{"schema":"wiki.casos-public-original.v1","id":135997,"origem":"stj","sha256_origem":"3695ecd8c6341aadd789c676d2d7fe590f5d0646daaabafa830a9e3e9c082d97","registro_original":{"id_fonte":"1437818","tribunal":"STJ","orgao_julgador":"TERCEIRA TURMA","classe":"AgInt no REsp","classe_descricao":"AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL","numero_processo":"2211587","numero_registro":"202403921641","relator":"DANIELA TEIXEIRA","data_julgamento":"2026-06-15","data_publicacao":"2026-06-18","tipo_decisao":"ACÓRDÃO","ementa":"DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO. RECURSO ESPECIAL.\n DEFICIÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULA CONTRATUAL.\n CLÁUSULA DE ELEIÇÃO DE FORO. ÓBICES DAS SÚMULAS N. 284/STF E 5/STJ.\n DIVERGÊNCIA PREJUDICADA E NÃO IMPUGNADA. MULTA DO ART. 1.021, § 4º,\n DO CPC. NÃO INCIDÊNCIA. AGRAVO INTERNO NÃO PROVIDO.\n I. Caso em exame\n 1. Agravo interno interposto contra decisão monocrática que não\n conheceu de recurso especial por incidência dos óbices da Súmula n.\n 284/STF quanto aos arts. 489, IV, e 926 do CPC e da Súmula n. 5/STJ\n quanto aos arts. 435 do CC, 9º e 12 da LINDB e 21, I e II, 22, II e\n 25 do CPC, prejudicando a análise da divergência jurisprudencial\n pela alínea \"c\".\n 2. Os agravantes sustentam omissão do acórdão quanto à competência\n da Justiça Brasileira (art. 21, I e II, do CPC), a inaplicabilidade\n do óbice da Súmula n. 5/STJ por versar tese jurídica sobre a\n restrição do art. 25 do CPC e renova insurgência. A parte pleiteia\n pela manutenção da decisão agravada e requer aplicação da multa do\n art. 1.021, § 4º, do CPC.\n II. Questão em discussão\n 3. A questão em discussão consiste em saber: (i) se o recurso\n especial apresentou fundamentação suficiente, de modo a afastar o\n óbice da Súmula n. 284/STF relativamente aos arts. 489, IV e VI, e\n 926 do CPC; (ii) se a controvérsia submetida no recurso especial\n demanda interpretação de cláusulas contratuais (eleição de lei e\n foro estrangeiros), atraindo a incidência da Súmula n. 5/STJ e\n inviabilizando o exame dos arts. 435 do CC, 9º e 12 da LINDB e 21, I\n e II, 22, II e 25 do CPC; e (iii) se é cabível a multa do art.\n 1.021, § 4º, do CPC e a majoração de honorários recursais nos termos\n do art. 85, § 11, do CPC.\n III. Razões de decidir\n 4. Em relação à alegada negativa de vigência aos arts. 489, IV, e\n 926 do CPC, nas razões do recurso especial interposto pelos\n agravantes não se deixa extrair de modo claro de que forma a alegada\n omissão quanto ao precedente invocado, de Corte local, seria\n relevante para o deslinde da controvérsia. Esses dispositivos,\n isoladamente considerados, não têm comando normativo suficiente para\n viabilizar a análise da pretensão recursal relativa à alegada\n negativa de vigência dessas normas, circunstância que atrai a\n incidência da Súmula n. 284/STF.\n 5. No agravo interno, a insurgência foi renovada com indicação de\n omissão do Tribunal de origem e violação ao artigo 1.022 do CPC,\n dispositivo que não foi mencionado no recurso especial, configurando\n vedada inovação recursal. Consigne-se, ainda, que o fundamento da\n decisão agravada consubstanciado no não conhecimento da pretensão\n recursal veiculada sob o prisma da alínea \"c\" do permisso\n constitucional não foi impugnado no agravo interno, operando-se a\n preclusão da matéria.\n 6. Em relação aos art. 435 CC, 9 e 12 da LINDB, e 21, 22 e 25 do\n CPC, a questão esbarra no óbice da Súmula n. 5/STJ, visto que ao\n interpretar as cláusulas contratuais 15.1 e 15.2, o Tribunal de\n origem concluiu que as partes estipularam a aplicação das leis do\n Estado de Nova Iorque ao contrato, com a eleição do foro nesse local\n de forma exclusiva, renunciando a qualquer outro. A pretensão de\n rever o entendimento estabelecido pela Corte local quanto ao\n conteúdo contratual é incompatível com o escopo do recurso especial.\n 7. A multa do art. 1.021, § 4º, do CPC não é automática e pressupõe\n agravo interno manifestamente inadmissível ou protelatório, quadro\n não evidenciado.\n IV. Dispositivo\n 8. Agravo interno não provido.","dispositivo":"Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas,\n acordam os Ministros da TERCEIRA TURMA do Superior Tribunal de\n Justiça, em Sessão Virtual de 09/06/2026 a 15/06/2026, por\n unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Sra.\n Ministra Relatora.\n Os Srs. Ministros Humberto Martins, Ricardo Villas Bôas Cueva e\n Moura Ribeiro votaram com a Sra. Ministra Relatora.\n Presidiu o julgamento a Sra. Ministra Daniela Teixeira.\n Não participou do julgamento a Sra. Ministra Nancy Andrighi.","inteiro_teor":"","inteiro_teor_url":"","dispositivos_citados_urn":[],"sumulas_citadas":[],"referencias_legislativas_brutas":[],"jurisprudencia_citada":"","tema":"","fonte_url":"https://dadosabertos.web.stj.jus.br/dataset/74a99dea-a197-4d73-a169-d8c8f8f0b175/resource/e307c28b-8e6b-4af6-832e-6c3415092b76/download/20260630.json","coletado_em":"2026-09-09T12:52:51Z","sha256_conteudo":"151cbe685d5ebb5f89fe47bbec4cb0bd1fa071b867a383ea81ede8c1336389a9","base_legal":"Lei 9.610/98 art. 8o, IV; CPC art. 189; dataset STJ sob Creative Commons Atribuicao","nivel_sigilo":null},"registro_original_integral":true,"campos_identificadores_removidos":[],"formato_caminhos_removidos":"JSON Pointer"}
