{"schema":"wiki.casos-public-original.v1","id":131469,"origem":"stj","sha256_origem":"a8a929def50e1834485a0431d5ca0139275e11ae73e0070f8dba105eee46d97c","registro_original":{"id_fonte":"957988","tribunal":"STJ","orgao_julgador":"TERCEIRA TURMA","classe":"AREsp","classe_descricao":"AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL","numero_processo":"3107995","numero_registro":"202504490576","relator":"MOURA RIBEIRO","data_julgamento":"2026-05-04","data_publicacao":"2026-05-08","tipo_decisao":"ACÓRDÃO","ementa":"PROCESSUAL CIVIL E CIVIL. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. EMBARGOS DE\n TERCEIRO. CONSTRUÇÃO EM TERRENO ALHEIO. ACESSÃO. BOA-FÉ RECONHECIDA\n PELA INSTÂNCIA ORDINÁRIA. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL (ARTS.\n 1.022 E 489 DO CPC). INEXISTÊNCIA. ILEGITIMIDADE PASSIVA E\n DENUNCIAÇÃO DA LIDE. AFASTAMENTO. ART. 125 DO CPC. COMPENSAÇÃO DA\n INDENIZAÇÃO POR ACESSÃO COM ALUGUÉIS/TAXA DE OCUPAÇÃO E CUSTOS DE\n DEMOLIÇÃO/REGULARIZAÇÃO. INADEQUAÇÃO. REEXAME FÁTICO-PROBATÓRIO.\n ÓBICE DA SÚMULA 7/STJ. AGRAVO CONHECIDO. RECURSO ESPECIAL CONHECIDO\n EM PARTE E, NESSA EXTENSÃO, NÃO PROVIDO.\n 1. Agravo em recurso especial interposto contra decisão de\n inadmissão do recurso especial em ação de embargos de terceiro que\n reconheceu a boa-fé da possuidora, fixou indenização pelas acessões\n e assegurou direito de retenção, mantendo a ilegitimidade passiva\n afastada e indeferindo a denunciação à lide.\n 2. O objetivo recursal é decidir se (i) houve negativa de prestação\n jurisdicional por violação dos arts. 1.022 e 489, § 1º, VI, do CPC;\n (ii) é possível afastar a indenização por acessão com fundamento em\n posse de má-fé (art. 1.216 do CC); (iii) cabe compensação da\n indenização por acessão com aluguéis/taxa de ocupação e custos de\n demolição/regularização (art. 1.221 do CC); (iv) deve ser\n reconhecida a ilegitimidade passiva e determinada a denunciação à\n lide, com responsabilização do alienante originário.\n 3. Não se caracteriza negativa de prestação jurisdicional quando o\n acórdão enfrenta, de modo suficiente, a legitimidade passiva, a\n facultatividade da denunciação da lide (art. 125 do CPC) e a\n rejeição da compensação e da alegada irregularidade da obra,\n preservando a conclusão sobre boa-fé e o regime jurídico da acessão.\n 4. Afastada, pelas instâncias ordinárias, a má-fé do possuidor e\n validado o laudo que comprova a construção de boa-fé, é inviável\n requalificar a posse, desconstituir a prova técnica ou atribuir\n má-fé objetiva, por demandar revolvimento do acervo\n fático-probatório (Súmula 7/STJ).\n 5. A tese de compensação entre indenização por acessão e\n aluguéis/taxa de ocupação ou custos de demolição/regularização não\n se harmoniza com o enquadramento jurídico de construção de boa-fé em\n terreno alheio, que assegura indenização e direito de retenção, sem\n amparo, no caso, para deduções pretendidas.\n 6. Denunciação da lide é faculdade processual e não condição para o\n julgamento da causa (art. 125 do CPC); a legitimidade passiva foi\n corretamente afirmada no acórdão, sendo incabível, na via especial,\n examinar responsabilidade do terceiro alienante à margem do quadro\n fático fixado.\n 7. Agravo conhecido. Recurso especial conhecido em parte e, nessa\n extensão, não provido.","dispositivo":"Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas,\n acordam os Ministros da TERCEIRA TURMA do Superior Tribunal de\n Justiça, em Sessão Virtual de 28/04/2026 a 04/05/2026, por\n unanimidade, conhecer parcialmente do recurso, mas lhe negar\n provimento, nos termos do voto do Sr. Ministro Moura Ribeiro.\n Os Srs. Ministros Daniela Teixeira, Nancy Andrighi, Humberto Martins\n e Ricardo Villas Bôas Cueva votaram com o Sr. Ministro Relator.\n Presidiu o julgamento a Sra. Ministra Daniela Teixeira.","inteiro_teor":"","inteiro_teor_url":"","dispositivos_citados_urn":[],"sumulas_citadas":[],"referencias_legislativas_brutas":[],"jurisprudencia_citada":"","tema":"","fonte_url":"https://dadosabertos.web.stj.jus.br/dataset/74a99dea-a197-4d73-a169-d8c8f8f0b175/resource/a8036870-52e8-4784-9180-7155443b02a5/download/20260531.json","coletado_em":"2026-09-09T12:52:51Z","sha256_conteudo":"8f9fdfed9ce8f3bd6d3c5dec940861c91786afc454613ece78d6bf8f6170d329","base_legal":"Lei 9.610/98 art. 8o, IV; CPC art. 189; dataset STJ sob Creative Commons Atribuicao","nivel_sigilo":null},"registro_original_integral":true,"qualidade_textual":{"schema":"wiki.casos-qualidade-textual.v1","verificacao":"presenca_de_U+FFFD","escopo":"chaves_e_valores_da_representacao_publica","sha256_fonte_preservada":"a8a929def50e1834485a0431d5ca0139275e11ae73e0070f8dba105eee46d97c","tem_alerta":false,"ocorrencias":0,"campos_afetados":0,"caminhos":[],"formato_caminhos":"JSON Pointer relativo ao registro público","caminhos_omitidos":0,"limite_caminhos":128,"origem_da_substituicao":"nao_determinada_por_esta_verificacao","aviso":""},"campos_identificadores_removidos":[],"formato_caminhos_removidos":"JSON Pointer"}
