# Registro público: STJ — 2933426

- **Origem:** stj
- **Órgão:** QUINTA TURMA
- **Classe:** AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL
- **Grau:** 
- **Data de julgamento:** 2025-08-19
- **Publicação:** 2025-08-25
- **Ajuizamento:** 
- **Página canônica da Wiki Jurídica:** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/110267/
- **Registro público da fonte (JSON):** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/110267.json
- **Fonte primária preservada:** STJ, dados abertos de acórdãos
- **SHA-256 da fonte preservada:** b47a439f6292d33e31f9896c9baa998eea2ac87146918de75c05b2ffd75e6780

## Origem do registro no STJ

[Conjunto de dados oficial do STJ](<https://dadosabertos.web.stj.jus.br/dataset/b79a7764-5c86-4530-9b6b-18cf60e2f38f/resource/f73ef0ed-f766-4858-9f90-25c4a5707493/download/20250930.json>)
- **Identificador na fonte:** 923406
- **Número de registro na fonte:** 202501703012
- **Coleta informada no registro:** 2026-09-18T12:46:26Z

## Quadro documental do acórdão — seções oficiais da ementa

**Origem:** texto literal do STJ, sem inferência de fundamentos.

### I. CASO EM EXAME

1. Agravo regimental interposto contra decisão monocrática que
manteve o acórdão do Tribunal de Justiça local, o qual confirmou a
condenação do acusado pela prática do crime de tráfico de drogas
(art. 33, caput, e § 4º, da Lei nº 11.343/2006), ao considerar
comprovada a comercialização de cogumelos do gênero Psilocybe
Cubensis, contendo as substâncias proscritas psilocina e
psilocibina, com objetivo de promover seus efeitos alucinógenos.

### II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO

1. A questão em discussão consiste em definir se a comercialização
de cogumelos que contenham substância psicotrópica proibida
configura o crime de tráfico de drogas, mesmo que o fungo em si não
esteja expressamente listado na Portaria da ANVISA, e se a decisão
recorrida encontra respaldo na jurisprudência do Superior Tribunal
de Justiça.

### III. RAZÕES DE DECIDIR

1. A substância psilocina/psilocibina, de reconhecida ação
alucinógena, consta na Lista F2 do Anexo I da Portaria SVS/MS nº
344/1998, sendo sua produção, venda e difusão proibidas no Brasil,
salvo autorização expressa da ANVISA.
2. A jurisprudência da Quinta Turma do STJ entende que o cultivo e a
comercialização de vegetais que contenham substâncias psicotrópicas
proscritas dependem de prévia autorização legal e demonstração de
necessidade terapêutica específica, o que inexiste no caso.
3. Restou demonstrado que o acusado comercializava os cogumelos por
meio da internet, com ênfase nos efeitos alucinógenos da substância
psicoativa neles contida, e que também mantinha cápsulas com
extratos da substância psilocibina, evidenciando a finalidade
ilícita.
4. A conduta se enquadra na prática de tráfico de drogas, nos termos
do art. 33 da Lei de Drogas, sendo irrelevante que o fungo per se
não esteja listado na norma da ANVISA, bastando que contenha
princípio ativo proscrito e destinado à difusão.
5. A condenação está devidamente fundamentada, conforme evidenciado
no acórdão e ratificado pelo parecer do Ministério Público Federal,
inexistindo qualquer ilegalidade a ser corrigida pela instância
superior.

### IV. DISPOSITIVO E TESE

6. Recurso desprovido.
Tese de julgamento:
1. A comercialização de cogumelos contendo substâncias psicotrópicas
proibidas, como psilocina e psilocibina, configura tráfico de
drogas, ainda que o fungo não esteja expressamente listado em norma
reguladora.
2. O tráfico de substância proscrita se consuma com a difusão ou a
intenção de difusão do princípio ativo ilícito, independentemente de
sua pureza ou da forma como se apresenta.
3. A ausência de autorização legal ou regulamentar para o comércio
ou o cultivo de vegetal que contenha substância psicotrópica torna
típica a conduta nos termos do art. 33 da Lei nº 11.343/2006.

## Ementa

DIREITO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL.
COMÉRCIO DE FUNGO CONTENDO SUBSTÂNCIA PSICOTRÓPICA PROSCRITA.
PSILOCINA E PSILOCIBINA. FINALIDADE ALUCINÓGENA. AUSÊNCIA DE
AUTORIZAÇÃO LEGAL. CONFIGURAÇÃO DO TRÁFICO DE DROGAS. DECISÃO
MANTIDA. RECURSO DESPROVIDO.
I. CASO EM EXAME
1. Agravo regimental interposto contra decisão monocrática que
manteve o acórdão do Tribunal de Justiça local, o qual confirmou a
condenação do acusado pela prática do crime de tráfico de drogas
(art. 33, caput, e § 4º, da Lei nº 11.343/2006), ao considerar
comprovada a comercialização de cogumelos do gênero Psilocybe
Cubensis, contendo as substâncias proscritas psilocina e
psilocibina, com objetivo de promover seus efeitos alucinógenos.
II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO
1. A questão em discussão consiste em definir se a comercialização
de cogumelos que contenham substância psicotrópica proibida
configura o crime de tráfico de drogas, mesmo que o fungo em si não
esteja expressamente listado na Portaria da ANVISA, e se a decisão
recorrida encontra respaldo na jurisprudência do Superior Tribunal
de Justiça.
III. RAZÕES DE DECIDIR
1. A substância psilocina/psilocibina, de reconhecida ação
alucinógena, consta na Lista F2 do Anexo I da Portaria SVS/MS nº
344/1998, sendo sua produção, venda e difusão proibidas no Brasil,
salvo autorização expressa da ANVISA.
2. A jurisprudência da Quinta Turma do STJ entende que o cultivo e a
comercialização de vegetais que contenham substâncias psicotrópicas
proscritas dependem de prévia autorização legal e demonstração de
necessidade terapêutica específica, o que inexiste no caso.
3. Restou demonstrado que o acusado comercializava os cogumelos por
meio da internet, com ênfase nos efeitos alucinógenos da substância
psicoativa neles contida, e que também mantinha cápsulas com
extratos da substância psilocibina, evidenciando a finalidade
ilícita.
4. A conduta se enquadra na prática de tráfico de drogas, nos termos
do art. 33 da Lei de Drogas, sendo irrelevante que o fungo per se
não esteja listado na norma da ANVISA, bastando que contenha
princípio ativo proscrito e destinado à difusão.
5. A condenação está devidamente fundamentada, conforme evidenciado
no acórdão e ratificado pelo parecer do Ministério Público Federal,
inexistindo qualquer ilegalidade a ser corrigida pela instância
superior.
IV. DISPOSITIVO E TESE
6. Recurso desprovido.
Tese de julgamento:
1. A comercialização de cogumelos contendo substâncias psicotrópicas
proibidas, como psilocina e psilocibina, configura tráfico de
drogas, ainda que o fungo não esteja expressamente listado em norma
reguladora.
2. O tráfico de substância proscrita se consuma com a difusão ou a
intenção de difusão do princípio ativo ilícito, independentemente de
sua pureza ou da forma como se apresenta.
3. A ausência de autorização legal ou regulamentar para o comércio
ou o cultivo de vegetal que contenha substância psicotrópica torna
típica a conduta nos termos do art. 33 da Lei nº 11.343/2006.

## Dispositivo / resultado textual



## Referências extraídas

urn:lex:br:federal:lei:2006-08-23;11343!art33

## Jurisprudência citada pela fonte STJ

(CULTIVO DE VEGETAIS - SUBSTÂNCIA PROSCRITA)
   STJ - <<RHC 195729>>-MS

## Referências legislativas textuais

- LEG:FED LEI:011343 ANO:2006
*****  LDR-06    LEI DE DROGAS
        ART:00033
- LEG:FED PRT:000344 ANO:1998
(SECRETARIA DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA DO MINISTÉRIO DA SAÚDE - SVS/MS)

**Limite documental:** Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.


## Navegação contextual

- [Decisões que citam urn:lex:br:federal:lei:2006-08-23;11343!art33](https://wikijuridica.com.br/casos/dispositivo/?urn=urn%3Alex%3Abr%3Afederal%3Alei%3A2006-08-23%3B11343%21art33)

**Nota:** processos com a mesma classificação ou norma podem ter fatos, fundamentos e desfechos divergentes. Ato/andamento não prova vitória, derrota ou trânsito em julgado.

## Casos reais relacionados — semelhanças e diferenças documentais

Relações por códigos TPU ou URN LexML coincidentes. Coincidências de campos não demonstram identidade da causa, do mérito ou do resultado e não são aconselhamento jurídico. Diferenças de classificação, tribunal ou órgão são documentais.

- [STJ — 3161498](https://wikijuridica.com.br/casos/documento/163114/) — classe: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL; referências coincidentes: urn:lex:br:federal:lei:2006-08-23;11343!art33
  - Coincidência literal — Tribunal: STJ
  - Coincidência literal — Classe processual: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL
  - Coincidência literal — Órgão julgador: QUINTA TURMA
- [STJ — 1074231](https://wikijuridica.com.br/casos/documento/160948/) — classe: HABEAS CORPUS; referências coincidentes: urn:lex:br:federal:lei:2006-08-23;11343!art33
  - Coincidência literal — Tribunal: STJ
  - Coincidência literal — Órgão julgador: QUINTA TURMA
  - Classe processual (atual / relacionado): AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL / HABEAS CORPUS
- [STJ — 2909828](https://wikijuridica.com.br/casos/documento/110148/) — classe: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL; referências coincidentes: urn:lex:br:federal:lei:2006-08-23;11343!art33
  - Coincidência literal — Tribunal: STJ
  - Coincidência literal — Classe processual: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL
  - Coincidência literal — Órgão julgador: QUINTA TURMA
