{"schema":"wiki.casos-public-original.v1","id":129014,"origem":"stj","sha256_origem":"46e9a631d64eabfd0ff3cc61fed34d1b11612cb58c8e8d86eaca6e72a5e26e6e","registro_original":{"id_fonte":"953837","tribunal":"STJ","orgao_julgador":"QUARTA TURMA","classe":"AREsp","classe_descricao":"AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL","numero_processo":"2651033","numero_registro":"202401777680","relator":"JOÃO OTÁVIO DE NORONHA","data_julgamento":"2026-03-16","data_publicacao":"2026-03-19","tipo_decisao":"ACÓRDÃO","ementa":"DIREITO PRIVADO. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PLANO DE SAÚDE\n COLETIVO. OFERTA DE PLANO INDIVIDUAL. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL\n DESPROVIDO.\rI. CASO EM EXAME\r1. Agravo em recurso especial\n interposto contra decisão que inadmitiu o recurso especial com\n fundamento na Súmula n. 283 do STF.\r2. A controvérsia diz respeito a\n ação de obrigação de fazer com indenização por danos morais, visando\n restabelecimento de contrato de plano de saúde coletivo, manutenção\n de cobertura e custeio de tratamento médico. O valor da causa foi\n fixado em R$ 20.000,00.\r3. Na sentença, o Juízo de primeiro grau\n julgou parcialmente procedentes os pedidos, determinando a\n manutenção do contrato e o custeio do tratamento, sob multa diária,\n e fixou honorários advocatícios em 10% sobre o valor da causa.\r4. A\n Corte de origem manteve integralmente a sentença e negou provimento\n à apelação.\rII. QUESTÃO EM DISCUSSÃO\r5. Há quatro questões em\n discussão: (i) saber se há usurpação da competência da ANS, em\n violação dos arts. 1º e 4º, VII, XI e XXIII, da Lei n. 9.961/2000,\n pela imposição de oferta de plano individual; (ii) saber se houve\n aplicação equivocada do art. 13, parágrafo único, II, da Lei n.\n9.656/1998, a contrato coletivo; (iii) saber se a decisão contrariou\n os arts. 1º e 3º da Resolução n. 19/1999/CONSU ao determinar oferta\n de plano individual apenas às operadoras que comercializam tal\n modalidade; e (iv) saber se o acórdão violou o art. 8º da Resolução\n n. 438/2018/ANS ao admitir portabilidade de carências sem impor\n criação de produto individual.\rIII. RAZÕES DE DECIDIR\r6. É legítimo\n o juízo de admissibilidade que examina o mérito do recurso especial\n quanto aos pressupostos constitucionais, nos termos da Súmula n. 123\n do STJ e da jurisprudência da Corte.\r7. Não cabe, em recurso\n especial, análise de suposta ofensa a resoluções administrativas,\n por não se enquadrarem no conceito de lei federal.\r8. Incidem as\n Súmulas n. 283 e 284 do STF, pois o recurso não impugnou\n especificamente os fundamentos do acórdão que reconheceu a\n abusividade do cancelamento durante tratamento médico e determinou o\n restabelecimento do contrato.\r9. É vedado o reexame de cláusulas\n contratuais e de provas, atraindo os óbices das Súmulas n. 5 e 7 do\n STJ.\rIV. DISPOSITIVO E TESE\r10. Agravo em recurso especial\n desprovido.\rTese de julgamento: \"1. Não cabe, no recurso especial, a\n análise de alegada violação de resoluções administrativas. 2.\n Incidem as Súmulas n. 283 e 284 do STF quando no recurso especial\n não há impugnação específica dos fundamentos do acórdão recorrido.\n3. Incidem as Súmulas n. 5 e 7 do STJ, vedando o reexame de\n cláusulas contratuais e de provas\".\rDispositivos relevantes citados:\n Lei n. 9.961/2000, arts. 1º, 4º, VII, XI, XXIII; Lei n. 9.656/1998,\n art. 13, parágrafo único, II; CF, art. 105 III, a; CPC, arts. 85, §\n11, § 2º; CC, art. 421; CDC, art. 51, IV, § 1º, II,\n III.\rJurisprudência relevante citada: STF, Súmulas n. 283, 284; STJ,\n Súmulas n. 5, 7, 123; STJ, REsp n. 1.664.818/DF, relator Ministro Og\n Fernandes, Segunda Turma, julgado em 21/6/2022; STJ, AgInt no AREsp\n n. 1.760.002/PR, relator Ministro Luis Felipe Salomão, Quarta Turma,\n julgado em 9/5/2022; STJ, AgRg no AREsp n. 2.032.402/SP, relatora\n Ministra Laurita Vaz, Sexta Turma, julgado em 3/5/2022; STJ, AgInt\n no AgInt no AREsp n. 2.306.643/SP, relator Ministro Moura Ribeiro,\n Terceira Turma, julgado em 10/6/2024; STJ, AgInt no AREsp n.\n1.494.832/MG, relator Ministro Luis Felipe Salomão, Quarta Turma,\n julgado em 18/2/2020.","dispositivo":"Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas,\n acordam os Ministros da QUARTA TURMA do Superior Tribunal de\n Justiça, em Sessão Virtual de 10/03/2026 a 16/03/2026, por\n unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr.\n Ministro Relator.\rOs Srs. Ministros Raul Araújo, Maria Isabel\n Gallotti, Antonio Carlos Ferreira e Luís Carlos Gambogi\n(Desembargador Convocado do TJMG) votaram com o Sr. Ministro\n Relator.\rPresidiu o julgamento o Sr. Ministro João Otávio de\n Noronha.","inteiro_teor":"","inteiro_teor_url":"","dispositivos_citados_urn":[],"sumulas_citadas":[],"referencias_legislativas_brutas":[],"jurisprudencia_citada":"","tema":"","fonte_url":"https://dadosabertos.web.stj.jus.br/dataset/bab65848-f287-4146-8273-e58faee39ad2/resource/42c79bb3-6d88-4b6d-89ff-47481fa950b7/download/20260430.json","coletado_em":"2026-09-10T12:42:21Z","sha256_conteudo":"cacf3052fdfeb105aa0d1971a696de553050f2848069b3040e0fe33ae9ab68c3","base_legal":"Lei 9.610/98 art. 8o, IV; CPC art. 189; dataset STJ sob Creative Commons Atribuicao","nivel_sigilo":null}}
