# Registro público: STJ — 2881658

- **Origem:** stj
- **Órgão:** SEGUNDA TURMA
- **Classe:** AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL
- **Grau:** 
- **Data de julgamento:** 2025-08-27
- **Publicação:** 2025-09-01
- **Ajuizamento:** 
- **Página canônica da Wiki Jurídica:** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/113246/
- **Registro público da fonte (JSON):** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/113246.json
- **Fonte primária preservada:** STJ, dados abertos de acórdãos
- **SHA-256 da fonte preservada:** 837dabb1d1e114ab198e3ccab76f387d1bfe65a6946a044e39009023573e6b23

## Origem do registro no STJ

[Conjunto de dados oficial do STJ](<https://dadosabertos.web.stj.jus.br/dataset/f886403b-7b2f-4d54-b6f6-2e5b16e245ee/resource/160be1e1-4788-45e8-ac72-4fdc844e101f/download/20251031.json>)
- **Identificador na fonte:** 925945
- **Número de registro na fonte:** 202500871144
- **Coleta informada no registro:** 2026-09-17T12:41:58Z

## Questão jurídica conforme a ementa oficial

PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL NÃO CONHECIDO. ENFOQUE EMINENTEMENTE CONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA N. 211 DO STJ. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME FÁTICO-PROBATÓRIO. INVIABILIZADO O CONHECIMENTO DA DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL. DESPROVIMENTO DO AGRAVO INTERNO. MANUTENÇÃO DA DECISÃO RECORRIDA. I - Na origem companhia de seguros ajuizou ação indenizatória em desfavor de concessionária de serviço público por danos causados a bem de terceiro assegurado pela autora. Na sentença o pedido foi julgado procedente. No Tribunal de origem, a sentença foi mantida. No Superior Tribunal de Justiça, trata-se de agravo interno interposto c…

**Origem:** transcrição do STJ, sem tese jurídica inferida.

## Ementa

PROCESSUAL  CIVIL.  RECURSO  ESPECIAL  NÃO  CONHECIDO.  ENFOQUE 
EMINENTEMENTE  CONSTITUCIONAL.  AUSÊNCIA  DE  PREQUESTIONAMENTO. 
SÚMULA  N.  211  DO  STJ.  IMPOSSIBILIDADE  DE  REEXAME 
FÁTICO-PROBATÓRIO.  INVIABILIZADO  O  CONHECIMENTO  DA  DIVERGÊNCIA 
JURISPRUDENCIAL.  DESPROVIMENTO  DO  AGRAVO  INTERNO.  MANUTENÇÃO 
DA  DECISÃO  RECORRIDA.
I  -  Na  origem  companhia  de  seguros 
ajuizou  ação  indenizatória  em  desfavor  de  concessionária  de 
serviço  público  por  danos  causados  a  bem  de  terceiro 
assegurado  pela  autora.  Na  sentença  o  pedido  foi  julgado 
procedente.  No  Tribunal  de  origem,  a  sentença  foi  mantida. 
No  Superior  Tribunal  de  Justiça,  trata-se  de  agravo  interno 
interposto  contra  decisão  que  conheceu  do  agravo  em  recurso 
especial  relativamente  à  matéria  que  não  se  enquadrava  em 
tema  repetitivo,  e  não  conheceu  do  recurso  especial.
II  -  A
 controvérsia  foi  dirimida  pelo  Tribunal  de  origem,  sob 
enfoque  eminentemente  constitucional,  competindo  ao  Supremo 
Tribunal  Federal  eventual  reforma  do  acórdão  recorrido,  sob 
pena  de  usurpação  de  competência  inserta  no  art.  102  da 
Constituição  Federal.  Considerando  que  há  recurso 
extraordinário  interposto  nos  autos,  é  inviável  a  providência
 prevista  no  art.  1.032  do  CPC/2015.  Nesse  sentido:  AgInt 
no  REsp n.  1.626.653/PE,  relatora  Ministra  Assusete  Magalhães,
 Segunda  Turma,  julgado  em  26/9/2017,  DJe  6/10/2017;  REsp n. 
1.674.459/RS,  relator  Ministro  Herman  Benjamin,  Segunda  Turma,
 julgado  em  3/8/2017,  DJe  12/9/2017.
III  -  Quanto  à  matéria 
constante  no  art.  393  do  Código  Civil,  verifica-se  que  o 
Tribunal  a  quo,  em  nenhum  momento,  abordou  a  questão 
referida  nos  dispositivo  legal,  mesmo  após  a  oposição  de 
embargos  de  declaração  apontando  a  suposta  omissão.  Nesse 
contexto,  incide,  na  hipótese,  a  Súmula  n.  211/STJ.  Gize-se,
 por  oportuno,  que  a  falta  de  exame  de  questão  constante 
de  normativo  legal  apontado  pelo  recorrente ,  nos  embargos 
de  declaração,  não  caracteriza,  por  si  só,  omissão  quando  a
 questão  é  afastada  de  maneira  fundamentada  pelo  Tribunal  a 
quo,  ou  ainda,  não  é  abordada  pelo  Sodalício,  e  o 
recorrente,  em  ambas  as  situações,  não  demonstra,  de  forma 
analítica  e  detalhada,  a  relevância  do  exame  da  questão 
apresentada  para  o  deslinde  final  da  causa.  Nesse  sentido: 
AgInt  no  AREsp  n.  2.671.980/CE,  relator  Ministro  Francisco 
Falcão,  Segunda  Turma,  julgado  em  4/12/2024,  DJEN  de  9/12
/2024.  AgInt  nos  EDcl  no  AREsp  n.  2.421.997/SP,  relator 
Ministro  Teodoro  Silva  Santos,  Segunda  Turma,  julgado  em 
13/11/2024,  DJe  de  19 /11/2024.  REsp  n.  1.381.734/RN,  relator
 Ministro  Benedito  Gonçalves,  Primeira  Seção,  julgado  em 
10/3/2021,  DJe  de  23/4/2021.  
IV  -  A  Corte  de  origem 
analisou  a  controvérsia  dos  autos  levando  em  consideração  os
 fatos  e  provas  relacionados  à  matéria.  Assim,  para  se 
chegar  à  conclusão  diversa,  seria  necessário  o  reexame 
fático-probatório,  o  que  é  vedado  pelo  enunciado  n.  7  da 
Súmula  do  STJ.
V  -  A  incidência  dos  enunciados  sumulares, 
quanto  à  interposição  pela  alínea  a,  impede  o  conhecimento 
da  divergência  jurisprudencial,  diante  da  patente 
impossibilidade  de  similitude  fática  entre  acórdãos.  Nesse 
sentido:  AgInt  no  AREsp  n.  2.589.825/SP,  relator  Ministro 
João  Otávio  de  Noronha,  Quarta  Turma,  julgado  em  23/9/2024, 
DJe  de  25/9/2024.
VI  -  Agravo  interno  improvido.

## Dispositivo / resultado textual

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas,
acordam os Ministros da SEGUNDA TURMA do Superior Tribunal de
Justiça, em Sessão Virtual de 21/08/2025 a 27/08/2025, por
unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr.
Ministro Relator.
Os Srs. Ministros Maria Thereza de Assis Moura,
Marco Aurélio Bellizze, Teodoro Silva Santos e Afrânio Vilela
votaram com o Sr. Ministro Relator.
Presidiu o julgamento o Sr.
Ministro Afrânio Vilela.

## Referências extraídas



**Limite documental:** Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.


## Navegação contextual


**Nota:** processos com a mesma classificação ou norma podem ter fatos, fundamentos e desfechos divergentes. Ato/andamento não prova vitória, derrota ou trânsito em julgado.



## Contexto jurídico e comentários autorais

### [Agravo interno: levar a decisão do relator ao colegiado](https://wikijuridica.com.br/glossario/agravo-interno/)

**Fundamento do vínculo:** Tema documentado no texto da fonte.

> Agravo interno é o recurso cabível contra decisão proferida pelo relator, dirigido ao respectivo órgão colegiado do tribunal. Sua função é preservar o julgamento colegiado: como a lei permite ao relator decidir sozinho em várias hipóteses, é preciso um caminho para que a turma ou a câmara reveja essa decisão.

**Atribuição:** Rafael Toledo · Abertura

- **Âncoras documentais:** agravo, interno
- **SHA-256 do HTML autoral:** 6f0e711749730f56b29aaa149756359d72692bc7c67fec2be44880f81f379d7c
- **SHA-256 do registro documental:** 837dabb1d1e114ab198e3ccab76f387d1bfe65a6946a044e39009023573e6b23
- **Campo da fonte:** ` /ementa `
- [Documentos ligados a esta página](https://wikijuridica.com.br/casos/contexto/?pagina=%2Fglossario%2Fagravo-interno%2F)

