# Registro público: STJ — 2149345

- **Origem:** stj
- **Órgão:** QUARTA TURMA
- **Classe:** RECURSO ESPECIAL
- **Grau:** 
- **Data de julgamento:** 2026-04-22
- **Publicação:** 2026-04-27
- **Ajuizamento:** 
- **Página canônica da Wiki Jurídica:** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/130075/
- **Registro público da fonte (JSON):** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/130075.json
- **Fonte primária preservada:** STJ, dados abertos de acórdãos
- **SHA-256 da fonte preservada:** 29c07501515f7429783e6bec56dc98f1834556003bdd263fb59c1a38d3525e30

## Origem do registro no STJ

[Conjunto de dados oficial do STJ](<https://dadosabertos.web.stj.jus.br/dataset/bab65848-f287-4146-8273-e58faee39ad2/resource/42c79bb3-6d88-4b6d-89ff-47481fa950b7/download/20260430.json>)
- **Identificador na fonte:** 956333
- **Número de registro na fonte:** 202402075838
- **Coleta informada no registro:** 2026-09-10T12:42:21Z

## Quadro documental do acórdão — seções oficiais da ementa

**Origem:** texto literal do STJ, sem inferência de fundamentos.

### I. CASO EM EXAME

1. Recurso especial interposto contra acórdão estadual que manteve
 integralmente a sentença de parcial procedência em ação de
 arbitramento e cobrança de honorários advocatícios, com majoração de
 honorários sucumbenciais em grau recursal.
 2. A controvérsia envolve arbitramento judicial de honorários
 contratuais e sucumbenciais após revogação do mandato em contrato
 que prevê remuneração por fases processuais.
 3. Na sentença, o Juízo de primeiro grau extinguiu o processo em
 relação a um autor por ilegitimidade ativa e julgou parcialmente
 procedentes os pedidos em relação à sociedade de advocacia,
 condenando o banco ao pagamento de honorários contratuais, com
 correção pelo INPC desde o protocolo da manifestação na ação de
 exibição e juros de 1% ao mês desde a citação; houve sucumbência
 recíproca com honorários de 10% sobre o valor da condenação,
 rateados.
 4. A Corte de origem manteve integralmente a sentença, reputando
 inaplicável o art. 22, § 2º, da Lei n. 8.906/1994 diante da
 existência de contrato com remuneração por fases, e majorou os
 honorários sucumbenciais em 2% a título de honorários recursais.

### II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO

5. Há duas questões em discussão: (i) saber se o art. 22, § 2º, da
 Lei n. 8.906/1994 autoriza o arbitramento judicial de honorários
 quando existe contrato escrito com critérios de remuneração por
 fases e houve rescisão unilateral; e (ii) saber se há dissídio
 jurisprudencial devidamente demonstrado nos termos do art. 1.029, §
 1º, do CPC e do art. 255, § 1º, do RISTJ.

### III. RAZÕES DE DECIDIR

6. Incidem as Súmulas n. 5 e 7 do STJ para obstar o conhecimento do
 recurso especial quanto ao arbitramento, pois a conclusão local se
 funda na interpretação das cláusulas contratuais e no contexto
 fático-probatório acerca dos critérios de remuneração por fases.
 7. Aplica-se a Súmula n. 83 do STJ, porque o entendimento do
 Tribunal de origem está em consonância com a orientação desta Corte,
 segundo a qual o arbitramento do art. 22, § 2º, da Lei n.
 8.906/1994 tem natureza supletiva e não incide quando há estipulação
 contratual prévia de honorários.
 8. O dissídio jurisprudencial não foi demonstrado, por ausência de
 indicação de repositório autorizado, de juntada do inteiro teor e de
 cotejo analítico com similitude fática, nos termos do art. 1.029, §
 1º, do CPC e do art. 255, § 1º, do RISTJ; ademais, a apreciação
 fica prejudicada pela incidência dos óbices sumulares já
 mencionados.

### IV. DISPOSITIVO E TESE

9. Recurso especial não conhecido.
 Tese de julgamento: "1. Incidem as Súmulas n. 5 e 7 do STJ para
 afastar o conhecimento do recurso especial que demanda interpretação
 de cláusulas contratuais e reexame do contexto fático-probatório
 sobre critérios de remuneração por fases em contrato de honorários
 advocatícios. 2. Aplica-se a Súmula n. 83 do STJ quando o acórdão
 recorrido está alinhado à jurisprudência que confere natureza
 supletiva ao arbitramento do art. 22, § 2º, da Lei n. 8.906/1994. 3.
 Do dissídio jurisprudencial não se conhece sem a demonstração dos
 requisitos do art. 1.029, § 1º, do CPC e do art. 255, § 1º, do
 RISTJ, sendo, ademais, prejudicado pelos óbices sumulares."
 Dispositivos relevantes citados: Lei n. 8.906/1994, art. 22, § 2º;
 Constituição Federal, art. 105, III, a e c; CPC, arts. 85, § 11, e
 1.029, § 1º; RISTJ, art. 255, § 1º.
 Jurisprudência relevante citada: STJ, Súmulas n. 5, 7 e 83; STJ,
 AgInt nos EDcl no REsp n. 1572609/MT, relator Ministro Luis Felipe
 Salomão, Quarta Turma, julgados em 28/3/2022; STJ, AgInt no REsp n.
 2144342/SP, relator Ministro Marco Buzzi, Quarta Turma, julgado em
 4/11/2024; STJ, AgRg no AREsp n. 16.879/SP, relator Ministro
 Humberto Martins, Segunda Turma, julgado em 27/4/2012; STJ, AgInt no
 AREsp n. 1.898.375/RS, relator Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva,
 Terceira Turma, julgado em 30/6/2022; STJ, AgInt no AREsp n.
 1.611.756/GO, relator Ministro Raul Araújo, Quarta Turma, julgado em
 1/9/2022.

## Ementa

DIREITO PRIVADO. RECURSO ESPECIAL. HONORÁRIOS ADVOGATÍCIOS
 CONTRATUAIS. ARBITRAMENTO. RESCISÃO DE MANDATO. INAPLICABILIDADE DO
 ART. 22, § 2º, DA LEI N. 8.906/1994. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS N. 5, 7
 E 83 DO STJ. DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL NÃO DEMONSTRADO. RECURSO
 ESPECIAL NÃO CONHECIDO.
 I. CASO EM EXAME
 1. Recurso especial interposto contra acórdão estadual que manteve
 integralmente a sentença de parcial procedência em ação de
 arbitramento e cobrança de honorários advocatícios, com majoração de
 honorários sucumbenciais em grau recursal.
 2. A controvérsia envolve arbitramento judicial de honorários
 contratuais e sucumbenciais após revogação do mandato em contrato
 que prevê remuneração por fases processuais.
 3. Na sentença, o Juízo de primeiro grau extinguiu o processo em
 relação a um autor por ilegitimidade ativa e julgou parcialmente
 procedentes os pedidos em relação à sociedade de advocacia,
 condenando o banco ao pagamento de honorários contratuais, com
 correção pelo INPC desde o protocolo da manifestação na ação de
 exibição e juros de 1% ao mês desde a citação; houve sucumbência
 recíproca com honorários de 10% sobre o valor da condenação,
 rateados.
 4. A Corte de origem manteve integralmente a sentença, reputando
 inaplicável o art. 22, § 2º, da Lei n. 8.906/1994 diante da
 existência de contrato com remuneração por fases, e majorou os
 honorários sucumbenciais em 2% a título de honorários recursais.
 II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO
 5. Há duas questões em discussão: (i) saber se o art. 22, § 2º, da
 Lei n. 8.906/1994 autoriza o arbitramento judicial de honorários
 quando existe contrato escrito com critérios de remuneração por
 fases e houve rescisão unilateral; e (ii) saber se há dissídio
 jurisprudencial devidamente demonstrado nos termos do art. 1.029, §
 1º, do CPC e do art. 255, § 1º, do RISTJ.
 III. RAZÕES DE DECIDIR
 6. Incidem as Súmulas n. 5 e 7 do STJ para obstar o conhecimento do
 recurso especial quanto ao arbitramento, pois a conclusão local se
 funda na interpretação das cláusulas contratuais e no contexto
 fático-probatório acerca dos critérios de remuneração por fases.
 7. Aplica-se a Súmula n. 83 do STJ, porque o entendimento do
 Tribunal de origem está em consonância com a orientação desta Corte,
 segundo a qual o arbitramento do art. 22, § 2º, da Lei n.
 8.906/1994 tem natureza supletiva e não incide quando há estipulação
 contratual prévia de honorários.
 8. O dissídio jurisprudencial não foi demonstrado, por ausência de
 indicação de repositório autorizado, de juntada do inteiro teor e de
 cotejo analítico com similitude fática, nos termos do art. 1.029, §
 1º, do CPC e do art. 255, § 1º, do RISTJ; ademais, a apreciação
 fica prejudicada pela incidência dos óbices sumulares já
 mencionados.
 IV. DISPOSITIVO E TESE
 9. Recurso especial não conhecido.
 Tese de julgamento: "1. Incidem as Súmulas n. 5 e 7 do STJ para
 afastar o conhecimento do recurso especial que demanda interpretação
 de cláusulas contratuais e reexame do contexto fático-probatório
 sobre critérios de remuneração por fases em contrato de honorários
 advocatícios. 2. Aplica-se a Súmula n. 83 do STJ quando o acórdão
 recorrido está alinhado à jurisprudência que confere natureza
 supletiva ao arbitramento do art. 22, § 2º, da Lei n. 8.906/1994. 3.
 Do dissídio jurisprudencial não se conhece sem a demonstração dos
 requisitos do art. 1.029, § 1º, do CPC e do art. 255, § 1º, do
 RISTJ, sendo, ademais, prejudicado pelos óbices sumulares."
 Dispositivos relevantes citados: Lei n. 8.906/1994, art. 22, § 2º;
 Constituição Federal, art. 105, III, a e c; CPC, arts. 85, § 11, e
 1.029, § 1º; RISTJ, art. 255, § 1º.
 Jurisprudência relevante citada: STJ, Súmulas n. 5, 7 e 83; STJ,
 AgInt nos EDcl no REsp n. 1572609/MT, relator Ministro Luis Felipe
 Salomão, Quarta Turma, julgados em 28/3/2022; STJ, AgInt no REsp n.
 2144342/SP, relator Ministro Marco Buzzi, Quarta Turma, julgado em
 4/11/2024; STJ, AgRg no AREsp n. 16.879/SP, relator Ministro
 Humberto Martins, Segunda Turma, julgado em 27/4/2012; STJ, AgInt no
 AREsp n. 1.898.375/RS, relator Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva,
 Terceira Turma, julgado em 30/6/2022; STJ, AgInt no AREsp n.
 1.611.756/GO, relator Ministro Raul Araújo, Quarta Turma, julgado em
 1/9/2022.

## Dispositivo / resultado textual

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas,
 acordam os Ministros da QUARTA TURMA do Superior Tribunal de
 Justiça, em Sessão Virtual de 14/04/2026 a 22/04/2026, por
 unanimidade, não conhecer do recurso, nos termos do voto do Sr.
 Ministro Relator.
 Os Srs. Ministros Raul Araújo, Maria Isabel Gallotti, Antonio Carlos
 Ferreira e Luís Carlos Gambogi (Desembargador Convocado do TJMG)
 votaram com o Sr. Ministro Relator.
 Presidiu o julgamento o Sr. Ministro João Otávio de Noronha.

## Referências extraídas

urn:lex:br:federal:lei:1994-07-04;8906!art22_par2, urn:lex:br:federal:lei:2015-03-16;13105!art1029_par1

## Jurisprudência citada pela fonte STJ

(ARBITRAMENTO JUDICIAL - REMUNERAÇÃO PELOS SERVIÇOS ADVOCATÍCIOS
 PRESTADOS - INEXISTÊNCIA DE ESTIPULAÇÃO PRÉVIA)
    STJ - <<AgInt nos EDcl no REsp 1572609>>-MT,
          <<AgInt no REsp 2144342>>-SP
 (DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL - ÓBICE SUMULAR - SIMILITUDE FÁTICA)
    STJ - <<AgRg no AREsp 16879>>-SP, <<AgInt no AREsp 1898375>>-RS,
          <<AgInt no AREsp 1866385>>-DF,
          <<AgInt no AREsp 1611756>>-GO

## Súmulas citadas

- STJ:5

## Referências legislativas textuais

- LEG:FED LEI:008906 ANO:1994
 *****  EOAB-94    ESTATUTO DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL DE 1994
         ART:00022 PAR:00002
- LEG:FED LEI:013105 ANO:2015
 *****  CPC-15    CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015
         ART:01029 PAR:00001
- LEG:FED SUM:****** ANO:****
 *****  SUM(STJ)    SÚMULA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
         SUM:000005 SUM:000007 SUM:000083
- LEG:FED RGI:****** ANO:1989
 *****  RISTJ-89    REGIMENTO INTERNO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
         ART:00255 PAR:00001

**Limite documental:** Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.


## Navegação contextual

- [Decisões que citam urn:lex:br:federal:lei:1994-07-04;8906!art22_par2](https://wikijuridica.com.br/casos/dispositivo/?urn=urn%3Alex%3Abr%3Afederal%3Alei%3A1994-07-04%3B8906%21art22_par2)
- [Decisões que citam urn:lex:br:federal:lei:2015-03-16;13105!art1029_par1](https://wikijuridica.com.br/casos/dispositivo/?urn=urn%3Alex%3Abr%3Afederal%3Alei%3A2015-03-16%3B13105%21art1029_par1)

**Nota:** processos com a mesma classificação ou norma podem ter fatos, fundamentos e desfechos divergentes. Ato/andamento não prova vitória, derrota ou trânsito em julgado.

## Relações com outros documentos

As relações com outros casos e textos estão temporariamente indisponíveis. A consulta não foi concluída; isso não significa que não existam relações.

## Comentário de Rafael Toledo

Análise autoral de leitura documental, separada do teor oficial.

Neste registro, o processo 2149345 no STJ está identificado por “RECURSO ESPECIAL”. Esse é o dado documental disponível para orientar a leitura. O campo de assunto não está informado nesta representação, de modo que não o completo por aproximação com outros processos.

O órgão indicado é “QUARTA TURMA”. Esse vínculo permite localizar a unidade registrada e acompanhar seus atos. A identificação do órgão não informa, por si, o conteúdo de uma decisão ou o acolhimento de um pedido.

A ementa deste acórdão organiza a exposição em “I. CASO EM EXAME”; “II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO”; “III. RAZÕES DE DECIDIR”; “IV. DISPOSITIVO E TESE”. Essa estrutura permite separar a questão apresentada, a fundamentação descrita e o dispositivo. Um trecho isolado precisa ser confrontado com as demais seções do mesmo acórdão.

O registro disponível não contém o inteiro teor do voto. Por isso, este comentário se limita à organização da fonte publicada; argumentos, fatos ou ressalvas ausentes não são reconstruídos como se fossem afirmações do tribunal.

[Fonte oficial que sustenta este comentário](<https://dadosabertos.web.stj.jus.br/dataset/bab65848-f287-4146-8273-e58faee39ad2/resource/42c79bb3-6d88-4b6d-89ff-47481fa950b7/download/20260430.json>)

- **Autoria do comentário:** Rafael Toledo
- **Versão do produtor:** 2026-10-22.1
- **SHA-256 da fonte:** 29c07501515f7429783e6bec56dc98f1834556003bdd263fb59c1a38d3525e30
- **SHA-256 do comentário:** bf5b18c2e2d7035666d47dc27be56f1fc2c190aa71d96e3921cbec889c7ae96c
