por isso, este comentário se limita à organização da fonte publicada; argumentos, fatos ou ressalvas ausentes não são reconstruídos como se fossem afirmações do tribunal.

[Fonte oficial que sustenta este comentário](<https://dadosabertos.web.stj.jus.br/dataset/74a99dea-a197-4d73-a169-d8c8f8f0b175/resource/c9e81c2e-2f5d-47e7-bb54-bcc331bad78d/download/20250930.json>)

- **Autoria do comentário:** Rafael Toledo
- **Versão do produtor:** 2026-10-22.1
- **SHA-256 da fonte:** bb7c8fc510a8ff43e0ec7aeb800f1021ea0a0744d4f93c97c2ef27fec7072db6
- **SHA-256 do comentário:** cd93159cf7a25be60f0c1c0fe9feec8ee4ca3f3d4d8dd0684d5bdd65ac4b9dbe
