{"schema":"wiki.casos-public-original.v1","id":138261,"origem":"stj","sha256_origem":"400cf7206bfce35912fc8747723bdb4233949929db71b6d40c4a0e78aed09262","registro_original":{"id_fonte":"1057244","tribunal":"STJ","orgao_julgador":"QUARTA TURMA","classe":"AgInt no AREsp","classe_descricao":"AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL","numero_processo":"2891296","numero_registro":"202501022694","relator":"MARIA ISABEL GALLOTTI","data_julgamento":"2026-06-01","data_publicacao":"2026-06-08","tipo_decisao":"ACÓRDÃO","ementa":"AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PROCESSUAL CIVIL E\n CIVIL. SÚMULA 7/STJ. INAPLICABILIDADE. RESPONSABILIDADE CIVIL. ERRO\n MÉDICO. PERDA DE UMA CHANCE. NEXO CAUSAL NÃO DEMONSTRADO. DANOS\n MORAIS EM RICOCHETE. NÃO CABIMENTO.\n 1. Nos termos da jurisprudência já consolidada desta Corte, a\n análise do recurso especial não esbarra no óbice previsto na Súmula\n 7, do STJ, quando se exige somente o reenquadramento jurídico das\n circunstâncias de fato expressamente descritas no acórdão recorrido.\n 2. Conforme o entendimento deste Superior Tribunal de Justiça, para\n que se configure a responsabilidade por perda de uma chance, é\n necessário que se demonstre o liame causal entre a conduta médica -\n omissiva ou comissiva - e a efetiva diminuição da probabilidade de\n diagnóstico e tratamento da patologia do paciente. Precedentes.\n 3. No caso em exame, o perito judicial foi categórico ao concluir,\n em seu laudo, que não é possível afirmar que a paciente teria\n apresentado evolução diversa caso o diagnóstico tivesse sido\n realizado em momento anterior. Desse modo, resta afastada a\n configuração de perda de uma chance.\n 4. Por conseguinte, inexistindo comprovação de perda de uma chance\n de melhores perspectivas terapêuticas pela genitora da agravada,\n afasta-se também a pretensão de indenização por danos morais\n reflexos (em ricochete) por ela pleiteada.\n 5. Agravo interno a que se dá provimento, a fim de dar provimento ao\n recurso especial.","dispositivo":"Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas,\n acordam os Ministros da QUARTA TURMA do Superior Tribunal de\n Justiça, em Sessão Virtual de 26/05/2026 a 01/06/2026, por\n unanimidade, dar provimento ao recurso, nos termos do voto da Sra.\n Ministra Relatora.\n Os Srs. Ministros Antonio Carlos Ferreira, Luís Carlos Gambogi\n (Desembargador Convocado do TJMG), João Otávio de Noronha e Raul\n Araújo votaram com a Sra. Ministra Relatora.\n Presidiu o julgamento o Sr. Ministro João Otávio de Noronha.","inteiro_teor":"","inteiro_teor_url":"","dispositivos_citados_urn":[],"sumulas_citadas":[],"referencias_legislativas_brutas":[],"jurisprudencia_citada":"","tema":"","fonte_url":"https://dadosabertos.web.stj.jus.br/dataset/bab65848-f287-4146-8273-e58faee39ad2/resource/b7501efc-a9b5-4c69-a84f-c2b7c6340789/download/20260630.json","coletado_em":"2026-09-10T12:42:21Z","sha256_conteudo":"a3b7c6be1ce35aafe50c06fbb567016e014a23bf2da67bb4ecdd6df97745a4f1","base_legal":"Lei 9.610/98 art. 8o, IV; CPC art. 189; dataset STJ sob Creative Commons Atribuicao","nivel_sigilo":null}}
