{"schema":"wiki.casos-public-original.v1","id":146330,"origem":"stj","sha256_origem":"cd7dc99f3be611c4c5269290db7d2d21c01d88ed972535be07cde75d5f108ede","registro_original":{"id_fonte":"1435230","tribunal":"STJ","orgao_julgador":"QUINTA TURMA","classe":"AgRg no HC","classe_descricao":"AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS","numero_processo":"1083145","numero_registro":"202601075804","relator":"MARIA MARLUCE CALDAS","data_julgamento":"2026-06-03","data_publicacao":"2026-06-10","tipo_decisao":"ACÓRDÃO","ementa":"DIREITO PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. HABEAS\n CORPUS IMPETRADO APÓS O TRÂNSITO EM JULGADO. SUBSTITUTIVO DE\n REVISÃO CRIMINAL. INEXISTÊNCIA DE ILEGALIDADE FLAGRANTE. AGRAVO\n REGIMENTAL DESPROVIDO.\n I. Caso em exame\n 1. Agravo regimental interposto contra decisão monocrática que não\n conheceu de habeas corpus impetrado perante Tribunal Superior, por\n ter sido manejado após o trânsito em julgado da condenação,\n conferindo-lhe natureza de substitutivo de revisão criminal.\n 2. O agravante sustenta a existência de ilegalidade evidente apta a\n autorizar o reconhecimento de nulidade da condenação de ofício,\n alegando: (i) atipicidade do crime de resistência, por se tratar de\n mera tentativa de fuga e resistência passiva ao algemamento, sem\n violência ou grave ameaça; (ii) cerceamento de defesa em razão da\n negativa de realização de perícia médica/psiquiátrica para avaliação\n da imputabilidade, diante de indícios de dependência química e\n transtorno mental; e (iii) nulidade na dosimetria da pena do crime\n de tráfico de drogas, por exasperação da pena-base com fundamento\n genérico e desproporcional na natureza da droga (crack) e na\n quantidade apreendida (81 porções, totalizando 9 gramas), em afronta\n ao art. 59 do Código Penal.\n II. Questão em discussão\n 3. Há duas questões em discussão: (i) saber se é cabível o\n conhecimento de habeas corpus impetrado perante Tribunal Superior\n após o trânsito em julgado de acórdão proferido por Tribunal de\n origem, quando utilizado como substitutivo de revisão criminal; e\n (ii) saber se as alegações de atipicidade do crime de resistência,\n de cerceamento de defesa pela ausência de perícia\n médica/psiquiátrica e de nulidade na dosimetria da pena no crime de\n tráfico de drogas configuram ilegalidade flagrante apta a justificar\n o conhecimento do habeas corpus ou a concessão da ordem de ofício,\n à margem das hipóteses do art. 621 do Código de Processo Penal.\n III. Razões de decidir\n 4. O acórdão condenatório proferido na apelação criminal transitou\n em julgado em 6/11/2020, e o habeas corpus foi impetrado somente em\n 23/3/2026, revelando-se via inadequada por ser manejado como\n substitutivo de revisão criminal, cuja competência é do Tribunal de\n origem, nos termos do art. 621 do Código de Processo Penal.\n 5. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça firmou\n entendimento no sentido de não conhecer de habeas corpus manejado\n como substitutivo de revisão criminal após o trânsito em julgado da\n condenação, em respeito à coisa julgada, à segurança jurídica e à\n competência definida no art. 105, I, \"e\", da Constituição Federal.\n 6. Inexistindo indicação de incidência de qualquer das hipóteses\n previstas no art. 621 do Código de Processo Penal, mostra-se\n inviável o conhecimento do habeas corpus e a concessão da ordem de\n ofício.\n IV. Dispositivo e tese\n 7. Resultado do Julgamento: Agravo regimental desprovido,\n mantendo-se a decisão que não conheceu do habeas corpus impetrado\n como substitutivo de revisão criminal.","dispositivo":"Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas,\n acordam os Ministros da QUINTA TURMA do Superior Tribunal de\n Justiça, em Sessão Virtual de 28/05/2026 a 03/06/2026, por\n unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Sra.\n Ministra Relatora.\n Os Srs. Ministros Reynaldo Soares da Fonseca, Ribeiro Dantas, Joel\n Ilan Paciornik e Messod Azulay Neto votaram com a Sra. Ministra\n Relatora.\n Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca.","inteiro_teor":"","inteiro_teor_url":"","dispositivos_citados_urn":[],"sumulas_citadas":[],"referencias_legislativas_brutas":[],"jurisprudencia_citada":"","tema":"","fonte_url":"https://dadosabertos.web.stj.jus.br/dataset/b79a7764-5c86-4530-9b6b-18cf60e2f38f/resource/fe4192ec-a00d-4d7f-93dc-16cd40031435/download/20260630.json","coletado_em":"2026-09-19T12:58:02Z","sha256_conteudo":"1e1b5e34514d5719e71d391b117b21cc695837b60a5382be47bf80e322c01813","base_legal":"Lei 9.610/98 art. 8o, IV; CPC art. 189; dataset STJ sob Creative Commons Atribuicao","nivel_sigilo":null},"registro_original_integral":true,"qualidade_textual":{"schema":"wiki.casos-qualidade-textual.v1","verificacao":"presenca_de_U+FFFD","escopo":"chaves_e_valores_da_representacao_publica","sha256_fonte_preservada":"cd7dc99f3be611c4c5269290db7d2d21c01d88ed972535be07cde75d5f108ede","tem_alerta":false,"ocorrencias":0,"campos_afetados":0,"caminhos":[],"formato_caminhos":"JSON Pointer relativo ao registro público","caminhos_omitidos":0,"limite_caminhos":128,"origem_da_substituicao":"nao_determinada_por_esta_verificacao","aviso":""},"campos_identificadores_removidos":[],"formato_caminhos_removidos":"JSON Pointer"}
