{"schema":"wiki.casos-public-original.v1","id":140028,"origem":"stj","sha256_origem":"19c4cf413fa2081dd96592152fb575bad334c20f1749c9eaa363b53b965e50ef","registro_original":{"id_fonte":"1436348","tribunal":"STJ","orgao_julgador":"QUARTA TURMA","classe":"AREsp","classe_descricao":"AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL","numero_processo":"3100567","numero_registro":"202504401417","relator":"RAUL ARAÚJO","data_julgamento":"2026-06-08","data_publicacao":"2026-06-12","tipo_decisao":"ACÓRDÃO","ementa":"PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DECLARATÓRIA DE\n INEXISTÊNCIA DE CONTRATO C/C REPETIÇÃO DE INDÉBITO E REPARAÇÃO POR\n DANOS MORAIS. DESCONTO INDEVIDO DE ANUIDADE DE CARTÃO DE CRÉDITO EM\n CONTA CORRENTE. NULIDADE DA CONTRATAÇÃO RECONHECIDA. INEXISTÊNCIA DE\n DANO MORAL IN RE IPSA. SÚMULA 83 DO STJ. AGRAVO CONHECIDO. RECURSO\n ESPECIAL DESPROVIDO.\n 1. Esta Corte Superior entende que o simples saque ou desconto\n indevido em conta corrente não caracteriza automaticamente dano\n moral. Contudo, dependendo das circunstâncias específicas do caso,\n esse dano pode ser reconhecido se houver comprovação de violação\n relevante a algum direito da personalidade do titular da conta, o\n que não foi reconhecido pelas instâncias originárias, no caso dos\n autos. Precedentes.\n 2. No caso, a Corte de origem afastou o dever de reparação por danos\n morais, tendo em vista que os descontos impugnados foram nos\n valores de R$ 1,67, R$ 14,94 e R$ 17,27, portanto, em montantes não\n expressivos, mesmo considerada a modesta condição financeira alegada\n pelo apelante. Concluiu, assim, que, \"não obstante reconhecida a\n falha na prestação do serviço, tal fato, por si só, sem demonstração\n efetiva do constrangimento supostamente vivenciado ou de qualquer\n outra repercussão na esfera extrapatrimonial, não configura dano\n moral in re ipsa, de vez que imprescindível a prova do prejuízo\n moral suportado pelo consumidor, inexistente na hipótese em exame\".\n Incidência da Súmula 83 do STJ.\n 3. Agravo conhecido. Recurso especial desprovido.","dispositivo":"Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas,\n acordam os Ministros da QUARTA TURMA do Superior Tribunal de\n Justiça, em Sessão Virtual de 02/06/2026 a 08/06/2026, por\n unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr.\n Ministro Relator.\n Os Srs. Ministros Maria Isabel Gallotti, Antonio Carlos Ferreira,\n Luís Carlos Gambogi (Desembargador Convocado do TJMG) e João Otávio\n de Noronha votaram com o Sr. Ministro Relator.\n Presidiu o julgamento o Sr. Ministro João Otávio de Noronha.","inteiro_teor":"","inteiro_teor_url":"","dispositivos_citados_urn":[],"sumulas_citadas":[],"referencias_legislativas_brutas":[],"jurisprudencia_citada":"","tema":"","fonte_url":"https://dadosabertos.web.stj.jus.br/dataset/bab65848-f287-4146-8273-e58faee39ad2/resource/b7501efc-a9b5-4c69-a84f-c2b7c6340789/download/20260630.json","coletado_em":"2026-09-10T12:42:21Z","sha256_conteudo":"423a769b70dcffdfa65b4c2bd362a90a26ac1a8595b75ddc0bd8c1e65b1c6308","base_legal":"Lei 9.610/98 art. 8o, IV; CPC art. 189; dataset STJ sob Creative Commons Atribuicao","nivel_sigilo":null},"registro_original_integral":true,"qualidade_textual":{"schema":"wiki.casos-qualidade-textual.v1","verificacao":"presenca_de_U+FFFD","escopo":"chaves_e_valores_da_representacao_publica","sha256_fonte_preservada":"19c4cf413fa2081dd96592152fb575bad334c20f1749c9eaa363b53b965e50ef","tem_alerta":false,"ocorrencias":0,"campos_afetados":0,"caminhos":[],"formato_caminhos":"JSON Pointer relativo ao registro público","caminhos_omitidos":0,"limite_caminhos":128,"origem_da_substituicao":"nao_determinada_por_esta_verificacao","aviso":""},"campos_identificadores_removidos":[],"formato_caminhos_removidos":"JSON Pointer"}
