{"schema":"wiki.casos-public-original.v1","id":129000,"origem":"stj","sha256_origem":"b2d068a15ffee02c079a7c57348ddf4624612f25e1ff9594205a5d4d7fc4ea19","registro_original":{"id_fonte":"953812","tribunal":"STJ","orgao_julgador":"QUARTA TURMA","classe":"AgInt no AREsp","classe_descricao":"AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL","numero_processo":"2653567","numero_registro":"202401938289","relator":"JOÃO OTÁVIO DE NORONHA","data_julgamento":"2026-03-17","data_publicacao":"2026-03-27","tipo_decisao":"ACÓRDÃO","ementa":"CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO\n ESPECIAL. RESCISÃO CONTRATUAL COM RESTITUIÇÃO PARCIAL E NULIDADE DE\n CLÁUSULAS. RETENÇÃO EM CONTRATO ANTERIOR À LEI N. 13.786/2018 E TAXA\n SELIC SEM PREQUESTIONAMENTO. AGRAVO INTERNO PROVIDO.\rI. CASO EM\n EXAME\r1. Agravo interno contra decisão monocrática que negou\n provimento ao agravo em recurso especial por inexistência de\n negativa de prestação jurisdicional, manutenção da retenção de 20%,\n incidência das Súmulas n. 5 e 7 do STJ para revisão do percentual e\n das cláusulas contratuais, e não conhecimento pela alínea c ante a\n subsistência dos óbices aplicados pela alínea a.\r2. A controvérsia\n diz respeito à ação de restituição de quantia paga c/c indenização\n por dano moral, com pedidos de devolução de parcelas, nulidade de\n cláusulas contratuais e danos morais.\r3. Na sentença, o Juízo de\n primeiro grau declarou a nulidade das cláusulas contratuais, fixou a\n restituição de 80% das parcelas com retenção de 20%, rejeitou danos\n morais e condenou ao pagamento de honorários.\r4. A Corte de origem\n manteve a sentença, rejeitou embargos de declaração e concluiu pela\n razoabilidade da retenção fixada.\rII. QUESTÃO EM DISCUSSÃO\r5. Há\n cinco questões em discussão: (i) saber se houve negativa de\n prestação jurisdicional em face dos arts. 1.022, I e II, e 489, §\n1º, IV e VI, do CPC, quanto à taxa Selic e à sucumbência recíproca;\n(ii) saber se incide a taxa Selic como índice de correção e juros,\n nos termos do art. 406 do CC; (iii) saber se foram observados os\n precedentes desta Corte sobre juros e correção monetária, com ofensa\n aos arts. 927, III e VI, 928 e 402 do CC; (iv) saber se a\n distribuição dos ônus sucumbenciais deve ser proporcional, conforme\n o art. 86, caput , do CPC; e (v) saber se há divergência\n jurisprudencial e aplicação da Súmula n. 543 do STJ para retenção\n diversa e incidência da taxa Selic.\rIII. RAZÕES DE DECIDIR\r6.\n Prevalece, para contratos anteriores à Lei n. 13.786/2018, o\n parâmetro da Segunda Seção quanto à retenção de 25% dos valores\n pagos, de modo que o acórdão recorrido, ao fixar 20%, divergiu do\n padrão decisório pacificado.\r7. Incidem a Súmula n. 282 do STF e a\n Súmula n. 211 do STJ para afastar o conhecimento da tese de\n aplicação exclusiva da taxa Selic, por ausência de prequestionamento\n específico no acórdão recorrido e nos embargos de declaração.\r8.\n Aplica-se o Tema n. 1002/STJ (REsp 1.740.911/DF) para fixar o termo\n inicial dos juros de mora, a partir do trânsito em julgado da\n sentença, nas rescisões por iniciativa do comprador.\rIV. DISPOSITIVO\n E TESE\r9. Agravo interno provido.\rTese de julgamento: \"1. Em\n contrato anterior à Lei n. 13.786/2018, é devido o percentual de\n retenção de 25% dos valores pagos, conforme entendimento pacificado\n da Segunda Seção do STJ. 2. Incidem a Súmula n. 282 do STF e a\n Súmula n. 211 do STJ para afastar o conhecimento da tese de\n aplicação exclusiva da taxa Selic por ausência de prequestionamento.\n3. Aplica-se o Tema n. 1002/STJ para fixar o termo inicial dos juros\n de mora a partir do trânsito em julgado da sentença\".\rDispositivos\n relevantes citados: CPC, arts. 86, caput, 489, § 1º, IV e VI, e\n1.022, I e II; CC, arts. 402, 406, § 1º, 927, III e VI, e\n928.\rJurisprudência relevante citada: STF, Súmula n. 282; STJ,\n Súmula n. 211; STJ; REsp n. 2132805/SP, relatora Ministra Maria\n Isabel Gallotti, Quarta Turma, julgado em 19/12/2025; STJ; AREsp n.\n2438959, relator Ministro Raul Araújo, Quarta Turma, julgado em\n13/2/2026.","dispositivo":"Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas,\n acordam os Ministros da QUARTA TURMA, por unanimidade, dar\n provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Sr. Ministro\n Relator.\rOs Srs. Ministros Raul Araújo, Maria Isabel Gallotti,\n Antonio Carlos Ferreira e Luís Carlos Gambogi (Desembargador\n Convocado do TJMG) votaram com o Sr. Ministro Relator.\rPresidiu o\n julgamento o Sr. Ministro João Otávio de Noronha.","inteiro_teor":"","inteiro_teor_url":"","dispositivos_citados_urn":[],"sumulas_citadas":[],"referencias_legislativas_brutas":[],"jurisprudencia_citada":"","tema":"","fonte_url":"https://dadosabertos.web.stj.jus.br/dataset/bab65848-f287-4146-8273-e58faee39ad2/resource/42c79bb3-6d88-4b6d-89ff-47481fa950b7/download/20260430.json","coletado_em":"2026-09-10T12:42:21Z","sha256_conteudo":"942e0abe4835fbd25edf0791c88dc6f1f6a6a3dff34fe95b96e58dba7d8d0640","base_legal":"Lei 9.610/98 art. 8o, IV; CPC art. 189; dataset STJ sob Creative Commons Atribuicao","nivel_sigilo":null},"registro_original_integral":true,"campos_identificadores_removidos":[],"formato_caminhos_removidos":"JSON Pointer"}
