# Registro público: STJ — 2827020

- **Origem:** stj
- **Órgão:** TERCEIRA TURMA
- **Classe:** AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL
- **Grau:** 
- **Data de julgamento:** 2025-10-20
- **Publicação:** 2025-10-23
- **Ajuizamento:** 
- **Página canônica da Wiki Jurídica:** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/112058/
- **Registro público da fonte (JSON):** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/112058.json
- **Fonte primária preservada:** STJ, dados abertos de acórdãos
- **SHA-256 da fonte preservada:** 43f650208085c5f1b739a55630b8661aca12f9ee56ed442b4cde323b7fd6656d

## Origem do registro no STJ

[Conjunto de dados oficial do STJ](<https://dadosabertos.web.stj.jus.br/dataset/74a99dea-a197-4d73-a169-d8c8f8f0b175/resource/6cc2456a-4b0d-491f-9818-8028fdd587cf/download/20251031.json>)
- **Identificador na fonte:** 928709
- **Número de registro na fonte:** 202500052616
- **Coleta informada no registro:** 2026-09-09T12:52:51Z

## Quadro documental do acórdão — seções oficiais da ementa

**Origem:** texto literal do STJ, sem inferência de fundamentos.

### I. CASO EM EXAME

:

1. Agravo em recurso especial interposto contra acórdão que, em sede
de execução de sentença, manteve a ordem de adjudicação de imóvel
em favor da parte exequente, afastando a alegação da parte agravante
de que o bem seria destinado à subsistência familiar e, portanto,
impenhorável.

### II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO

2. Há duas questões em discussão:(i) definir se a decisão que
reconheceu a regularidade da adjudicação de imóvel poderia ser
revista em recurso especial;(ii) estabelecer se o imóvel objeto da
constrição poderia ser reconhecido como bem de família, à luz da Lei
nº 8.009/1990, apesar da ausência de manifestação expressa do
tribunal de origem sobre o tema.

### III. RAZÕES DE DECIDIR

3. A revisão da conclusão das instâncias ordinárias acerca da
regularidade da adjudicação demandaria reexame do conjunto
fático-probatório, o que é vedado em recurso especial, conforme
Súmula 7/STJ.
4. O tribunal de origem decidiu a controvérsia à luz do art. 877 do
CPC/2015, reconhecendo a preclusão quanto à alegação de nulidades,
uma vez que os agravantes não se manifestaram no prazo legal.
5. A alegação de impenhorabilidade do imóvel como bem de família,
com fundamento no art. 1º da Lei nº 8.009/1990, não foi objeto de
debate no acórdão recorrido, configurando ausência de
prequestionamento, o que atrai a incidência da Súmula 282/STF.
6. A jurisprudência consolidada do STJ exige pronunciamento expresso
ou implícito do tribunal de origem sobre o dispositivo legal tido
por violado para viabilizar o conhecimento do recurso especial, o
que não ocorreu no caso concreto.
IV. DISPOSITIVO
7. Agravo conhecido para não conhecer do recurso especial.

## Ementa

DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. EXECUÇÃO DE
SENTENÇA. ADJUDICAÇÃO DE IMÓVEL. ALEGAÇÃO DE IMPENHORABILIDADE.
AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. REEXAME DE MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA.
INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 7/STJ E 282/STF. AGRAVO CONHECIDO PARA NÃO
CONHECER DO RECURSO ESPECIAL.

I. CASO EM EXAME
:

1. Agravo em recurso especial interposto contra acórdão que, em sede
de execução de sentença, manteve a ordem de adjudicação de imóvel
em favor da parte exequente, afastando a alegação da parte agravante
de que o bem seria destinado à subsistência familiar e, portanto,
impenhorável.
II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO
2. Há duas questões em discussão:(i) definir se a decisão que
reconheceu a regularidade da adjudicação de imóvel poderia ser
revista em recurso especial;(ii) estabelecer se o imóvel objeto da
constrição poderia ser reconhecido como bem de família, à luz da Lei
nº 8.009/1990, apesar da ausência de manifestação expressa do
tribunal de origem sobre o tema.
III. RAZÕES DE DECIDIR
3. A revisão da conclusão das instâncias ordinárias acerca da
regularidade da adjudicação demandaria reexame do conjunto
fático-probatório, o que é vedado em recurso especial, conforme
Súmula 7/STJ.
4. O tribunal de origem decidiu a controvérsia à luz do art. 877 do
CPC/2015, reconhecendo a preclusão quanto à alegação de nulidades,
uma vez que os agravantes não se manifestaram no prazo legal.
5. A alegação de impenhorabilidade do imóvel como bem de família,
com fundamento no art. 1º da Lei nº 8.009/1990, não foi objeto de
debate no acórdão recorrido, configurando ausência de
prequestionamento, o que atrai a incidência da Súmula 282/STF.
6. A jurisprudência consolidada do STJ exige pronunciamento expresso
ou implícito do tribunal de origem sobre o dispositivo legal tido
por violado para viabilizar o conhecimento do recurso especial, o
que não ocorreu no caso concreto.
IV. DISPOSITIVO
7. Agravo conhecido para não conhecer do recurso especial.

## Dispositivo / resultado textual

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima
indicadas, acordam os Ministros da TERCEIRA TURMA do Superior
Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 14/10/2025 a 20/10/2025,
por unanimidade, não conhecer do recurso, nos termos do voto da Sra.
Ministra Relatora.
Os Srs. Ministros Nancy Andrighi, Humberto Martins, Ricardo Villas
Bôas Cueva e Moura Ribeiro votaram com a Sra. Ministra Relatora.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Humberto Martins.

## Referências extraídas



**Limite documental:** Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.


## Navegação contextual


**Nota:** processos com a mesma classificação ou norma podem ter fatos, fundamentos e desfechos divergentes. Ato/andamento não prova vitória, derrota ou trânsito em julgado.



## Contexto jurídico e comentários autorais

### [REsp 2.061.149 do STJ: agravo conhecido](https://wikijuridica.com.br/jurisprudencia/stj-resp-2061149/)

**Fundamento do vínculo:** Tema documentado no texto da fonte.

> A ementa do acórdão registra a fundamentação nestes termos: “1. Agravo em recurso especial contra acórdão que manteve competência da jurisdição brasileira e rejeitou ilegitimidade passiva em ação de cobrança com arresto cautelar de embarcação. 2. O objetivo recursal é decidir se (i) há negativa de prestação jurisdicional por omissão sobre a ilegitimidade passiva (art. 1.022, II, do CPC); (ii) a manutenção das rés viola o art. 8º da Convenção de Bruxelas/1926; (iii) o arresto de navio estrangeiro afronta o art. 28, §§ 2º e 3º, da CNUDM e o art. 13 do CPC, por ausência de jurisdição brasileira. 3. Não há negativa de prestação jurisdicional quando o acórdão enfrenta as questões essenciais com motivação suficiente, ainda que em sentido desfavorável à parte. A mera alusão a dispositivo legal, sem demonstração específica da violação, não atende aos requisitos do especial. 4. A análise da aplicação do art. 8º da Convenção de Bruxelas/1926, acerca da propriedade do navio e da legitimidade passiva, demanda revolvimento fático-probatório, o que é inviável em recurso especial (Súmula 7/STJ). 5. O art. 28, § 3º, da CNUDM autoriza medidas cautelares ou executórias em matéria civil contra navio estrangeiro que se detenha no mar territorial ou seja procedente de águas interiores, conforme o direito interno. À luz do art. 789 do CPC e do art. 391 do CC, é possível a constrição de quaisquer bens do devedor, inclusive embarcação, ainda que a dívida decorra de serviços prestados a outro navio do mesmo proprietário. 6. Agravo conhecido. Recurso especial conhecido em parte e, nessa extensão, não provido.” A transcrição é literal e vem do espelho 955426, publicado pelo tribunal em 16 de abril de 2026; o comentário próprio fica em bloco separado.

**Atribuição:** Rafael Toledo · A fundamentação do REsp 2.061.149, no texto oficial da ementa

- **Âncoras documentais:** agravo, conhecido
- **SHA-256 do HTML autoral:** 9b53130f14ee66f09a5aba66d27df69975659d8b4309546706c16abd9ef22c0b
- **SHA-256 do registro documental:** 43f650208085c5f1b739a55630b8661aca12f9ee56ed442b4cde323b7fd6656d
- **Campo da fonte:** ` /ementa `
- [Documentos ligados a esta página](https://wikijuridica.com.br/casos/contexto/?pagina=%2Fjurisprudencia%2Fstj-resp-2061149%2F)


## Comentário de Rafael Toledo

Análise autoral de leitura documental, separada do teor oficial.

Neste registro, o processo 2827020 no STJ está identificado por “AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL”. Esse é o dado documental disponível para orientar a leitura. O campo de assunto não está informado nesta representação, de modo que não o completo por aproximação com outros processos.

O órgão indicado é “TERCEIRA TURMA”. Esse vínculo permite localizar a unidade registrada e acompanhar seus atos. A identificação do órgão não informa, por si, o conteúdo de uma decisão ou o acolhimento de um pedido.

A ementa deste acórdão organiza a exposição em “I. CASO EM EXAME”; “II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO”; “III. RAZÕES DE DECIDIR”. Essa estrutura permite separar a questão apresentada, a fundamentação descrita e o dispositivo. Um trecho isolado precisa ser confrontado com as demais seções do mesmo acórdão.

O registro disponível não contém o inteiro teor do voto. Por isso, este comentário se limita à organização da fonte publicada; argumentos, fatos ou ressalvas ausentes não são reconstruídos como se fossem afirmações do tribunal.

[Fonte oficial que sustenta este comentário](<https://dadosabertos.web.stj.jus.br/dataset/74a99dea-a197-4d73-a169-d8c8f8f0b175/resource/6cc2456a-4b0d-491f-9818-8028fdd587cf/download/20251031.json>)

- **Autoria do comentário:** Rafael Toledo
- **Versão do produtor:** 2026-10-22.1
- **SHA-256 da fonte:** 43f650208085c5f1b739a55630b8661aca12f9ee56ed442b4cde323b7fd6656d
- **SHA-256 do comentário:** 183fe2ba012348fb460d190692d1e27d2c085e22291f63f0145c31419f86f1b3
