# Registro público: STJ — 2591944

- **Origem:** stj
- **Órgão:** QUARTA TURMA
- **Classe:** AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL
- **Grau:** 
- **Data de julgamento:** 2026-03-09
- **Publicação:** 2026-03-12
- **Ajuizamento:** 
- **Página canônica da Wiki Jurídica:** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/126572/
- **Registro público da fonte (JSON):** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/126572.json
- **Fonte primária preservada:** STJ, dados abertos de acórdãos
- **SHA-256 da fonte preservada:** 960f15956b0c2bfe107318c23bdfdec9bdaaabb02285c5505e586f1599bbbc3a

## Origem do registro no STJ

[Conjunto de dados oficial do STJ](<https://dadosabertos.web.stj.jus.br/dataset/bab65848-f287-4146-8273-e58faee39ad2/resource/b6b5a9e4-f371-46bf-b3ce-e5e92006b08d/download/20260331.json>)
- **Identificador na fonte:** 952172
- **Número de registro na fonte:** 202400778937
- **Coleta informada no registro:** 2026-09-10T12:42:21Z

## Questão jurídica conforme a ementa oficial

DIREITO EMPRESARIAL. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. NOME EMPRESARIAL E MARCA. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL, ÔNUS DA PROVA, SUCESSÃO EMPRESARIAL E EXCLUSIVIDADE MARCÁRIA. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL CONHECIDO PARA SE CONHECER EM PARTE DO ESPECIAL E NEGAR-LHE PROVIMENTO. I. CASO EM EXAME 1. Agravo em recurso especial interposto contra decisão que inadmitiu o recurso especial por inexistência de violação aos arts. 1.022, I, e 373, II, do CPC, aos arts. 45 e 985 do CC, ao art. 119 da LRP e aos arts. 124, VI, 129, caput, 130, III, e 189, I, da LPI, bem como pela vedação ao reexame de fatos e provas (Súmula n. 7 do STJ). 2. A controvérsia envolv…

**Origem:** transcrição do STJ, sem tese jurídica inferida.

## Ementa

DIREITO EMPRESARIAL. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. NOME EMPRESARIAL E
MARCA. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL, ÔNUS DA PROVA, SUCESSÃO
EMPRESARIAL E EXCLUSIVIDADE MARCÁRIA. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL
CONHECIDO PARA SE CONHECER EM PARTE DO ESPECIAL E NEGAR-LHE
PROVIMENTO.
I. CASO EM EXAME
1. Agravo em recurso especial
interposto contra decisão que inadmitiu o recurso especial por
inexistência de violação aos arts. 1.022, I, e 373, II, do CPC, aos
arts. 45 e 985 do CC, ao art. 119 da LRP e aos arts. 124, VI, 129,
caput, 130, III, e 189, I, da LPI, bem como pela vedação ao reexame
de fatos e provas (Súmula n. 7 do STJ).
2. A controvérsia envolve
ação inibitória e indenizatória para abstenção do uso de "ALFA" em
nome empresarial e redes sociais, alteração cadastral na
JUCESP/SUSEP, desativação de páginas e indenizações por danos morais
e materiais.
3. Na sentença, o Juízo de primeiro grau julgou
improcedentes os pedidos e fixou honorários em 10% do valor da
causa.
4. A Corte de origem manteve integralmente a sentença, negou
provimento à apelação e majorou os honorários para 12,5% do valor
atualizado da causa.
II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO
5. Há quatro questões
em discussão: (i) saber se houve violação ao art. 1.022 do CPC por
obscuridade, contradição e omissão sobre anterioridade dos registros
"ALFA" e competência do INPI; (ii) saber se houve violação ao art.
373, II, do CPC por inversão do ônus da prova sobre uso anterior de
"ALFA" e ausência de prova de confusão ou desvio de clientela; (iii)
saber se houve violação aos arts. 45 e 985 do CC e ao art. 119 da
LRP quanto ao início da personalidade jurídica em 2017 e à
sucessão/continuidade empresarial sem registro formal; e (iv) saber
se houve violação aos arts. 124, VI, 129, caput, 130, III, e 189, I,
da LPI por mitigação indevida da exclusividade dos registros "ALFA"
e suposta usurpação da competência técnica do INPI.
III. RAZÕES DE
DECIDIR
6. Não há negativa de prestação jurisdicional: o acórdão
enfrentou de forma fundamentada as questões essenciais (art. 1.022
do CPC), ainda que em sentido contrário à pretensão.
7. A alegação
de inversão do ônus da prova e de inexistência de prova de
confusão/desvio demanda reexame do conjunto probatório, o que é
vedado pelo recurso especial; incide a Súmula n. 7 do STJ. A baixa
distintividade do termo comum "ALFA" mitiga a exclusividade em
colidência de nomes empresariais.
8. A conclusão sobre anterioridade
e continuidade/sucessão empresarial foi assentada em prova; rever
tal moldura fática encontra o óbice da Súmula n. 7 do STJ.
9. A
mitigação da exclusividade dos registros "ALFA", a distinção entre
marcas mistas e nominativas e a ausência de identidade perfeita com
o nome empresarial da ré são fundamentos fáticos e técnicos já
fixados; sua revisão é obstada pela Súmula n. 7 do STJ. O acórdão
recorrido está em sintonia com a jurisprudência do STJ, aplicando-se
a Súmula n. 83 do STJ.
IV. DISPOSITIVO E TESE
10. Agravo em recurso
especial conhecido para se conhecer em parte do especial e negar-lhe
provimento.
Tese de julgamento: "1. Não há ofensa ao art. 1.022 do
CPC quando o Tribunal de origem analisa, de modo fundamentado, todas
as questões necessárias ao deslinde da controvérsia. 2. Incide a
Súmula n. 7 do STJ para afastar a pretensão de reexame de fatos e
provas quanto ao ônus probatório, à anterioridade e à colidência de
sinais distintivos. 3. Aplica-se a Súmula n. 83 do STJ quando o
acórdão recorrido está em conformidade com a jurisprudência sobre
mitigação da exclusividade de marcas fracas e proteção de marcas
mistas."
Dispositivos relevantes citados: CPC, arts. 1.022, 373, II,
85, §11; CC, arts. 45, 985; Lei n. 6.015/1973, art. 119; Lei n.
9.279/1996, arts. 124, VI, 129, caput, 130, III, 189, I; CF, art.
105, III, a.
Jurisprudência relevante citada: STJ, Súmulas n. 7, 83;
STF, Súmula n. 283; STJ, AgInt no AREsp n. 1.927.188/MS, relatora
Ministra Maria Isabel Gallotti, Quarta Turma, julgado em 6/3/2023;
STJ, AgInt no AREsp n. 1.794.066/SP, relatora Ministra Maria Isabel
Gallotti, Quarta Turma, julgado em 29/11/2021; STJ, REsp n.
1.741.578/PR, relatora Ministra Maria Isabel Gallotti, Quarta Turma,
julgado em 13/10/2025; STJ, AgInt no AREsp n. 2140678/RJ, relator
Ministro João Otávio de Noronha, Quarta Turma, julgado em
26/10/2022; STJ, REsp n. 2150506/RJ, relatora Ministra Nancy
Andrighi, Terceira Turma, julgado em 25/2/2025; STJ, AgInt no AREsp
n. 231149/SP, relator Ministro João Otávio de Noronha, Quarta Turma,
julgado em 28/8/2024; STJ, AgInt no AREsp n. 12459286/GO, relator
Ministro Humberto Martins, Terceira Turma, julgado em 28/8/2025.

## Dispositivo / resultado textual

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas,
acordam os Ministros da QUARTA TURMA do Superior Tribunal de
Justiça, em Sessão Virtual de 03/03/2026 a 09/03/2026, por
unanimidade, conhecer parcialmente do recurso, mas lhe negar
provimento, nos termos do voto do Sr. Ministro João Otávio de
Noronha.
Os Srs. Ministros Raul Araújo, Maria Isabel Gallotti,
Antonio Carlos Ferreira e Luís Carlos Gambogi (Desembargador
Convocado do TJMG) votaram com o Sr. Ministro Relator.
Presidiu o
julgamento o Sr. Ministro João Otávio de Noronha.

## Referências extraídas



**Limite documental:** Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.


## Navegação contextual


**Nota:** processos com a mesma classificação ou norma podem ter fatos, fundamentos e desfechos divergentes. Ato/andamento não prova vitória, derrota ou trânsito em julgado.
