{"schema":"wiki.casos-public-original.v1","id":146325,"origem":"stj","sha256_origem":"34ba9d633ccb0509c96bee33d73935a01e97e01e05471e1f8d1d66a9c96ae2ac","registro_original":{"id_fonte":"1435214","tribunal":"STJ","orgao_julgador":"QUINTA TURMA","classe":"AgRg no HC","classe_descricao":"AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS","numero_processo":"1079132","numero_registro":"202600848042","relator":"RIBEIRO DANTAS","data_julgamento":"2026-06-03","data_publicacao":"2026-06-10","tipo_decisao":"ACÓRDÃO","ementa":"DIREITO PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. PRISÃO\n PREVENTIVA. TRÁFICO DE DROGAS. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. MEDIDAS\n CAUTELARES DIVERSAS. EXCESSO DE PRAZO. AGRAVO IMPROVIDO.\n I. CASO EM EXAME\n 1. Agravo regimental interposto contra decisão que não conheceu de\n habeas corpus, no qual se pleiteia a revogação da prisão preventiva,\n com alegação de excesso de prazo e ausência de contemporaneidade\n dos fundamentos após o encerramento da prova oral.\n II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO\n 2. A questão em discussão consiste em saber se a prisão preventiva\n está devidamente fundamentada na garantia da ordem pública, à luz da\n gravidade concreta da conduta, da apreensão de entorpecente e dos\n indicativos de reiteração delitiva (reincidência e prática em\n livramento condicional), e se se mostram inadequadas medidas\n cautelares diversas da prisão.\n 3. A outra questão em discussão consiste em saber se há\n constrangimento ilegal por excesso de prazo após o encerramento da\n prova oral, com pendência de diligência pericial, considerando o\n critério de razoabilidade e a inexistência de inércia injustificada\n na marcha processual.\n III. RAZÕES DE DECIDIR\n 4. A manutenção da prisão preventiva encontra amparo no art. 312 do\n CPP, em razão de circunstâncias concretas: apreensão de 480 g de\n maconha em ambiente doméstico, indícios de envolvimento com o\n tráfico, reincidência e prática, em tese, durante livramento\n condicional, elementos que evidenciam periculosidade e risco real de\n reiteração delitiva.\n 5. Medidas cautelares diversas da prisão são inadequadas e\n insuficientes para acautelar a ordem pública diante da gravidade\n concreta e da contumácia delitiva, conforme orientação consolidada.\n 6. Não se configura excesso de prazo por mero critério aritmético;\n aplica-se o juízo de razoabilidade, constatando-se marcha processual\n regular, diligências periciais em curso e reavaliação periódica da\n necessidade da custódia nos termos do art. 316, parágrafo único, do\n CPP, ausente desídia injustificada.\n 7. O encerramento da prova oral não afasta, por si só, os\n fundamentos da custódia cautelar, que persistem hígidos diante da\n garantia da ordem pública e do risco concreto de reiteração.\n IV. DISPOSITIVO E TESE\n 8. Resultado do Julgamento: Agravo improvido.\n Tese de julgamento:\n 1. A quantidade e as circunstâncias do entorpecente apreendido,\n aliadas à reincidência e à prática em livramento condicional,\n justificam a prisão preventiva para garantia da ordem pública.\n 2. Medidas cautelares diversas da prisão são inadequadas quando\n evidenciada a periculosidade do agente e o risco de reiteração\n delitiva.\n 3. O excesso de prazo deve ser aferido pela razoabilidade das\n circunstâncias do caso concreto, não se caracterizando por mera soma\n aritmética de prazos quando o processo tramita regularmente e há\n diligências em curso.\n Dispositivos relevantes citados:CPP, art. 312; CPP, art. 313, I e\n II; CPP, art. 316, parágrafo único; CPP, art. 319; CPP, art. 282, §\n 6º; Lei nº 11.343/2006, art. 33, caput.\n Jurisprudência relevante citada:STJ, AgRg no RHC 211.388/PB, Rel.\n Min. Joel Ilan Paciornik, Quinta Turma, j. 24.06.2025; STJ, AgRg no\n HC 1.002.927/MT, Rel. Min. Antonio Saldanha Palheiro, Sexta Turma,\n j. 24.06.2025; STJ,  AgRg no HC 984.921/RS, Rel. Min. Reynaldo\n Soares da Fonseca, Quinta Turma, j. 18.03.2025; STJ, AgRg no HC\n 997.960/GO, Rel. Min. Ribeiro Dantas, Quinta Turma, j. 01.07.2025;\n STJ, AgRg no HC 978.980/SP, Rel. Min. Antonio Saldanha Palheiro,\n Sexta Turma, j. 26.03.2025; STJ, AgRg no HC 878.550/SC, Rel. Min.\n Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, Quinta Turma, j.\n 20.02.2024; STJ, AgRg no RHC 206.631/RS, Rel. Min. Daniela Teixeira,\n Quinta Turma, j. 18.02.2025; STJ, STJ, AgRg no HC 911.656/PE, Rel.\n Min. Og Fernandes, Sexta Turma, j. 05.03.2025.","dispositivo":"Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas,\n acordam os Ministros da QUINTA TURMA do Superior Tribunal de\n Justiça, em Sessão Virtual de 28/05/2026 a 03/06/2026, por\n unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr.\n Ministro Relator.\n Os Srs. Ministros Joel Ilan Paciornik, Messod Azulay Neto, Maria\n Marluce Caldas e Reynaldo Soares da Fonseca votaram com o Sr.\n Ministro Relator.\n Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca.","inteiro_teor":"","inteiro_teor_url":"","dispositivos_citados_urn":[],"sumulas_citadas":[],"referencias_legislativas_brutas":[],"jurisprudencia_citada":"","tema":"","fonte_url":"https://dadosabertos.web.stj.jus.br/dataset/b79a7764-5c86-4530-9b6b-18cf60e2f38f/resource/fe4192ec-a00d-4d7f-93dc-16cd40031435/download/20260630.json","coletado_em":"2026-09-19T12:58:02Z","sha256_conteudo":"482cc7e9e8f0926179ed7b1b4f6abfe5e6fc0cd51027ce87d8ab8fedba0706c1","base_legal":"Lei 9.610/98 art. 8o, IV; CPC art. 189; dataset STJ sob Creative Commons Atribuicao","nivel_sigilo":null},"registro_original_integral":true,"campos_identificadores_removidos":[],"formato_caminhos_removidos":"JSON Pointer"}
