# Registro público: STJ — 2400243

- **Origem:** stj
- **Órgão:** QUARTA TURMA
- **Classe:** AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL
- **Grau:** 
- **Data de julgamento:** 2026-02-09
- **Publicação:** 2026-02-13
- **Ajuizamento:** 
- **Página canônica da Wiki Jurídica:** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/124306/
- **Registro público original integral (JSON):** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/124306.json
- **Fonte primária preservada:** STJ, dados abertos de acórdãos
- **SHA-256 da fonte preservada:** 15deedfb202fc5436a035394ce7e96e876dcb4fe0ad9e5edaaa38f5caa98f90b

## Questão jurídica conforme a ementa oficial

DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. DIREITOS AUTORAIS. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL E RESPONSABILIDADE POR EXECUÇÃO PÚBLICA EM HOTEL. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL DESPROVIDO. I. CASO EM EXAME 1. Agravo em recurso especial interposto contra decisão do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina que inadmitiu o recurso especial por inexistência de violação do art. 1.022 do CPC, incidência da Súmula n. 7 do STJ quanto à ilegitimidade passiva e ao art. 68 da Lei n. 9.610/1998, e aplicação, por analogia, das Súmulas n. 283 e n. 284 do STF quanto ao art. 110 da Lei n. 9.610/1998. 2. A controvérsia versa sobre ação…

**Origem:** transcrição do STJ, sem tese jurídica inferida.

## Ementa

DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL.
DIREITOS AUTORAIS. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL E
RESPONSABILIDADE POR EXECUÇÃO PÚBLICA EM HOTEL. AGRAVO EM RECURSO
ESPECIAL DESPROVIDO.
I. CASO EM EXAME
1. Agravo em recurso especial
interposto contra decisão do Tribunal de Justiça do Estado de Santa
Catarina que inadmitiu o recurso especial por inexistência de
violação do art. 1.022 do CPC, incidência da Súmula n. 7 do STJ
quanto à ilegitimidade passiva e ao art. 68 da Lei n. 9.610/1998, e
aplicação, por analogia, das Súmulas n. 283 e n. 284 do STF quanto
ao art. 110 da Lei n. 9.610/1998.
2. A controvérsia versa sobre ação
inibitória c/c perdas e danos proposta pelo ECAD para suspender a
comunicação ao público de obras sem autorização e condenar por
execução pública em hotel.
3. Na sentença, o Juízo de primeiro grau
julgou parcialmente procedentes os pedidos, reconheceu a prescrição
dos valores anteriores a 27/10/2012 e condenou a ré ao pagamento de
perdas e danos a serem apurados em liquidação, fixando honorários em
15% e sucumbência de 80% para a ré e 20% para o autor.
4. A Corte de
origem manteve a sentença, reconheceu a legitimidade passiva e a
possibilidade de cobrança de direitos autorais em quartos de hotel,
e majorou os honorários para 20%.
II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO
5. Há
três questões em discussão: (i) saber se a responsabilidade prevista
no art. 68, caput, §§ 4º e 5º, da Lei n. 9.610/1998 alcança a
recorrente que não seria empresária usuária; (ii) saber se houve
indevida aplicação do art. 110 da Lei n. 9.610/1998 para criar
solidariedade fora de "espetáculos e audições públicas"; e (iii)
saber se o acórdão incorreu em negativa de prestação jurisdicional
por violação do art. 1.022, I, do CPC.
III. RAZÕES DE DECIDIR
6.
Inexiste negativa de prestação jurisdicional, pois o acórdão
enfrentou a controvérsia e distinguiu a propriedade do imóvel da
exploração da atividade; incide a Súmula n. 284 do STF por
deficiência na demonstração do vício.
7. Quanto à responsabilidade
do art. 68 da Lei n. 9.610/1998, a revisão das premissas fáticas
(vinculação da recorrente à exploração do hotel e execução pública
em quartos) é vedada pela Súmula n. 7 do STJ, estando o acórdão
alinhado ao Tema 1.066/STJ.
8. Relativamente ao art. 110 da Lei n.
9.610/1998, a responsabilização não decorreu da mera propriedade, e
a insurgência esbarra nas Súmulas n. 7 do STJ e n. 284 do STF.
IV.
DISPOSITIVO E TESE
9. Agravo em recurso especial desprovido.
Tese de
julgamento: Incide a Súmula n. 284 do STF quando não demonstrada, de
forma específica, a negativa de prestação jurisdicional. Aplica-se a
Súmula n. 7 do STJ para obstar o reexame das premissas fáticas sobre
a exploração da atividade hoteleira e a execução pública em quartos,
em consonância com o Tema 1.066/STJ. Incidem as Súmulas n. 7 do STJ
e n. 284 do STF quanto à alegação de aplicação indevida do art. 110
da Lei n. 9.610/1998, pois a responsabilidade não se fundamentou na
mera propriedade do imóvel. Aplica-se a Súmula n. 83 do STJ quando o
acórdão recorrido está em conformidade com a jurisprudência desta
Corte.
Dispositivos relevantes citados: Lei n. 9.610/1998, arts. 68,
105; CPC, arts. 1.022, 85 § 11; CF, art. 105 III a.
Jurisprudência
relevante citada: STJ/Súmula n. 7; STJ/Súmula n. 83; STF/Súmulas n.
283, 284; STJ, REsp n. 1.873.611/SP, relator Ministro Antonio Carlos
Ferreira, Segunda Seção, julgado em 24/3/2021; STJ, AgInt no AREsp
n. 1.927.188/MS, relatora Ministra Maria Isabel Gallotti, Quarta
Turma, julgado em 6/3/2023; STJ, AgInt no AREsp n. 1.794.066/SP,
relatora Ministra Maria Isabel Gallotti, Quarta Turma, julgado em
29/11/2021.

## Dispositivo / resultado textual

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas,
acordam os Ministros da QUARTA TURMA do Superior Tribunal de
Justiça, em Sessão Virtual de 03/02/2026 a 09/02/2026, por
unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr.
Ministro Relator.
Os Srs. Ministros Raul Araújo, Maria Isabel
Gallotti e Antonio Carlos Ferreira votaram com o Sr. Ministro
Relator.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro João Otávio de
Noronha.
Licenciado o Sr. Ministro Marco Buzzi.

## Referências extraídas



**Limite documental:** Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.


## Navegação contextual


**Nota:** processos com a mesma classificação ou norma podem ter fatos, fundamentos e desfechos divergentes. Ato/andamento não prova vitória, derrota ou trânsito em julgado.
