# Registro público: STJ — 1041900

- **Origem:** stj
- **Órgão:** QUINTA TURMA
- **Classe:** AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS
- **Grau:** 
- **Data de julgamento:** 2026-06-03
- **Publicação:** 2026-06-10
- **Ajuizamento:** 
- **Página canônica da Wiki Jurídica:** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/146431/
- **Registro público da fonte (JSON):** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/146431.json
- **Fonte primária preservada:** STJ, dados abertos de acórdãos
- **SHA-256 da fonte preservada:** 52db692fb2c86d4a139ef5edc97c08678b07f7ac6db858e0e90df124cf93c120

## Origem do registro no STJ

[Conjunto de dados oficial do STJ](<https://dadosabertos.web.stj.jus.br/dataset/b79a7764-5c86-4530-9b6b-18cf60e2f38f/resource/fe4192ec-a00d-4d7f-93dc-16cd40031435/download/20260630.json>)
- **Identificador na fonte:** 1435488
- **Número de registro na fonte:** 202503898191
- **Coleta informada no registro:** 2026-09-19T12:58:02Z

## Quadro documental do acórdão — seções oficiais da ementa

**Origem:** texto literal do STJ, sem inferência de fundamentos.

### I. CASO EM EXAME

1. Agravo regimental interposto contra decisão monocrática que não
 conheceu de habeas corpus substitutivo de recurso próprio e afastou
 a existência de flagrante ilegalidade, em investigação relativa a
 suposta fraude à execução.
 2. O agravante sustenta a decadência do direito de representação, a
 ilicitude das diligências investigativas e a ausência de justa causa
 para a persecução penal.

### II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO

3. Há quatro questões em discussão: (i) saber se há contradição
 entre o não conhecimento do habeas corpus e pronunciamento proferido
 em recurso ordinário em habeas corpus conexo; (ii) saber se houve
 decadência do direito de representação em razão de suposto
 conhecimento pretérito da autoria e do caráter penal dos fatos
 investigados; (iii) saber se as diligências investigativas são
 ilícitas, por configurarem fishing expedition e por envolverem
 requisição de dados fiscais sem autorização judicial; e (iv) saber
 se há ausência de justa causa que autorize o trancamento do
 inquérito policial na via estreita do habeas corpus.

### III. RAZÕES DE DECIDIR

4. Inexistência de contradição: distinguem-se os níveis de controle
 jurisdicional exercidos, tendo o recurso ordinário não sido
 conhecido por óbice processual, enquanto no habeas corpus houve
 exame limitado para aferir ilegalidade manifesta; não há inovação
 recursal relevante nem impugnação específica ao fundamento de
 supressão de instância.
 5. Decadência: o termo inicial do prazo decadencial, em ação penal
 pública condicionada à representação, exige a efetiva ciência da
 autoria e do caráter ilícito-penal da conduta; investigações em fase
 inicial, sem identificação dos autores, impedem a fixação do marco
 inicial; a via do habeas corpus não comporta reavaliação
 fático-probatória sobre o momento de conhecimento pelo ofendido.
 6. Diligências investigativas: a análise de regularidade das
 medidas, inclusive quanto à requisição de dados fiscais e à alegada
 condução exploratória, demanda incursão aprofundada no conjunto
 fático-probatório e prévia submissão ao juízo de origem; ausência de
 impugnação específica ao fundamento de supressão de instância
 impede o conhecimento da matéria.
 7. Justa causa: o trancamento do inquérito é medida excepcional,
 somente cabível quando evidenciada, de plano, atipicidade da
 conduta, causa extintiva da punibilidade ou ausência absoluta de
 indícios de autoria e materialidade; alegações baseadas em elementos
 da esfera cível não são incontroversas e dependem de reconstrução
 fática, o que é incompatível com a via eleita.

### IV. DISPOSITIVO E TESE

8. Resultado do Julgamento: Agravo regimental improvido.
 Tese de julgamento:
 1. O controle em habeas corpus é limitado à verificação de
 ilegalidade manifesta, sendo inviável exame aprofundado de matéria
 fático-probatória ou não submetida ao juízo de origem.
 2. O termo inicial do prazo decadencial, nos crimes de ação penal
 pública condicionada à representação, exige a demonstração de
 efetiva ciência da autoria e da natureza ilícito-penal da conduta.
 3. O trancamento do inquérito policial por habeas corpus é medida
 excepcional, cabível apenas diante de atipicidade evidente, causa
 extintiva da punibilidade ou ausência absoluta de indícios de
 autoria e materialidade.
 4. A ausência de impugnação específica a fundamento autônomo
 (supressão de instância) impede o conhecimento da matéria no agravo
 regimental.
 Dispositivos relevantes citados: Sem dispositivos relevantes
 citados.
 Jurisprudência relevante citada: STJ, AgRg no HC n. 1.059.444/SP,
 Rel. Min. Antonio Saldanha Palheiro, Sexta Turma, DJEN de 24/3/2026;
 STJ, AgRg no HC n. 869.374/SP, Rel. Min. Ribeiro Dantas, Quinta
 Turma, DJe de 7/3/2024.

## Ementa

DIREITO PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. HABEAS
 CORPUS SUBSTITUTIVO. DECADÊNCIA DA REPRESENTAÇÃO. DILIGÊNCIAS
 INVESTIGATIVAS ALEGADAMENTE EXPLORATÓRIAS. TRANCAMENTO DE INQUÉRITO
 POLICIAL. RECURSO IMPROVIDO.
 I. CASO EM EXAME
 1. Agravo regimental interposto contra decisão monocrática que não
 conheceu de habeas corpus substitutivo de recurso próprio e afastou
 a existência de flagrante ilegalidade, em investigação relativa a
 suposta fraude à execução.
 2. O agravante sustenta a decadência do direito de representação, a
 ilicitude das diligências investigativas e a ausência de justa causa
 para a persecução penal.
 II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO
 3. Há quatro questões em discussão: (i) saber se há contradição
 entre o não conhecimento do habeas corpus e pronunciamento proferido
 em recurso ordinário em habeas corpus conexo; (ii) saber se houve
 decadência do direito de representação em razão de suposto
 conhecimento pretérito da autoria e do caráter penal dos fatos
 investigados; (iii) saber se as diligências investigativas são
 ilícitas, por configurarem fishing expedition e por envolverem
 requisição de dados fiscais sem autorização judicial; e (iv) saber
 se há ausência de justa causa que autorize o trancamento do
 inquérito policial na via estreita do habeas corpus.
 III. RAZÕES DE DECIDIR
 4. Inexistência de contradição: distinguem-se os níveis de controle
 jurisdicional exercidos, tendo o recurso ordinário não sido
 conhecido por óbice processual, enquanto no habeas corpus houve
 exame limitado para aferir ilegalidade manifesta; não há inovação
 recursal relevante nem impugnação específica ao fundamento de
 supressão de instância.
 5. Decadência: o termo inicial do prazo decadencial, em ação penal
 pública condicionada à representação, exige a efetiva ciência da
 autoria e do caráter ilícito-penal da conduta; investigações em fase
 inicial, sem identificação dos autores, impedem a fixação do marco
 inicial; a via do habeas corpus não comporta reavaliação
 fático-probatória sobre o momento de conhecimento pelo ofendido.
 6. Diligências investigativas: a análise de regularidade das
 medidas, inclusive quanto à requisição de dados fiscais e à alegada
 condução exploratória, demanda incursão aprofundada no conjunto
 fático-probatório e prévia submissão ao juízo de origem; ausência de
 impugnação específica ao fundamento de supressão de instância
 impede o conhecimento da matéria.
 7. Justa causa: o trancamento do inquérito é medida excepcional,
 somente cabível quando evidenciada, de plano, atipicidade da
 conduta, causa extintiva da punibilidade ou ausência absoluta de
 indícios de autoria e materialidade; alegações baseadas em elementos
 da esfera cível não são incontroversas e dependem de reconstrução
 fática, o que é incompatível com a via eleita.
 IV. DISPOSITIVO E TESE
 8. Resultado do Julgamento: Agravo regimental improvido.
 Tese de julgamento:
 1. O controle em habeas corpus é limitado à verificação de
 ilegalidade manifesta, sendo inviável exame aprofundado de matéria
 fático-probatória ou não submetida ao juízo de origem.
 2. O termo inicial do prazo decadencial, nos crimes de ação penal
 pública condicionada à representação, exige a demonstração de
 efetiva ciência da autoria e da natureza ilícito-penal da conduta.
 3. O trancamento do inquérito policial por habeas corpus é medida
 excepcional, cabível apenas diante de atipicidade evidente, causa
 extintiva da punibilidade ou ausência absoluta de indícios de
 autoria e materialidade.
 4. A ausência de impugnação específica a fundamento autônomo
 (supressão de instância) impede o conhecimento da matéria no agravo
 regimental.
 Dispositivos relevantes citados: Sem dispositivos relevantes
 citados.
 Jurisprudência relevante citada: STJ, AgRg no HC n. 1.059.444/SP,
 Rel. Min. Antonio Saldanha Palheiro, Sexta Turma, DJEN de 24/3/2026;
 STJ, AgRg no HC n. 869.374/SP, Rel. Min. Ribeiro Dantas, Quinta
 Turma, DJe de 7/3/2024.

## Dispositivo / resultado textual

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas,
 acordam os Ministros da QUINTA TURMA do Superior Tribunal de
 Justiça, em Sessão Virtual de 28/05/2026 a 03/06/2026, por
 unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr.
 Ministro Relator.
 Os Srs. Ministros Joel Ilan Paciornik, Messod Azulay Neto, Maria
 Marluce Caldas e Reynaldo Soares da Fonseca votaram com o Sr.
 Ministro Relator.
 Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca.

## Referências extraídas



**Limite documental:** Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.


## Navegação contextual


**Nota:** processos com a mesma classificação ou norma podem ter fatos, fundamentos e desfechos divergentes. Ato/andamento não prova vitória, derrota ou trânsito em julgado.



## Contexto jurídico e comentários autorais

### [RHC 160.189 do STJ: recurso ordinário em habeas corpus](https://wikijuridica.com.br/jurisprudencia/stj-rhc-160189/)

**Fundamento do vínculo:** Tema documentado no texto da fonte.

> O resultado do RHC 160.189 não é descrito com palavras próprias: fica como a Terceira Turma o registrou. O dispositivo diz assim: “acordam os Ministros da Terceira Turma, por unanimidade, não conhecer do recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator.” É esse trecho, e não a ementa, que fecha o julgamento.

**Atribuição:** Rafael Toledo · O resultado do RHC 160.189, no dispositivo do acórdão

- **Âncoras documentais:** corpus, habeas, ordinario
- **SHA-256 do HTML autoral:** 1397858339d32a2b34711b79bce317e6f3115424a969585b1ff2b337eba15765
- **SHA-256 do registro documental:** 52db692fb2c86d4a139ef5edc97c08678b07f7ac6db858e0e90df124cf93c120
- **Campo da fonte:** ` /ementa `
- [Documentos ligados a esta página](https://wikijuridica.com.br/casos/contexto/?pagina=%2Fjurisprudencia%2Fstj-rhc-160189%2F)

### [Habeas corpus: documentos que a petição precisa reunir](https://wikijuridica.com.br/criminal/documentos-para-pedir-habeas-corpus/)

**Fundamento do vínculo:** Tema documentado no texto da fonte.

> A lei processual é econômica aqui. Segundo o art. 654 do Código de Processo Penal, o habeas corpus pode ser impetrado por qualquer pessoa, em seu favor ou de outrem, e também pelo Ministério Público. A petição deve conter o nome de quem sofre ou está ameaçado de sofrer a violência ou coação e o de quem a exerce, a declaração da espécie de constrangimento — ou, em caso de simples ameaça, as razões do temor — e a assinatura do impetrante, com a designação das residências.

**Atribuição:** Rafael Toledo · O que o art. 654 exige da petição

- **Âncoras documentais:** corpus, habeas
- **SHA-256 do HTML autoral:** af2a9350f179bb4c838faa7970d84317050ced60d00188f3482b14d7a46a1959
- **SHA-256 do registro documental:** 52db692fb2c86d4a139ef5edc97c08678b07f7ac6db858e0e90df124cf93c120
- **Campo da fonte:** ` /ementa `
- [Documentos ligados a esta página](https://wikijuridica.com.br/casos/contexto/?pagina=%2Fcriminal%2Fdocumentos-para-pedir-habeas-corpus%2F)


## Comentário de Rafael Toledo

Análise autoral de leitura documental, separada do teor oficial.

Neste registro, o processo 1041900 no STJ está identificado por “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS”. Esse é o dado documental disponível para orientar a leitura. O campo de assunto não está informado nesta representação, de modo que não o completo por aproximação com outros processos.

O órgão indicado é “QUINTA TURMA”. Esse vínculo permite localizar a unidade registrada e acompanhar seus atos. A identificação do órgão não informa, por si, o conteúdo de uma decisão ou o acolhimento de um pedido.

A ementa deste acórdão organiza a exposição em “I. CASO EM EXAME”; “II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO”; “III. RAZÕES DE DECIDIR”; “IV. DISPOSITIVO E TESE”. Essa estrutura permite separar a questão apresentada, a fundamentação descrita e o dispositivo. Um trecho isolado precisa ser confrontado com as demais seções do mesmo acórdão.

O registro disponível não contém o inteiro teor do voto. Por isso, este comentário se limita à organização da fonte publicada; argumentos, fatos ou ressalvas ausentes não são reconstruídos como se fossem afirmações do tribunal.

[Fonte oficial que sustenta este comentário](<https://dadosabertos.web.stj.jus.br/dataset/b79a7764-5c86-4530-9b6b-18cf60e2f38f/resource/fe4192ec-a00d-4d7f-93dc-16cd40031435/download/20260630.json>)

- **Autoria do comentário:** Rafael Toledo
- **Versão do produtor:** 2026-10-22.1
- **SHA-256 da fonte:** 52db692fb2c86d4a139ef5edc97c08678b07f7ac6db858e0e90df124cf93c120
- **SHA-256 do comentário:** 4240d8add52f980579dd64300a80b74f0e64bbd46cce0c83d5e841ff3bcec154
