# Registro público: STJ — 3046601

- **Origem:** stj
- **Órgão:** QUARTA TURMA
- **Classe:** AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL
- **Grau:** 
- **Data de julgamento:** 2025-12-16
- **Publicação:** 2025-12-22
- **Ajuizamento:** 
- **Página canônica da Wiki Jurídica:** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/122979/
- **Registro público da fonte (JSON):** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/122979.json
- **Fonte primária preservada:** STJ, dados abertos de acórdãos
- **SHA-256 da fonte preservada:** 6026d8611c4df258e28c91619fc848a823d7570cc993a1140182b3f2ec12fa8b

## Origem do registro no STJ

[Conjunto de dados oficial do STJ](<https://dadosabertos.web.stj.jus.br/dataset/bab65848-f287-4146-8273-e58faee39ad2/resource/5e4ec160-4550-4db2-a495-b0b70ea3b5b0/download/20260131.json>)
- **Identificador na fonte:** 943007
- **Número de registro na fonte:** 202503513447
- **Coleta informada no registro:** 2026-09-10T12:42:21Z

## Quadro documental do acórdão — seções oficiais da ementa

**Origem:** texto literal do STJ, sem inferência de fundamentos.

### I. CASO EM EXAME

1. Agravo em recurso especial contra decisão de inadmissibilidade
fundada na aplicação da Súmula n. 518 do STJ e das Súmulas n. 5 e 7
do STJ;
2. A controvérsia diz respeito a ação de obrigação de fazer c/c
indenização por danos morais sobre exclusão de inscrição no
SCR/SISBACEN por ausência de notificação prévia. O valor da causa
foi fixado em R$ 25.400,00.
3. A sentença julgou parcialmente procedente para excluir o registro
no SCR por falta de notificação prévia e fixou honorários em R$
2.000,00, rateados entre as partes;
4. A Corte de origem reformou a sentença para julgar improcedentes
os pedidos, reconheceu válida a comunicação por termo contratual e
fixou honorários em 10% sobre o valor da causa.

### II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO

5. Há seis questões em discussão: (i) saber se a comunicação prévia
exigida pelo art. 43, § 2º, do CDC poderia ser suprida por cláusula
contratual; (ii) saber se a Resolução CMN n. 5.037/2022, arts. 13 e
16, impõe comunicação anterior à remessa e guarda da prova por cinco
anos; (iii) saber se a Lei n. 12.414/2011, art. 4, §§ 4º e 8º, e
IV, b, exige autorização específica apartada para disponibilização
do histórico de crédito; (iv) saber se a inscrição no SCR, sem
notificação, configura dano moral in re ipsa; (v) saber se incide a
Súmula n. 359 do STJ quanto à obrigação de notificação pelo órgão
mantenedor; e (vi) saber se há divergência jurisprudencial apta pelo
art. 105, III, c, da CF.

### III. RAZÕES DE DECIDIR

6. A Súmula n. 5 do STJ afasta a análise de interpretação de
cláusulas contratuais e a Súmula n. 7 do STJ obsta o reexame do
acervo fático-probatório quanto à validade da comunicação
contratual.
7. Recurso especial não é via adequada para análise de ofensa a
resolução ou ato infralegal, atraindo o óbice da Súmula n. 518 do
STJ.
8. A ausência de exame, na origem, da tese da Lei n. 12.414/2011
caracteriza falta de prequestionamento, incidindo a Súmula n. 282 do
STF.
9. A alegada violação à Súmula n. 359 do STJ é insuscetível de
conhecimento em recurso especial.
10. O dissídio jurisprudencial não foi demonstrado por falta de
cotejo analítico e de similitude fática, nos termos do art. 1.029, §
1º, do CPC e do art. 255, § 1º, do RISTJ, e a indicação de
paradigma do mesmo tribunal atrai a Súmula n. 13 do STJ.

### IV. DISPOSITIVO E TESE

11. Agravo em recurso especial desprovido.
Tese de julgamento : "1. A Súmula n. 5 do STJ afasta a interpretação
de cláusulas contratuais e a Súmula n. 7 do STJ obsta o reexame de
provas sobre a suficiência da comunicação contratual; 2. Aplica-se a
Súmula n. 518 do STJ, pois o recurso especial não comporta alegação
de ofensa a resolução ou a súmula; 3. Incide a Súmula n. 282 do STF
ante a falta de prequestionamento da Lei n. 12.414/2011; 4.
Aplica-se a Súmula n. 518 do STJ quanto à invocação da Súmula n. 359
do STJ; 5. O dissídio não foi demonstrado por ausência de cotejo
analítico e similitude fática, conforme art. 1.029, § 1º, do CPC e
art. 255, § 1º, do RISTJ; 6. A Súmula n. 13 do STJ obsta paradigma
oriundo do mesmo tribunal".
Dispositivos relevantes citados: CDC, art. 43, § 2º; CPC, art.
1.029, § 1º, art. 1.042; Lei n. 12.414/2011, art. 4, §§ 4º, 8º, IV,
b; RISTJ, art. 255, § 1º.
Jurisprudência relevante citada: STJ, Súmulas n. 5, 7, 13, 518; STF,
Súmula n. 282.

## Ementa

DIREITO CIVIL E DO CONSUMIDOR. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. INSCRIÇÃO
NO SCR/SISBACEN E COMUNICAÇÃO PRÉVIA. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL
DESPROVIDO.
I. CASO EM EXAME
1. Agravo em recurso especial contra decisão de inadmissibilidade
fundada na aplicação da Súmula n. 518 do STJ e das Súmulas n. 5 e 7
do STJ;
2. A controvérsia diz respeito a ação de obrigação de fazer c/c
indenização por danos morais sobre exclusão de inscrição no
SCR/SISBACEN por ausência de notificação prévia. O valor da causa
foi fixado em R$ 25.400,00.
3. A sentença julgou parcialmente procedente para excluir o registro
no SCR por falta de notificação prévia e fixou honorários em R$
2.000,00, rateados entre as partes;
4. A Corte de origem reformou a sentença para julgar improcedentes
os pedidos, reconheceu válida a comunicação por termo contratual e
fixou honorários em 10% sobre o valor da causa.
II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO
5. Há seis questões em discussão: (i) saber se a comunicação prévia
exigida pelo art. 43, § 2º, do CDC poderia ser suprida por cláusula
contratual; (ii) saber se a Resolução CMN n. 5.037/2022, arts. 13 e
16, impõe comunicação anterior à remessa e guarda da prova por cinco
anos; (iii) saber se a Lei n. 12.414/2011, art. 4, §§ 4º e 8º, e
IV, b, exige autorização específica apartada para disponibilização
do histórico de crédito; (iv) saber se a inscrição no SCR, sem
notificação, configura dano moral in re ipsa; (v) saber se incide a
Súmula n. 359 do STJ quanto à obrigação de notificação pelo órgão
mantenedor; e (vi) saber se há divergência jurisprudencial apta pelo
art. 105, III, c, da CF.
III. RAZÕES DE DECIDIR
6. A Súmula n. 5 do STJ afasta a análise de interpretação de
cláusulas contratuais e a Súmula n. 7 do STJ obsta o reexame do
acervo fático-probatório quanto à validade da comunicação
contratual.
7. Recurso especial não é via adequada para análise de ofensa a
resolução ou ato infralegal, atraindo o óbice da Súmula n. 518 do
STJ.
8. A ausência de exame, na origem, da tese da Lei n. 12.414/2011
caracteriza falta de prequestionamento, incidindo a Súmula n. 282 do
STF.
9. A alegada violação à Súmula n. 359 do STJ é insuscetível de
conhecimento em recurso especial.
10. O dissídio jurisprudencial não foi demonstrado por falta de
cotejo analítico e de similitude fática, nos termos do art. 1.029, §
1º, do CPC e do art. 255, § 1º, do RISTJ, e a indicação de
paradigma do mesmo tribunal atrai a Súmula n. 13 do STJ.
IV. DISPOSITIVO E TESE
11. Agravo em recurso especial desprovido.
Tese de julgamento : "1. A Súmula n. 5 do STJ afasta a interpretação
de cláusulas contratuais e a Súmula n. 7 do STJ obsta o reexame de
provas sobre a suficiência da comunicação contratual; 2. Aplica-se a
Súmula n. 518 do STJ, pois o recurso especial não comporta alegação
de ofensa a resolução ou a súmula; 3. Incide a Súmula n. 282 do STF
ante a falta de prequestionamento da Lei n. 12.414/2011; 4.
Aplica-se a Súmula n. 518 do STJ quanto à invocação da Súmula n. 359
do STJ; 5. O dissídio não foi demonstrado por ausência de cotejo
analítico e similitude fática, conforme art. 1.029, § 1º, do CPC e
art. 255, § 1º, do RISTJ; 6. A Súmula n. 13 do STJ obsta paradigma
oriundo do mesmo tribunal".
Dispositivos relevantes citados: CDC, art. 43, § 2º; CPC, art.
1.029, § 1º, art. 1.042; Lei n. 12.414/2011, art. 4, §§ 4º, 8º, IV,
b; RISTJ, art. 255, § 1º.
Jurisprudência relevante citada: STJ, Súmulas n. 5, 7, 13, 518; STF,
Súmula n. 282.

## Dispositivo / resultado textual

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas,
acordam os Ministros da QUARTA TURMA do Superior Tribunal de
Justiça, em Sessão Virtual de 09/12/2025 a 16/12/2025, por
unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr.
Ministro Relator.
Os Srs. Ministros Raul Araújo, Maria Isabel Gallotti, Antonio Carlos
Ferreira e Marco Buzzi votaram com o Sr. Ministro Relator.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro João Otávio de Noronha.

## Referências extraídas



**Limite documental:** Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.


## Navegação contextual


**Nota:** processos com a mesma classificação ou norma podem ter fatos, fundamentos e desfechos divergentes. Ato/andamento não prova vitória, derrota ou trânsito em julgado.
