# Registro público: STJ — 3120975

- **Origem:** stj
- **Órgão:** SEGUNDA TURMA
- **Classe:** AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL
- **Grau:** 
- **Data de julgamento:** 2026-05-27
- **Publicação:** 2026-06-01
- **Ajuizamento:** 
- **Página canônica da Wiki Jurídica:** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/145472/
- **Registro público da fonte (JSON):** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/145472.json
- **Fonte primária preservada:** STJ, dados abertos de acórdãos
- **SHA-256 da fonte preservada:** 4cec0d16b181f0fc4863513fb7f5cea16ee2606599c563c14d0e6a911b6744db

## Questão jurídica conforme a ementa oficial

PROCESSUAL CIVIL. DIREITO TRIBUTÁRIO. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL CONHECIDO. ÓBICES À ADMISSIBILIDADE DO RECURSO ESPECIAL. SÚMULA N. 83 DO STJ. RECURSO ESPECIAL PARCIALMENTE CONHECIDO E NESTA PARTE IMPROVIDO. I - Na origem, trata-se de mandado de segurança impetrada em face de ato atribuído ao Delegado da Receita Federal do Brasil em Uberlândia - MG. Na sentença, julgou-se o pedido extinto. No Tribunal a quo, a sentença foi mantida. O valor da causa foi fixado em R$10.000,00 (dez mil reais). II - Após interposição de agravo em recurso especial, vieram os autos ao Superior Tribunal de Justiça. Não se deve conhecer do recurso especial. III - A j…

**Origem:** transcrição do STJ, sem tese jurídica inferida.

## Ementa

PROCESSUAL CIVIL. DIREITO TRIBUTÁRIO. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL CONHECIDO.
 ÓBICES À ADMISSIBILIDADE DO RECURSO ESPECIAL. SÚMULA N. 83 DO STJ. RECURSO
 ESPECIAL PARCIALMENTE CONHECIDO E NESTA PARTE IMPROVIDO.
 I - Na origem, trata-se de mandado de segurança impetrada em face de ato
 atribuído ao Delegado da Receita Federal do Brasil em Uberlândia - MG. Na
 sentença, julgou-se o pedido extinto. No Tribunal a quo, a sentença foi mantida.
 O valor da causa foi fixado em R$10.000,00 (dez mil reais).
 II - Após interposição de agravo em recurso especial, vieram os autos ao
 Superior Tribunal de Justiça. Não se deve conhecer do recurso especial.
 III - A jurisprudência deste Superior Tribunal de Justiça assentou que, apesar
 de a norma contida no art. 17 da Lei n. 11.033/2004 não possuir aplicação
 restrita ao REPORTO (Regime Tributário para Incentivo à Modernização e à
 Ampliação da Estrutura Portuária), as receitas provenientes das atividades de
 venda e revenda sujeitas à contribuição ao PIS e à COFINS em regime especial de
 tributação monofásica não permitem o creditamento pelo revendedor das referidas
 contribuições incidentes sobre as receitas do alienante por estarem fora do
 regime de incidência não cumulativo, conforme os arts. 2º e 3º das Leis ns.
 10.637/2002 e 10.833/2003.
 IV - O referido entendimento, acerca da incompatibilidade da técnica do
 creditamento com a incidência monofásica da contribuição ao PIS e da COFINS, foi
 recentemente confirmado pela Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça no
 momento do julgamento do E Dv nos EAR Esp n. 1.109.354/SP, sob relatoria do
 Ministro Gurgel de Faria. In verbis: (E Dv nos EAR Esp 1109354/SP, Rel. Ministro
 Gurgel de Faria, Primeira Seção, julgado em 14/4/2021, D Je 3/5/2021 e AgInt nos
 E Dv nos ER Esp n. 1.721.710/SP, relator Ministro Paulo Sérgio Domingues,
 Primeira Seção, julgado em 20/8/2024, D Je de 23/8/2024.
 V - Verifica-se que o Tribunal de origem decidiu a matéria em conformidade com a
 jurisprudência desta Corte. Incide, portanto, o disposto no enunciado n. 83 da
 Súmula do STJ, segundo o qual: "Não se conhece do recurso especial pela
 divergência, quando a orientação do Tribunal se firmou no mesmo sentido da
 decisão rec orrida".
 VI - Agravo em recurso especial conhecido. Recurso especial parcialmente
 conhecido e nesta parte improvido.

## Dispositivo / resultado textual

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os
 Ministros da SEGUNDA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de
 21/05/2026 a 27/05/2026, por unanimidade, conhecer parcialmente do recurso, mas
 lhe negar provimento, nos termos do voto do Sr. Ministro Francisco Falcão.
 Os Srs. Ministros Maria Thereza de Assis Moura, Marco Aurélio Bellizze, Teodoro
 Silva Santos e Afrânio Vilela votaram com o Sr. Ministro Relator.
 Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Teodoro Silva Santos.

## Referências extraídas



**Limite documental:** Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.


## Navegação contextual


**Nota:** processos com a mesma classificação ou norma podem ter fatos, fundamentos e desfechos divergentes. Ato/andamento não prova vitória, derrota ou trânsito em julgado.
