# Registro público: STJ — 2645378

- **Origem:** stj
- **Órgão:** TERCEIRA TURMA
- **Classe:** AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL
- **Grau:** 
- **Data de julgamento:** 2025-10-13
- **Publicação:** 2025-10-17
- **Ajuizamento:** 
- **Página canônica da Wiki Jurídica:** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/114853/
- **Registro público da fonte (JSON):** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/114853.json
- **Fonte primária preservada:** STJ, dados abertos de acórdãos
- **SHA-256 da fonte preservada:** 8c68d3124edac8f5bee9d138a3dc9d32405281469f5dc45821637e3d0e4069f7

## Origem do registro no STJ

[Conjunto de dados oficial do STJ](<https://dadosabertos.web.stj.jus.br/dataset/74a99dea-a197-4d73-a169-d8c8f8f0b175/resource/68435b3b-ab21-4501-aaa0-a543996299ad/download/20251130.json>)
- **Identificador na fonte:** 930249
- **Número de registro na fonte:** 202401655949
- **Coleta informada no registro:** 2026-09-09T12:52:51Z

## Questão jurídica conforme a ementa oficial

PROCESSUAL CIVIL E CIVIL. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. RECURSO ESPECIA L. COMPROMISSO DE COMPRA E VENDA. ATRASO NA ENTREGA DE LOTEAMENTO. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. CASO FORTUITO INTERNO. MULTA MORATÓRIA E JUROS DE MORA. BIS IN IDEM. INEXISTÊNCIA. CLÁUSULA PENAL. PROPORCIONALIDADE. NULIDADE DE CLÁUSULA DE REPASSE DE IPTU ANTES DA POSSE. DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL. SÚMULAS 7/STJ, 283/STF, 284/STF E 83/STJ. MAJORAÇÃO DE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. AGRAVO CONHECIDO. RECURSO ESPECIAL NÃO CONHECIDO. 1. Trata-se de agravo em recurso especial interposto por empresas rés em ação indenizatória, visando reformar decisão que inadmitiu recurso especial maneja…

**Origem:** transcrição do STJ, sem tese jurídica inferida.

## Ementa

PROCESSUAL CIVIL E CIVIL. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. RECURSO
ESPECIA L. COMPROMISSO DE COMPRA E VENDA. ATRASO NA ENTREGA DE
LOTEAMENTO. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. CASO FORTUITO INTERNO. MULTA
MORATÓRIA E JUROS DE MORA. BIS IN IDEM. INEXISTÊNCIA. CLÁUSULA
PENAL. PROPORCIONALIDADE. NULIDADE DE CLÁUSULA DE REPASSE DE IPTU
ANTES DA POSSE. DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL. SÚMULAS 7/STJ, 283/STF,
284/STF E 83/STJ. MAJORAÇÃO DE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. AGRAVO
CONHECIDO. RECURSO ESPECIAL NÃO CONHECIDO.
1. Trata-se de agravo em
recurso especial interposto por empresas rés em ação indenizatória,
visando reformar decisão que inadmitiu recurso especial manejado
contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, o qual
reconheceu a responsabilidade solidária das rés pelo atraso na
entrega de loteamento, afastou a alegação de caso fortuito externo e
manteve a condenação em multa moratória, ressarcimento de valores
pagos a título de IPTU e honorários advocatícios.
2. O objetivo
recursal é decidir se: (i) a cumulação de multa moratória com juros
de mora configura bis in idem, em violação ao art. 884 do Código
Civil; (ii) o atraso na entrega do loteamento pode ser atribuído a
caso fortuito externo, afastando a responsabilidade das recorrentes,
nos termos do art. 393 do Código Civil; (iii) a penalidade
contratual deve ser reduzida por desproporcionalidade, conforme o
art. 413 do Código Civil; (iv) a cláusula que atribui ao comprador a
responsabilidade pelo pagamento do IPTU antes da imissão na posse é
válida; (v) há dissídio jurisprudencial quanto a configuração de
caso fortuito e a responsabilidade pelo atraso na entrega do
loteamento.
3. A cumulação de multa moratória com juros de mora não
configura bis in idem, pois possuem naturezas jurídicas distintas e
finalidades complementares, sendo a multa moratória destinada a
compensar o atraso na entrega do loteamento e os juros de mora a
reparar o inadimplemento contratual. A condenação limitou-se à multa
prevista na cláusula 11 do contrato, afastando-se a cláusula 19, que
tratava do mesmo fato gerador, em conformidade com o art. 884 do
Código Civil.
4. Entraves administrativos e burocráticos apontados
pelas rés configuram fortuito interno, inerente ao risco do
empreendimento, não eximindo as rés de sua responsabilidade pelo
atraso na entrega do loteamento, conforme entendimento consolidado
na Súmula 161 do TJSP e jurisprudência do STJ. A revisão dessa
conclusão demandaria reexame de fatos e provas, vedado pelas Súmulas
7/STJ e 5/STJ.
5. A cláusula penal pactuada, que estipula multa de
0,5% por mês de atraso, limitada a 10% do valor pago, é proporcional
ao prejuízo causado pelo inadimplemento e não configura
enriquecimento sem causa, estando em conformidade com o art. 413 do
Código Civil.
6. A cláusula que transfere ao comprador a
responsabilidade pelo pagamento do IPTU antes da imissão na posse é
nula, pois as despesas de IPTU são de responsabilidade da
construtora até a entrega do imóvel ao adquirente, conforme
jurisprudência pacífica do STJ.
7. Não há similitude fática e
jurídica entre os casos apontados como paradigmas e o presente caso,
inviabilizando a configuração de dissídio jurisprudencial. Ademais,
a decisão recorrida está em consonância com a jurisprudência
consolidada do STJ, atraindo os óbices das Súmulas 7/STJ, 283/STF,
284/STF e 83/STJ.
8. A majoração dos honorários advocatícios em 5%,
limitada ao percentual de 20%, é devida em razão do trabalho
adicional realizado em grau recursal, nos termos do art. 85, § 11,
do CPC.
9. Agravo conhecido. Recurso especial não conhecido.

## Dispositivo / resultado textual

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas,
acordam os Ministros da TERCEIRA TURMA do Superior Tribunal de
Justiça, em Sessão Virtual de 07/10/2025 a 13/10/2025, por
unanimidade, não conhecer do recurso, nos termos do voto do Sr.
Ministro Relator.
Os Srs. Ministros Daniela Teixeira, Nancy
Andrighi, Humberto Martins e Ricardo Villas Bôas Cueva votaram com o
Sr. Ministro Relator.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Humberto
Martins.

## Referências extraídas



**Limite documental:** Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.


## Navegação contextual


**Nota:** processos com a mesma classificação ou norma podem ter fatos, fundamentos e desfechos divergentes. Ato/andamento não prova vitória, derrota ou trânsito em julgado.



## Contexto jurídico e comentários autorais

### [REsp 2.061.149 do STJ: agravo conhecido](https://wikijuridica.com.br/jurisprudencia/stj-resp-2061149/)

**Fundamento do vínculo:** Tema documentado no texto da fonte.

> A ementa do acórdão registra a fundamentação nestes termos: “1. Agravo em recurso especial contra acórdão que manteve competência da jurisdição brasileira e rejeitou ilegitimidade passiva em ação de cobrança com arresto cautelar de embarcação. 2. O objetivo recursal é decidir se (i) há negativa de prestação jurisdicional por omissão sobre a ilegitimidade passiva (art. 1.022, II, do CPC); (ii) a manutenção das rés viola o art. 8º da Convenção de Bruxelas/1926; (iii) o arresto de navio estrangeiro afronta o art. 28, §§ 2º e 3º, da CNUDM e o art. 13 do CPC, por ausência de jurisdição brasileira. 3. Não há negativa de prestação jurisdicional quando o acórdão enfrenta as questões essenciais com motivação suficiente, ainda que em sentido desfavorável à parte. A mera alusão a dispositivo legal, sem demonstração específica da violação, não atende aos requisitos do especial. 4. A análise da aplicação do art. 8º da Convenção de Bruxelas/1926, acerca da propriedade do navio e da legitimidade passiva, demanda revolvimento fático-probatório, o que é inviável em recurso especial (Súmula 7/STJ). 5. O art. 28, § 3º, da CNUDM autoriza medidas cautelares ou executórias em matéria civil contra navio estrangeiro que se detenha no mar territorial ou seja procedente de águas interiores, conforme o direito interno. À luz do art. 789 do CPC e do art. 391 do CC, é possível a constrição de quaisquer bens do devedor, inclusive embarcação, ainda que a dívida decorra de serviços prestados a outro navio do mesmo proprietário. 6. Agravo conhecido. Recurso especial conhecido em parte e, nessa extensão, não provido.” A transcrição é literal e vem do espelho 955426, publicado pelo tribunal em 16 de abril de 2026; o comentário próprio fica em bloco separado.

**Atribuição:** Rafael Toledo · A fundamentação do REsp 2.061.149, no texto oficial da ementa

- **Âncoras documentais:** agravo, conhecido
- **SHA-256 do HTML autoral:** c4782f2a8317901151fbcfe39655e435072bf0001142a625d6c1c103b9accb5d
- **SHA-256 do registro documental:** 8c68d3124edac8f5bee9d138a3dc9d32405281469f5dc45821637e3d0e4069f7
- **Campo da fonte:** ` /ementa `
- [Documentos ligados a esta página](https://wikijuridica.com.br/casos/contexto/?pagina=%2Fjurisprudencia%2Fstj-resp-2061149%2F)


## Comentário de Rafael Toledo

Análise autoral de leitura documental, separada do teor oficial.

Neste registro, o processo 2645378 no STJ está identificado por “AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL”. Esse é o dado documental disponível para orientar a leitura. O campo de assunto não está informado nesta representação, de modo que não o completo por aproximação com outros processos.

O órgão indicado é “TERCEIRA TURMA”. Esse vínculo permite localizar a unidade registrada e acompanhar seus atos. A identificação do órgão não informa, por si, o conteúdo de uma decisão ou o acolhimento de um pedido.

Neste acórdão, a análise deve relacionar a ementa ao dispositivo preservado. A ementa apresenta a questão e a fundamentação resumida; o dispositivo registra a deliberação textual. Uma expressão retirada de um deles não substitui a leitura conjunta do documento.

O registro disponível não contém o inteiro teor do voto. Por isso, este comentário se limita à organização da fonte publicada; argumentos, fatos ou ressalvas ausentes não são reconstruídos como se fossem afirmações do tribunal.

[Fonte oficial que sustenta este comentário](<https://dadosabertos.web.stj.jus.br/dataset/74a99dea-a197-4d73-a169-d8c8f8f0b175/resource/68435b3b-ab21-4501-aaa0-a543996299ad/download/20251130.json>)

- **Autoria do comentário:** Rafael Toledo
- **Versão do produtor:** 2026-10-22.1
- **SHA-256 da fonte:** 8c68d3124edac8f5bee9d138a3dc9d32405281469f5dc45821637e3d0e4069f7
- **SHA-256 do comentário:** c50ce0bc39a2f307b2a7ec64f042ced7194f0be24119f850da5b7d0ce2a6dd03
