# Registro público: STJ — 2595332

- **Origem:** stj
- **Órgão:** QUARTA TURMA
- **Classe:** AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL
- **Grau:** 
- **Data de julgamento:** 2026-03-09
- **Publicação:** 2026-03-12
- **Ajuizamento:** 
- **Página canônica da Wiki Jurídica:** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/126571/
- **Registro público da fonte (JSON):** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/126571.json
- **Fonte primária preservada:** STJ, dados abertos de acórdãos
- **SHA-256 da fonte preservada:** 2c09900a131171a545fea14fe1bbc8e0fb7ec436c6394425921531730a8b20be

## Origem do registro no STJ

[Conjunto de dados oficial do STJ](<https://dadosabertos.web.stj.jus.br/dataset/bab65848-f287-4146-8273-e58faee39ad2/resource/b6b5a9e4-f371-46bf-b3ce-e5e92006b08d/download/20260331.json>)
- **Identificador na fonte:** 952171
- **Número de registro na fonte:** 202400760756
- **Coleta informada no registro:** 2026-09-10T12:42:21Z

## Questão jurídica conforme a ementa oficial

DIREITO DO CONSUMIDOR. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. LIMITAÇÃO DE DESCONTOS EM CONTA CORRENTE. EMPRÉSTIMOS BANCÁRIOS. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL DESPROVIDO. I. CASO EM EXAME 1. Agravo em recurso especial interposto contra decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios que inadmitiu recurso especial com fundamento nas Súmulas n. 5 e 7 do STJ. 2. A ação buscou repactuação de dívidas e a limitação dos descontos em contracheque e conta-corrente a 30% dos rendimentos líquidos; a sentença limitou os débitos em conta a 70%, preservando 30% de mínimo existencial, e o acórdão reformou parcialmente para fixar 30% ap…

**Origem:** transcrição do STJ, sem tese jurídica inferida.

## Ementa

DIREITO DO CONSUMIDOR. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. LIMITAÇÃO DE
DESCONTOS EM CONTA CORRENTE. EMPRÉSTIMOS BANCÁRIOS. IMPOSSIBILIDADE.
AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL DESPROVIDO.
I. CASO EM EXAME
1. Agravo em
recurso especial interposto contra decisão do Tribunal de Justiça do
Distrito Federal e dos Territórios que inadmitiu recurso especial
com fundamento nas Súmulas n. 5 e 7 do STJ.
2. A ação buscou
repactuação de dívidas e a limitação dos descontos em contracheque e
conta-corrente a 30% dos rendimentos líquidos; a sentença limitou os
débitos em conta a 70%, preservando 30% de mínimo existencial, e o
acórdão reformou parcialmente para fixar 30% apenas sobre
consignações em folha, reconhecendo a licitude dos descontos em
conta-corrente conforme autorização do correntista.
II. QUESTÃO EM
DISCUSSÃO
3. Há duas questões em discussão: (i) saber se é possível
revisar cláusulas contratuais e limitar os descontos em
conta-corrente ao percentual de 30% com fundamento nos arts. 6º, V,
e 54-A e seguintes do CDC; e (ii) saber se cabe a limitação de 30%
com base no art. 104-A do CDC.
III. RAZÕES DE DECIDIR
4. A decisão
alinhou-se ao Tema 1.085 do STJ, reconhecendo a licitude dos
descontos autorizados em conta-corrente e afastando, por analogia, a
limitação do § 1º do art. 1º da Lei n. 10.820/2003, com incidência
da Súmula n. 83 do STJ; a revisão pretendida demandaria
interpretação de cláusulas e reexame probatório, atraindo os óbices
das Súmulas n. 5 e 7 do STJ.
5. A indicação genérica de violação aos
arts. 54-A e seguintes e ao art. 104-A do CDC, sem individualização
precisa de incisos, parágrafos ou alíneas e sem demonstração
específica da contrariedade, revela deficiência de fundamentação, o
que impede o conhecimento do recurso especial, aplicando-se, por
analogia, a Súmula n. 284 do STF.
IV. DISPOSITIVO E TESE
6. Agravo
em recurso especial desprovido.
Tese de julgamento: "1. São lícitos
os descontos autorizados de empréstimos bancários comuns em
conta-corrente, ainda que utilizada para recebimento de salários,
não se aplicando, por analogia, o limite do § 1º do art. 1º da Lei
n. 10.820/2003 (Súmula n. 83 do STJ). 2. A revisão da conclusão
sobre licitude dos descontos e inexistência de abusividade demanda
interpretação de cláusulas e reexame fático, vedados pelas Súmulas
n. 5 e 7 do STJ. 3. A ausência de individualização específica dos
dispositivos legais tidos por violados no CDC caracteriza
deficiência de fundamentação, atraindo a aplicação da Súmula n. 284
do STF."
Dispositivos relevantes citados: Lei n. 10.820/2003, art.
1º, § 1º; CDC, arts. 6º, V, 54-A e 104-A;
Jurisprudência relevante
citada: STJ, REsp n. 1.863.973/SP, relator Ministro Marco Aurélio
Bellizze, Segunda Seção, julgado em 9/3/2022; STJ, REsp n.
1.877.113/SP, relator Ministro Marco Aurélio Bellizze, Segunda
Seção, julgado em 9/3/2022; STJ, REsp n. 1.872.441/SP, relator
Ministro Marco Aurélio Bellizze, Segunda Seção, julgado em 9/3/2022;
STJ, AgInt no AREsp n. 2.120.664/MG, relator Ministro Marco Aurélio
Bellizze, Terceira Turma, julgado em 19/9/2022; STJ, AgInt no AREsp
n. 2.088.796/MG, relator Ministro João Otávio de Noronha, Quarta
Turma, julgado em 14/11/2022; STJ, AgInt no REsp n. 2.044.969/MS,
relatora Ministra Maria Isabel Gallotti, Quarta Turma, julgado em
11/9/2023; STJ, AgInt no AREsp n. 1.400.809/SP, relator Ministro
Francisco Falcão, Segunda Turma, julgado em 10/10/2022; STJ, AgInt
no REsp n. 1.675.361/RJ, relator Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva,
Terceira Turma, julgado em 10/10/2022.

## Dispositivo / resultado textual

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas,
acordam os Ministros da QUARTA TURMA do Superior Tribunal de
Justiça, em Sessão Virtual de 03/03/2026 a 09/03/2026, por
unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr.
Ministro Relator.
Os Srs. Ministros Raul Araújo, Maria Isabel
Gallotti e Luís Carlos Gambogi (Desembargador Convocado do TJMG)
votaram com o Sr. Ministro Relator.
Presidiu o julgamento o Sr.
Ministro João Otávio de Noronha.
Não participou do julgamento o Sr.
Ministro Antonio Carlos Ferreira.

## Referências extraídas



**Limite documental:** Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.


## Navegação contextual


**Nota:** processos com a mesma classificação ou norma podem ter fatos, fundamentos e desfechos divergentes. Ato/andamento não prova vitória, derrota ou trânsito em julgado.
