# Registro público: STJ — 2978146

- **Origem:** stj
- **Órgão:** QUARTA TURMA
- **Classe:** AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL
- **Grau:** 
- **Data de julgamento:** 2026-03-30
- **Publicação:** 2026-04-07
- **Ajuizamento:** 
- **Página canônica da Wiki Jurídica:** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/129556/
- **Registro público da fonte (JSON):** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/129556.json
- **Fonte primária preservada:** STJ, dados abertos de acórdãos
- **SHA-256 da fonte preservada:** cad2e5acc5ba0c57f3fa5f05c8469169aaa535057fb9243fa9fcb8e72fdf2962

## Questão jurídica conforme a ementa oficial

AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DE REPETIÇÃO DE INDÉBITO. AGRAVO CONHECIDO. RECURSO ESPECIAL PARCIALMENTE CONHECIDO E DESPROVIDO. I. CASO EM EXAME 1. Agravo em recurso especial interposto contra decisão que inadmitiu recurso especial por ausência de violação legal e incidência das Súmulas n. 5 e 7, do STJ, 283 e 284, do STF. 2. A controvérsia tem origem em ação de repetição de indébito que busca a condenação do banco ao ressarcimento de valores transferidos da conta de pessoa jurídica supostamente sem autorização. A sentença julgou o pedido improcedente, por ausência de ilicitude e quebra do nexo causal, o que foi mantido pelo Tribunal a quo…

**Origem:** transcrição do STJ, sem tese jurídica inferida.

## Ementa

AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DE REPETIÇÃO DE INDÉBITO. AGRAVO
 CONHECIDO. RECURSO ESPECIAL PARCIALMENTE CONHECIDO E DESPROVIDO.
I.
 CASO EM EXAME
1. Agravo em recurso especial interposto contra
 decisão que inadmitiu recurso especial por ausência de violação
 legal e incidência das Súmulas n. 5 e 7, do STJ, 283 e 284, do
 STF.
2. A controvérsia tem origem em ação de repetição de indébito
 que busca a condenação do banco ao ressarcimento de valores
 transferidos da conta de pessoa jurídica supostamente sem
 autorização. A sentença julgou o pedido improcedente, por ausência
 de ilicitude e quebra do nexo causal, o que foi mantido pelo
 Tribunal a quo. No recurso especial, alegou-se negativa de prestação
 jurisdicional e a preclusão da discussão sobre a irregularidade da
 transferência, apta a afastar a responsabilidade do banco.
II.
 QUESTÃO EM DISCUSSÃO
3. Há duas questões em discussão: (i) saber se
 houve negativa de prestação jurisdicional pelo Tribunal a quo; (ii)
 verificar se há preclusão quanto à irregularidade da transferência
 por sócio sem poderes de representação.
III. RAZÕES DE DECIDIR
4. O
 Tribunal de origem examinou e decidiu, de modo claro, objetivo e
 fundamentado, as questões que delimitam a controvérsia, não
 ocorrendo nenhum vício que possa nulificar o acórdão recorrido.
5. O
 acórdão recorrido está alinhado à jurisprudência do STJ, que
 distingue a definição da pertinência subjetiva (legitimidade
 passiva), questão processual, do reconhecimento da existência ou da
 extensão da responsabilidade, matéria de mérito. Incidência da
 Súmula n. 83 do STJ.
6. Rever o entendimento do Tribunal de origem
 acerca das premissas firmadas com base na análise do acervo
 fático-probatório dos autos atrai a incidência da Súmula n. 7 do
 STJ.
7. A parte recorrente não atendeu aos requisitos formais para
 comprovação do dissídio jurisprudencial, inviabilizando o
 conhecimento do recurso especial.
8. A incidência da Súmula n. 7 do
 STJ quanto à interposição pela alínea a do permissivo constitucional
 também impede o conhecimento do recurso especial pela divergência
 jurisprudencial sobre a mesma questão.
IV. DISPOSITIVO E TESE
9.
 Agravo conhecido para conhecer parcialmente do recurso especial e,
 nessa extensão, negar-lhe provimento.
Tese de julgamento: "1.
 Inexiste negativa de prestação jurisdicional quando a Corte de
 origem examina e decide, de modo claro e objetivo, as questões que
 delimitam a controvérsia, não ocorrendo nenhum vício que possa
 nulificar o acórdão recorrido. 2. Não se conhece do recurso especial
 quando a orientação do Tribunal se firmou no mesmo sentido da
 decisão recorrida (Súmula n. 83 do STJ). 3. A pretensão de reexame
 de prova não enseja recurso especial (Súmula n. 7 do STJ). 4. A
 admissibilidade do recurso especial fundado na alínea c do
 permissivo constitucional depende do preenchimento dos requisitos
 essenciais para comprovação do dissídio pretoriano, conforme
 prescrições dos arts. 1.029, § 1º, do CPC e 255, § 1º, do
 RISTJ".
Dispositivos relevantes citados: CPC, arts. 489, 502, 505,
507, 1.022.
Jurisprudência relevante citada: STJ, AgRg no Ag n.
56.745/SP, relator Ministro Cesar Asfor Rocha, Primeira Turma,
 julgado em 16/11/1994; STJ, AgInt no AREsp n. 2.179.308/SP, relator
 Ministro Afrânio Vilela, Segunda Turma, julgado em 12/8/2024; STJ,
 AgInt nos EDcl no AREsp n. 1.528.474/DF, relator Ministro Raul
 Araújo, Quarta Turma, julgado em 13/5/2024; STJ, AgInt no AREsp n.
2.108.361/DF, relator Ministro Antonio Carlos Ferreira, Quarta
 Turma, julgado em 19/9/2022; STJ, REsp n. 1.698.774/RS, relatora
 Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, julgado em 1º/9/2020; STJ,
 REsp n. 2.020.031/SP, relatora Ministra Nancy Andrighi, Terceira
 Turma, julgado em 7/11/2023; STJ, AgInt nos EDcl no AREsp n.
2.531.833/SP, relator Ministro Francisco Falcão, Segunda Turma,
 julgado em 18/12/2024.

## Dispositivo / resultado textual

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas,
 acordam os Ministros da QUARTA TURMA do Superior Tribunal de
 Justiça, em Sessão Virtual de 24/03/2026 a 30/03/2026, por
 unanimidade, conhecer parcialmente do recurso, mas lhe negar
 provimento, nos termos do voto do Sr. Ministro João Otávio de
 Noronha.
Os Srs. Ministros Raul Araújo, Maria Isabel Gallotti,
 Antonio Carlos Ferreira e Luís Carlos Gambogi (Desembargador
 Convocado do TJMG) votaram com o Sr. Ministro Relator.
Presidiu o
 julgamento o Sr. Ministro João Otávio de Noronha.

## Referências extraídas



**Limite documental:** Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.


## Navegação contextual


**Nota:** processos com a mesma classificação ou norma podem ter fatos, fundamentos e desfechos divergentes. Ato/andamento não prova vitória, derrota ou trânsito em julgado.
