# Registro público: STJ — 2604759

- **Origem:** stj
- **Órgão:** QUARTA TURMA
- **Classe:** AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL
- **Grau:** 
- **Data de julgamento:** 2026-03-09
- **Publicação:** 2026-03-12
- **Ajuizamento:** 
- **Página canônica da Wiki Jurídica:** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/126537/
- **Registro público da fonte (JSON):** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/126537.json
- **Fonte primária preservada:** STJ, dados abertos de acórdãos
- **SHA-256 da fonte preservada:** 5c30b26a559c1cc6136511963d365e2ec3e9b659e5d9f98680b7cdee08b67b8d

## Origem do registro no STJ

[Conjunto de dados oficial do STJ](<https://dadosabertos.web.stj.jus.br/dataset/bab65848-f287-4146-8273-e58faee39ad2/resource/b6b5a9e4-f371-46bf-b3ce-e5e92006b08d/download/20260331.json>)
- **Identificador na fonte:** 952015
- **Número de registro na fonte:** 202401074074
- **Coleta informada no registro:** 2026-09-10T12:42:21Z

## Quadro documental do acórdão — seções oficiais da ementa

**Origem:** texto literal do STJ, sem inferência de fundamentos.

### I. CASO EM EXAME

1. Agravo em recurso especial interposto contra decisão de
inadmissibilidade do recurso especial por ausência de violação ao
art. 1.022 do CPC, por simples alusão a dispositivos legais sem
argumentação e por incidência da Súmula n. 7 do STJ.
2. A controvérsia diz respeito a ação declaratória de inexistência
de débito c/c indenização por danos morais e materiais c/c pedido de
tutela de urgência.
3. A sentença julgou improcedente o pedido, revogou a tutela de
urgência e condenou a parte autora em custas, despesas, honorários e
multa por litigância de má-fé.
4. A Corte de origem manteve integralmente a sentença, reconheceu
suficiência documental, regularidade da contratação eletrônica,
afastou danos morais, manteve a multa e majorou honorários.

### II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO

5. Há oito questões em discussão: (i) saber se houve violação ao
art. 80, II, do CPC pela manutenção da multa por litigância de
má-fé; (ii) saber se houve violação ao art. 186, §1º, do CPC por
ausência de intimação pessoal da Defensoria Pública sobre a sessão e
a modalidade virtual; (iii) saber se houve violação ao art. 369 do
CPC por cerceamento de defesa no indeferimento de produção
probatória; (iv) saber se houve violação ao art. 370, parágrafo
único, do CPC pela falta de justificativa para indeferir as provas
requeridas; (v) saber se houve violação ao art. 935 do CPC por
ausência de publicação da pauta de julgamento com antecedência
mínima de cinco dias; (vi) saber se houve violação ao art. 937 do
CPC pela não oportunidade de sustentação oral na apelação; (vii)
saber se houve violação ao art. 1.022, II, do CPC por omissão quanto
à oposição ao julgamento virtual e à intimação pessoal; e (viii)
saber se houve violação ao art. 6º, VIII, do CDC pela negativa de
inversão do ônus da prova e de provas pericial e testemunhal.

### III. RAZÕES DE DECIDIR

6. Não há omissão (art. 1.022 do CPC), pois a Corte de origem
apreciou as questões, aplicou o princípio pas de nullité sans grief
e afastou a nulidade por ausência de prejuízo.
7. O indeferimento de provas e a negativa de inversão do ônus da
prova decorrem do livre convencimento do juiz, destinatário da
prova, e da ausência de verossimilhança, sendo vedado o reexame
fático-probatório em recurso especial. Incide a Súmula n. 7 do STJ.
8. As alegações de nulidade por ausência de publicação de pauta,
sustentação oral e intimação pessoal da Defensoria Pública foram
afastadas pela Corte de origem por não haver demonstração de
prejuízo concreto. Não há nulidade decorrente da ausência de
publicação da pauta de julgamento ou de impossibilidade de
sustentação oral, quando as partes foram devidamente comunicadas de
que a apreciação ocorreria em ambiente virtual e não houve
demonstração de prejuízo. Incidem as Súmulas n. 7 e n. 83 do STJ.
9. A multa por litigância de má-fé foi mantida com fundamento nas
circunstâncias do caso; o seu afastamento exigiria reexame de
provas. Incide a Súmula n. 7 do STJ.
10. A alegada ofensa à resolução administrativa não é cognoscível em
recurso especial por não se tratar de lei federal.

### IV. DISPOSITIVO E TESE

11. Agravo em recurso especial conhecido para conhecer em parte do
recurso especial e negar-lhe provimento.
Tese de julgamento: "1. Não há negativa de prestação jurisdicional
quando o Tribunal de origem aprecia as questões e afasta nulidade
por ausência de prejuízo, aplicando o princípio pas de nullité sans
grief. 2. A Súmula n. 7 do STJ obsta o reexame da necessidade de
prova, da verossimilhança para inversão do ônus da prova e da
caracterização da litigância de má-fé. 3. A Súmula n. 83 do STJ
afasta a pretensão quando o acórdão está em conformidade com a
jurisprudência do Tribunal. 4. Atos administrativos, como resoluções
de Tribunal, não se enquadram como lei federal e não são
examináveis em recurso especial."
Dispositivos relevantes citados: CPC, arts. 1.022, 369, 370, 935,
937, 186, 80, 85; CDC, art. 6º, VIII.
Jurisprudência relevante citada: STJ, AgInt no REsp n. 1823654/SP,
relatora Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, julgado em
10/8/2020; STJ, AgInt na AR n. 7296/DF, relatora Ministra Nancy
Andrighi, Segunda Seção, julgado em 29/11/2022; STJ, REsp n.
2225712/SP, relator Ministro Humberto Martins, Terceira Turma,
julgado em 8/9/2025; STJ, AgInt no AREsp n. 2206840/MG, relatora
Ministra Maria Isabel Gallotti, Quarta Turma, julgado em 2/10/2023;
STJ, REsp n. 1972752/SP, relatora Ministra Nancy Andrighi, Terceira
Turma, julgado em 27/9/2022; STJ, AREsp n. 2981919/MS, relatora
Ministra Daniela Teixeira, Terceira Turma, julgado em 13/10/2025;
STJ, AgInt no AREsp n. 2441987/DF, relator Ministro Humberto
Martins, Terceira Turma, julgado em 17/2/2025; STJ, AgInt no REsp n.
1487062/RS, relator Ministro Raul Araújo, Quarta Turma, julgado em
28/5/2019; STJ, Súmulas n. 7, 83.

## Ementa

DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. JULGAMENTO
VIRTUAL. CERCEAMENTO DE DEFESA. INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA.
LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL CONHECIDO PARA
CONHECER EM PARTE DO RECURSO ESPECIAL E NEGAR-LHE PROVIMENTO.
I. CASO EM EXAME
1. Agravo em recurso especial interposto contra decisão de
inadmissibilidade do recurso especial por ausência de violação ao
art. 1.022 do CPC, por simples alusão a dispositivos legais sem
argumentação e por incidência da Súmula n. 7 do STJ.
2. A controvérsia diz respeito a ação declaratória de inexistência
de débito c/c indenização por danos morais e materiais c/c pedido de
tutela de urgência.
3. A sentença julgou improcedente o pedido, revogou a tutela de
urgência e condenou a parte autora em custas, despesas, honorários e
multa por litigância de má-fé.
4. A Corte de origem manteve integralmente a sentença, reconheceu
suficiência documental, regularidade da contratação eletrônica,
afastou danos morais, manteve a multa e majorou honorários.
II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO
5. Há oito questões em discussão: (i) saber se houve violação ao
art. 80, II, do CPC pela manutenção da multa por litigância de
má-fé; (ii) saber se houve violação ao art. 186, §1º, do CPC por
ausência de intimação pessoal da Defensoria Pública sobre a sessão e
a modalidade virtual; (iii) saber se houve violação ao art. 369 do
CPC por cerceamento de defesa no indeferimento de produção
probatória; (iv) saber se houve violação ao art. 370, parágrafo
único, do CPC pela falta de justificativa para indeferir as provas
requeridas; (v) saber se houve violação ao art. 935 do CPC por
ausência de publicação da pauta de julgamento com antecedência
mínima de cinco dias; (vi) saber se houve violação ao art. 937 do
CPC pela não oportunidade de sustentação oral na apelação; (vii)
saber se houve violação ao art. 1.022, II, do CPC por omissão quanto
à oposição ao julgamento virtual e à intimação pessoal; e (viii)
saber se houve violação ao art. 6º, VIII, do CDC pela negativa de
inversão do ônus da prova e de provas pericial e testemunhal.
III. RAZÕES DE DECIDIR
6. Não há omissão (art. 1.022 do CPC), pois a Corte de origem
apreciou as questões, aplicou o princípio pas de nullité sans grief
e afastou a nulidade por ausência de prejuízo.
7. O indeferimento de provas e a negativa de inversão do ônus da
prova decorrem do livre convencimento do juiz, destinatário da
prova, e da ausência de verossimilhança, sendo vedado o reexame
fático-probatório em recurso especial. Incide a Súmula n. 7 do STJ.
8. As alegações de nulidade por ausência de publicação de pauta,
sustentação oral e intimação pessoal da Defensoria Pública foram
afastadas pela Corte de origem por não haver demonstração de
prejuízo concreto. Não há nulidade decorrente da ausência de
publicação da pauta de julgamento ou de impossibilidade de
sustentação oral, quando as partes foram devidamente comunicadas de
que a apreciação ocorreria em ambiente virtual e não houve
demonstração de prejuízo. Incidem as Súmulas n. 7 e n. 83 do STJ.
9. A multa por litigância de má-fé foi mantida com fundamento nas
circunstâncias do caso; o seu afastamento exigiria reexame de
provas. Incide a Súmula n. 7 do STJ.
10. A alegada ofensa à resolução administrativa não é cognoscível em
recurso especial por não se tratar de lei federal.
IV. DISPOSITIVO E TESE
11. Agravo em recurso especial conhecido para conhecer em parte do
recurso especial e negar-lhe provimento.
Tese de julgamento: "1. Não há negativa de prestação jurisdicional
quando o Tribunal de origem aprecia as questões e afasta nulidade
por ausência de prejuízo, aplicando o princípio pas de nullité sans
grief. 2. A Súmula n. 7 do STJ obsta o reexame da necessidade de
prova, da verossimilhança para inversão do ônus da prova e da
caracterização da litigância de má-fé. 3. A Súmula n. 83 do STJ
afasta a pretensão quando o acórdão está em conformidade com a
jurisprudência do Tribunal. 4. Atos administrativos, como resoluções
de Tribunal, não se enquadram como lei federal e não são
examináveis em recurso especial."
Dispositivos relevantes citados: CPC, arts. 1.022, 369, 370, 935,
937, 186, 80, 85; CDC, art. 6º, VIII.
Jurisprudência relevante citada: STJ, AgInt no REsp n. 1823654/SP,
relatora Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, julgado em
10/8/2020; STJ, AgInt na AR n. 7296/DF, relatora Ministra Nancy
Andrighi, Segunda Seção, julgado em 29/11/2022; STJ, REsp n.
2225712/SP, relator Ministro Humberto Martins, Terceira Turma,
julgado em 8/9/2025; STJ, AgInt no AREsp n. 2206840/MG, relatora
Ministra Maria Isabel Gallotti, Quarta Turma, julgado em 2/10/2023;
STJ, REsp n. 1972752/SP, relatora Ministra Nancy Andrighi, Terceira
Turma, julgado em 27/9/2022; STJ, AREsp n. 2981919/MS, relatora
Ministra Daniela Teixeira, Terceira Turma, julgado em 13/10/2025;
STJ, AgInt no AREsp n. 2441987/DF, relator Ministro Humberto
Martins, Terceira Turma, julgado em 17/2/2025; STJ, AgInt no REsp n.
1487062/RS, relator Ministro Raul Araújo, Quarta Turma, julgado em
28/5/2019; STJ, Súmulas n. 7, 83.

## Dispositivo / resultado textual

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas,
acordam os Ministros da QUARTA TURMA do Superior Tribunal de
Justiça, em Sessão Virtual de 03/03/2026 a 09/03/2026, por
unanimidade, conhecer parcialmente do recurso, mas lhe negar
provimento, nos termos do voto do Sr. Ministro João Otávio de
Noronha.
Os Srs. Ministros Raul Araújo, Maria Isabel Gallotti e Luís Carlos
Gambogi (Desembargador Convocado do TJMG) votaram com o Sr. Ministro
Relator.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro João Otávio de Noronha.
Não participou do julgamento o Sr. Ministro Antonio Carlos Ferreira.

## Referências extraídas



**Limite documental:** Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.


## Navegação contextual


**Nota:** processos com a mesma classificação ou norma podem ter fatos, fundamentos e desfechos divergentes. Ato/andamento não prova vitória, derrota ou trânsito em julgado.

## Comentário de Rafael Toledo

Análise autoral de leitura documental, separada do teor oficial.

Neste registro, o processo 2604759 no STJ está identificado por “AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL”. Esse é o dado documental disponível para orientar a leitura. O campo de assunto não está informado nesta representação, de modo que não o completo por aproximação com outros processos.

O órgão indicado é “QUARTA TURMA”. Esse vínculo permite localizar a unidade registrada e acompanhar seus atos. A identificação do órgão não informa, por si, o conteúdo de uma decisão ou o acolhimento de um pedido.

A ementa deste acórdão organiza a exposição em “I. CASO EM EXAME”; “II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO”; “III. RAZÕES DE DECIDIR”; “IV. DISPOSITIVO E TESE”. Essa estrutura permite separar a questão apresentada, a fundamentação descrita e o dispositivo. Um trecho isolado precisa ser confrontado com as demais seções do mesmo acórdão.

O registro disponível não contém o inteiro teor do voto. Por isso, este comentário se limita à organização da fonte publicada; argumentos, fatos ou ressalvas ausentes não são reconstruídos como se fossem afirmações do tribunal.

[Fonte oficial que sustenta este comentário](<https://dadosabertos.web.stj.jus.br/dataset/bab65848-f287-4146-8273-e58faee39ad2/resource/b6b5a9e4-f371-46bf-b3ce-e5e92006b08d/download/20260331.json>)

- **Autoria do comentário:** Rafael Toledo
- **Versão do produtor:** 2026-10-22.1
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