# Registro público: STJ — 213780

- **Origem:** stj
- **Órgão:** SEGUNDA SEÇÃO
- **Classe:** AGRAVO INTERNO NO CONFLITO DE COMPETÊNCIA
- **Grau:** 
- **Data de julgamento:** 2026-03-11
- **Publicação:** 2026-03-16
- **Ajuizamento:** 
- **Página canônica da Wiki Jurídica:** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/127626/
- **Registro público da fonte (JSON):** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/127626.json
- **Fonte primária preservada:** STJ, dados abertos de acórdãos
- **SHA-256 da fonte preservada:** b79f7f50a611b53d8952e31b7a7fbc86b19d351ab8e32104cad3afb97ea48829

## Origem do registro no STJ

[Conjunto de dados oficial do STJ](<https://dadosabertos.web.stj.jus.br/dataset/7107650a-f26c-4900-bffd-4492af6361cf/resource/605c6084-be75-48df-aed3-1b0e501b8cb2/download/20260331.json>)
- **Identificador na fonte:** 953038
- **Número de registro na fonte:** 202501994359
- **Coleta informada no registro:** 2026-09-16T12:51:45Z

## Questão jurídica conforme a ementa oficial

DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO. CONFLITO DE COMPETÊNCIA. VÍCIOS CONSTRUTIVOS E LEGITIMIDADE PASSIVA DA CEF. COMPETÊNCIA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. I. CASO EM EXAME 1. Agravo interno contra decisão monocrática que conheceu do conflito para declarar competente o Juízo estadual, com aplicação das Súmulas n. 150, 224 e 254 do STJ, afastando a legitimidade passiva da CEF como mero agente financeiro. 2. A controvérsia diz respeito a ação de obrigação de fazer c/c danos morais por vícios construtivos proposta em face da CEF e da construtora, alegando rescisão contratual, substituição do imóvel e rescisão do financiamento. II. QUESTÃO EM D…

**Origem:** transcrição do STJ, sem tese jurídica inferida.

## Ementa

DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO. CONFLITO DE COMPETÊNCIA.
VÍCIOS CONSTRUTIVOS E LEGITIMIDADE PASSIVA DA CEF. COMPETÊNCIA.
AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.
I. CASO EM EXAME
1. Agravo interno contra
decisão monocrática que conheceu do conflito para declarar
competente o Juízo estadual, com aplicação das Súmulas n. 150, 224 e
254 do STJ, afastando a legitimidade passiva da CEF como mero agente
financeiro.
2. A controvérsia diz respeito a ação de obrigação de
fazer c/c danos morais por vícios construtivos proposta em face da
CEF e da construtora, alegando rescisão contratual, substituição do
imóvel e rescisão do financiamento.
II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO
3. Há
três questões em discussão: (i) saber se a necessidade de rescindir
o financiamento e substituir o imóvel impõe litisconsórcio
necessário da CEF e fixa a competência federal à luz do art. 109, I,
da Constituição Federal; (ii) saber se o financiamento quitou a
obrigação perante a construtora e se a relação subsequente é regida
pela Lei n. 9.514/1997 e pelo art. 319, caput, do Código Civil; e
(iii) saber se parecer do Ministério Público Federal e referência ao
RE n. 827.996 corroboram a competência da Justiça Federal diante de
vícios envolvendo a CEF.
III. RAZÕES DE DECIDIR
4. A legitimidade
passiva da CEF depende do papel concreto: atuando apenas como agente
financeiro e credora fiduciária, afasta-se a responsabilidade por
vícios construtivos, fixa-se a competência da Justiça estadual e
compete à Justiça Federal decidir sobre a exclusão do ente, vedado
ao Juízo estadual reexaminar tal decisão, conforme Súmulas n. 150,
224 e 254 do STJ.
5. A tese de litisconsórcio necessário da CEF não
prospera, porque ausente atuação como agente executor de política
pública habitacional; sua participação se limita ao financiamento, o
que não lhe confere legitimidade para vícios construtivos.
6. A
alegação de quitação do preço, regência pela Lei n. 9.514/1997 e
pelo art. 319, caput, do Código Civil não altera o desfecho: a causa
de pedir está vinculada a vícios de construção, mantendo-se a
competência da Justiça estadual e a exclusão do ente federal.
7.
Parecer do Ministério Público Federal e referência ao RE n. 827.996
não evidenciam elemento superveniente ou divergência específica
capaz de infirmar a decisão alinhada à orientação consolidada do
STJ.
IV. DISPOSITIVO E TESE
7. Agravo interno desprovido.
Tese de
julgamento: "1. Atuando a CEF exclusivamente como agente financeiro
e credora fiduciária, é parte ilegítima para responder por vícios
construtivos, fixando-se a competência da Justiça estadual, nos
termos das Súmulas n. 150, 224 e 254 do STJ. 2. A rescisão do
financiamento, a quitação da obrigação perante a construtora e a
invocação da Lei n. 9.514/1997 e do art. 319, caput, do Código Civil
não afastam a competência estadual quando a causa de pedir é vício
de construção. "
Dispositivos relevantes citados: Constituição
Federal, art. 109, I; Código Civil, art. 319, caput.
Jurisprudência
relevante citada: STJ, Súmulas n. 150, 224, 254; STJ, AgInt no CC n.
180.829/SP, relator Ministro Luis Felipe Salomão, Segunda Seção,
julgados em 23/2/2022; STJ, AgInt no AREsp n. 1.791.276/PE, relator
Ministro Raul Araújo, Quarta Turma, julgado em 24/5/2021; STJ, REsp
n. 1.534.952/SC, relator Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva,
Terceira Turma, julgado em 7/2/2017; STJ, AgInt no REsp n.
1.646.130/PE, relator Ministro Luis Felipe Salomão, Quarta Turma,
julgado em 30/8/2018.

## Dispositivo / resultado textual

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas,
acordam os Ministros da SEGUNDA SEÇÃO do Superior Tribunal de
Justiça, em Sessão Virtual de 05/03/2026 a 11/03/2026, por
unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr.
Ministro Relator.
Os Srs. Ministros Humberto Martins, Raul Araújo,
Maria Isabel Gallotti, Antonio Carlos Ferreira, Ricardo Villas Bôas
Cueva, Daniela Teixeira, Luís Carlos Gambogi (Desembargador
Convocado do TJMG) e Nancy Andrighi votaram com o Sr. Ministro
Relator.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Moura Ribeiro.

## Referências extraídas



**Limite documental:** Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.


## Navegação contextual


**Nota:** processos com a mesma classificação ou norma podem ter fatos, fundamentos e desfechos divergentes. Ato/andamento não prova vitória, derrota ou trânsito em julgado.



## Contexto jurídico e comentários autorais

### [Agravo interno: levar a decisão do relator ao colegiado](https://wikijuridica.com.br/glossario/agravo-interno/)

**Fundamento do vínculo:** Tema documentado no texto da fonte.

> Há um dever simétrico do lado do julgador: é vedado ao relator limitar-se à reprodução dos fundamentos da decisão agravada para julgar improcedente o agravo interno.

**Atribuição:** Rafael Toledo · O dever de impugnação específica

- **Âncoras documentais:** agravo, interno
- **SHA-256 do HTML autoral:** dd85959af62f5e93ab42648d17210ed9567dfb5ccbb742615e2de3e67dd20770
- **SHA-256 do registro documental:** b79f7f50a611b53d8952e31b7a7fbc86b19d351ab8e32104cad3afb97ea48829
- **Campo da fonte:** ` /ementa `
- [Documentos ligados a esta página](https://wikijuridica.com.br/casos/contexto/?pagina=%2Fglossario%2Fagravo-interno%2F)

### [REsp 2.066.235 do STJ: conflito de competência](https://wikijuridica.com.br/jurisprudencia/stj-resp-2066235/)

**Fundamento do vínculo:** Tema documentado no texto da fonte.

> A ementa do acórdão registra a fundamentação nestes termos: “1. A falta de prequestionamento dos arts. 6º e 76 da Lei nº 11.101/2005 no recurso especial, a despeito da oposição de aclaratórios, impede seu conhecimento, a teor da Súmula nº 211 do STJ. 2. De acordo com o art. 66, do CPC, haverá conflito positivo de competência quando dois ou mais juízes se declararem competentes ou incompetentes para julgar a mesma causa, ou quando divergirem a respeito da reunião ou da separação de processos. 3. O fato de existir decisões envolvendo o patrimônio das empresas falidas nos juízos em que processadas as respectivas falências não implica a existência de conflito de competência. 4. Recurso especial conhecido em parte e não provido.” A transcrição é literal e vem do espelho 926972, publicado pelo tribunal em 14 de outubro de 2025; o comentário próprio fica em bloco separado.

**Atribuição:** Rafael Toledo · A fundamentação do REsp 2.066.235, no texto oficial da ementa

- **Âncoras documentais:** competencia, conflito
- **SHA-256 do HTML autoral:** 00937748711d2d1b57ae6dab4a8647960ae52aeb7532877e6b462822a79134e0
- **SHA-256 do registro documental:** b79f7f50a611b53d8952e31b7a7fbc86b19d351ab8e32104cad3afb97ea48829
- **Campo da fonte:** ` /ementa `
- [Documentos ligados a esta página](https://wikijuridica.com.br/casos/contexto/?pagina=%2Fjurisprudencia%2Fstj-resp-2066235%2F)

### [REsp 2.168.998 do STJ: competência da justiça estadual](https://wikijuridica.com.br/jurisprudencia/stj-resp-2168998/)

**Fundamento do vínculo:** Tema documentado no texto da fonte.

> A ementa do acórdão registra a fundamentação nestes termos: “1. Recurso especial interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais que reconheceu a competência da Justiça do Trabalho para julgar demanda relativa à alteração unilateral de contrato de seguro de vida coletivo acessório ao contrato de trabalho. 2. O acórdão recorrido fundamentou-se na origem da relação jurídica, acessória à relação de trabalho regida pela CLT, para declarar a competência absoluta da Justiça do Trabalho. 3. O recorrente alegou violação aos artigos 64 e 65 do Código de Processo Civil e divergência jurisprudencial com precedentes desta Corte Superior. II. Questão em discussão 4. A questão em discussão consiste em saber se a competência para julgar demanda relativa à alteração unilateral de apólices de seguro de vida em grupo, realizada pela estipulante, é da Justiça Estadual ou da Justiça do Trabalho. III. Razões de decidir 5. A competência em razão da matéria se define pela natureza jurídica da controvérsia, que deve ser aferida a partir do pedido e da causa de pedir imediata, conforme jurisprudência consolidada do STJ. 6. No caso, a demanda não envolve discussão sobre cláusulas trabalhistas ou direitos decorrentes da relação de trabalho, limitando-se à impugnação do procedimento de alteração das apólices de seguro de vida em grupo, o que caracteriza natureza predominantemente civil. 7. A jurisprudência do STJ estabelece que, em demandas que discutem aspectos da relação trabalhista apenas de maneira indireta, a competência é da Justiça Comum, conforme precedentes citados. 8. A referência à legislação laboral na demanda é meramente secundária, não sendo suficiente para atrair a competência da Justiça do Trabalho. IV. Dispositivo 9. Resultado do Julgamento: Recurso especial provido.” A transcrição é literal e vem do espelho 931359, publicado pelo tribunal em 23 de outubro de 2025; o comentário próprio fica em bloco separado.

**Atribuição:** Rafael Toledo · A fundamentação do REsp 2.168.998, no texto oficial da ementa

- **Âncoras documentais:** competencia, estadual
- **SHA-256 do HTML autoral:** 70463003485707886fd0b42760fa94bf27b18fa2b947e7dad85f82f6484587e2
- **SHA-256 do registro documental:** b79f7f50a611b53d8952e31b7a7fbc86b19d351ab8e32104cad3afb97ea48829
- **Campo da fonte:** ` /ementa `
- [Documentos ligados a esta página](https://wikijuridica.com.br/casos/contexto/?pagina=%2Fjurisprudencia%2Fstj-resp-2168998%2F)


## Comentário de Rafael Toledo

Análise autoral de leitura documental, separada do teor oficial.

Neste registro, o processo 213780 no STJ está identificado por “AGRAVO INTERNO NO CONFLITO DE COMPETÊNCIA”. Esse é o dado documental disponível para orientar a leitura. O campo de assunto não está informado nesta representação, de modo que não o completo por aproximação com outros processos.

O órgão indicado é “SEGUNDA SEÇÃO”. Esse vínculo permite localizar a unidade registrada e acompanhar seus atos. A identificação do órgão não informa, por si, o conteúdo de uma decisão ou o acolhimento de um pedido.

Neste acórdão, a análise deve relacionar a ementa ao dispositivo preservado. A ementa apresenta a questão e a fundamentação resumida; o dispositivo registra a deliberação textual. Uma expressão retirada de um deles não substitui a leitura conjunta do documento.

O registro disponível não contém o inteiro teor do voto. Por isso, este comentário se limita à organização da fonte publicada; argumentos, fatos ou ressalvas ausentes não são reconstruídos como se fossem afirmações do tribunal.

[Fonte oficial que sustenta este comentário](<https://dadosabertos.web.stj.jus.br/dataset/7107650a-f26c-4900-bffd-4492af6361cf/resource/605c6084-be75-48df-aed3-1b0e501b8cb2/download/20260331.json>)

- **Autoria do comentário:** Rafael Toledo
- **Versão do produtor:** 2026-10-22.1
- **SHA-256 da fonte:** b79f7f50a611b53d8952e31b7a7fbc86b19d351ab8e32104cad3afb97ea48829
- **SHA-256 do comentário:** c2ac0ccd6d3dff804fb1e0ca890daf1d209841a358ba97ca6c62fecd82c24873
