{"schema":"wiki.casos-public-original.v1","id":128799,"origem":"stj","sha256_origem":"f65f62c350ac2272249ee13105c57cfc504220e9a43f77c7f5f630ca9ca462ed","registro_original":{"id_fonte":"955388","tribunal":"STJ","orgao_julgador":"TERCEIRA TURMA","classe":"REsp","classe_descricao":"RECURSO ESPECIAL","numero_processo":"2108187","numero_registro":"202304031150","relator":"HUMBERTO MARTINS","data_julgamento":"2026-04-13","data_publicacao":"2026-04-16","tipo_decisao":"ACÓRDÃO","ementa":"DIREITO CIVIL. RECURSO ESPECIAL. PROPRIEDADE INTELECTUAL. NOME\n ARTÍSTICO. REGISTRO DE MARCA. DIREITO DE PERSONALIDADE. UTILIZAÇÃO\n PRÉVIA. PRESUNÇÃO DE CONHECIMENTO. NECESSIDADE DE ANUÊNCIA PELO\n ARTISTA. NÃO COMPROVAÇÃO DE AUTORIZAÇÃO.\n 1. Recurso especial interposto contra acórdão do TRF5 que manteve\n sentença reconhecendo o direito de personalidade ao nome artístico\n pelo qual o recorrido se identificava ao público, determinando a\n transferência da titularidade da marca correlata no INPI para o\n autor e a abstenção de uso pelos recorrentes.\n 2. A controvérsia cinge-se em decidir (i) se houve falha na\n prestação jurisdicional, consistente na omissão de análise de provas\n específicas, configurando ofensa ao art. 1.022 do CPC; e (ii) se o\n registro da marca do nome artístico do autor pelos recorrentes foi\n realizado em conformidade com os requisitos legais, considerando o\n direito de personalidade e as disposições da Lei de Propriedade\n Industrial.\n 3. O acórdão recorrido abordou, de forma fundamentada, todos os\n pontos essenciais para o deslinde da controvérsia, razão pela qual\n não há falar na suscitada ocorrência de violação do art. 1.022 do\n CPC.\n 4. As instâncias de origem reconheceram o nome artístico como\n atributo da personalidade do recorrido e a incidência no âmbito de\n proteção do art. 124, XVI, da Lei n. 9.279/1996, de maneira que para\n o registro do nome como marca faz-se necessária a anuência do\n artista.\n 5. O conhecimento prévio pelos recorrentes não poderiam desconhecer\n a utilização prévia do nome artístico pelo recorrido, fazendo\n incidir a hipótese do art. 124, XVI, da Lei n. 9.279/1996, que exige\n consentimento do titular para registro como marca. Ausência de\n autorização em favor das recorrentes.\n 6. A análise de provas e cláusulas contratuais para reverter o\n entendimento do Tribunal de origem encontra óbice nas Súmulas 5 e 7\n do STJ.\n Recurso parcialmente conhecido e, nessa extensão, improvido.","dispositivo":"Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas,\n acordam os Ministros da TERCEIRA TURMA do Superior Tribunal de\n Justiça, em Sessão Virtual de 07/04/2026 a 13/04/2026, por\n unanimidade, conhecer parcialmente do recurso, mas lhe negar\n provimento, nos termos do voto do Sr. Ministro Humberto Martins.\n Os Srs. Ministros Ricardo Villas Bôas Cueva, Moura Ribeiro, Daniela\n Teixeira e Nancy Andrighi votaram com o Sr. Ministro Relator.\n Presidiu o julgamento a Sra. Ministra Daniela Teixeira.","inteiro_teor":"","inteiro_teor_url":"","dispositivos_citados_urn":[],"sumulas_citadas":[],"referencias_legislativas_brutas":[],"jurisprudencia_citada":"","tema":"","fonte_url":"https://dadosabertos.web.stj.jus.br/dataset/74a99dea-a197-4d73-a169-d8c8f8f0b175/resource/c67c4532-0bcc-4b7c-973e-e842d4c48fab/download/20260430.json","coletado_em":"2026-09-09T12:52:51Z","sha256_conteudo":"fd652e08988851718fc9a9cf422f4bd3c9a1bfcec1acec6970d86cfa88cc0004","base_legal":"Lei 9.610/98 art. 8o, IV; CPC art. 189; dataset STJ sob Creative Commons Atribuicao","nivel_sigilo":null},"registro_original_integral":true,"campos_identificadores_removidos":[],"formato_caminhos_removidos":"JSON Pointer"}
