{"schema":"wiki.casos-public-original.v1","id":129508,"origem":"stj","sha256_origem":"1eaaf6f534fa3c50a7b2eaa1c5b1be6c82296b60d697f1a24947dd8d789adcb6","registro_original":{"id_fonte":"954800","tribunal":"STJ","orgao_julgador":"QUARTA TURMA","classe":"AREsp","classe_descricao":"AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL","numero_processo":"2704800","numero_registro":"202402829204","relator":"JOÃO OTÁVIO DE NORONHA","data_julgamento":"2026-03-30","data_publicacao":"2026-04-08","tipo_decisao":"ACÓRDÃO","ementa":"DIREITO PRIVADO. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. INDENIZAÇÃO POR DANOS\n MORAIS DECORRENTES DE ACIDENTE AÉREO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO\n JURISDICIONAL AFASTADA E INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 7 DO STJ. AGRAVO EM\n RECURSO ESPECIAL CONHECIDO PARA CONHECER EM PARTE DO RECURSO\n ESPECIAL E NEGAR-LHE PROVIMENTO.\n I. CASO EM EXAME\n1. Agravo em recurso especial interposto contra decisão da\n Presidência da Seção de Direito Privado do Tribunal de Justiça do\n Estado de São Paulo que inadmitiu o recurso especial por\n inexistência de violação aos arts. 489 e 1.022 do CPC, deficiência\n de fundamentação quanto aos demais dispositivos, incidência da\n Súmula n. 7 do STJ e ausência de demonstração do dissídio\n jurisprudencial.\n2. A controvérsia decorre de ação de indenização por danos materiais\n e morais originada de acidente aéreo com morte de passageiro,\n envolvendo responsabilidade civil do proprietário da aeronave.\n3. Na sentença, o Juízo de primeiro grau julgou parcialmente\n procedente o pedido e condenou ao pagamento de indenização por danos\n morais no valor de R$ 300.000,00 para cada autor.\n4. A Corte de origem negou provimento à apelação do réu e manteve\n integralmente a condenação.\n II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO\n5. Há seis questões em discussão: (i) saber se houve negativa de\n prestação jurisdicional por violação aos arts. 1.022, I e II, e 489,\n§ 1º, IV, do CPC; (ii) saber se se afasta a responsabilidade civil\n objetiva e se há inexistência de ato ilícito; (iii) saber se há\n culpa concorrente da vítima; (iv) saber se o valor fixado a título\n de danos morais é excessivo; (v) saber se os juros moratórios\n incidem desde o evento danoso; e (vi) saber se há dissídio\n jurisprudencial devidamente demonstrado.\n III. RAZÕES DE DECIDIR\n6. Não ocorreu a ofensa aos arts. 1.022 e 489 do CPC, pois o acórdão\n enfrentou a preliminar e as questões de mérito, e os embargos de\n declaração foram rejeitados por inexistência de vícios.\n7. Incide a Súmula n. 7 do STJ para obstar o reexame de fatos e\n provas quanto à natureza do transporte, à ocorrência de ato ilícito,\n à culpa da vítima, ao nexo causal, ao enquadramento da\n responsabilidade como extracontratual e ao termo inicial dos juros.\n8. A revisão do valor dos danos morais somente é admitida quando\n irrisório ou exorbitante, hipótese não verificada.\n9. O dissídio jurisprudencial não foi demonstrado por ausência de\n cotejo analítico e de similitude fática, conforme art. 1.029, § 1º,\n do CPC e art. 255 do RISTJ.\n IV. DISPOSITIVO E TESE\n10. Agravo em recurso especial conhecido para conhecer em parte do\n recurso especial e negar-lhe provimento.\n Tese de julgamento: \"1. Não ocorreu a ofensa aos arts. 1.022 e 489\n do CPC. 2. Incide a Súmula n. 7 do STJ para vedar o revolvimento do\n conjunto fático-probatório sobre responsabilidade civil, culpa da\n vítima, nexo causal e termo inicial dos juros moratórios. 3. A\n revisão do valor dos danos morais apenas se admite quando irrisório\n ou exorbitante, o que não se verifica. 4. O dissídio jurisprudencial\n exige cotejo analítico com similitude fática, nos termos do art.\n1.029, § 1º, do CPC e do art. 255 do RISTJ\".\n Dispositivos relevantes citados: CPC, arts. 85, § 11, 369, 371, 373,\n489, 1.022 e 1.029, § 1º; CC, arts. 186, 392, 405, 406, 579, 736,\n884, 927 e 945; RISTJ, art. 255.\n Jurisprudência relevante citada: STJ, Súmula n. 7.","dispositivo":"Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas,\n acordam os Ministros da QUARTA TURMA do Superior Tribunal de\n Justiça, em Sessão Virtual de 24/03/2026 a 30/03/2026, por\n unanimidade, conhecer parcialmente do recurso, mas lhe negar\n provimento, nos termos do voto do Sr. Ministro João Otávio de\n Noronha.\n Os Srs. Ministros Raul Araújo, Maria Isabel Gallotti, Antonio Carlos\n Ferreira e Luís Carlos Gambogi (Desembargador Convocado do TJMG)\n votaram com o Sr. Ministro Relator.\n Presidiu o julgamento o Sr. Ministro João Otávio de Noronha.","inteiro_teor":"","inteiro_teor_url":"","dispositivos_citados_urn":[],"sumulas_citadas":[],"referencias_legislativas_brutas":[],"jurisprudencia_citada":"","tema":"","fonte_url":"https://dadosabertos.web.stj.jus.br/dataset/bab65848-f287-4146-8273-e58faee39ad2/resource/42c79bb3-6d88-4b6d-89ff-47481fa950b7/download/20260430.json","coletado_em":"2026-09-10T12:42:21Z","sha256_conteudo":"9047eb155502097bfebe16e4c87df0fd4544e6dd0760b9f74fa097d0e8bc5d67","base_legal":"Lei 9.610/98 art. 8o, IV; CPC art. 189; dataset STJ sob Creative Commons Atribuicao","nivel_sigilo":null}}
