{"schema":"wiki.casos-public-original.v1","id":146443,"origem":"stj","sha256_origem":"05e1cb53eca116a2f577155d46ee07d1ea9e1c98dbb508d30a7ab9e635046891","registro_original":{"id_fonte":"1435514","tribunal":"STJ","orgao_julgador":"QUINTA TURMA","classe":"AgRg no HC","classe_descricao":"AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS","numero_processo":"1072333","numero_registro":"202600429205","relator":"MESSOD AZULAY NETO","data_julgamento":"2026-06-03","data_publicacao":"2026-06-10","tipo_decisao":"ACÓRDÃO","ementa":"DIREITO PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS.\n SUPOSTO HOMICÍDIO QUALIFICADO. PRONÚNCIA. HABEAS CORPUS IMPETRADO\n APÓS TRÂNSITO EM JULGADO DE ACÓRDÃO. SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL.\n IMPOSSIBILIDADE. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA PARA REEXAME\n FÁTICO-PROBATÓRIO. AUSÊNCIA DE FLAGRANTE ILEGALIDADE.  AGRAVO\n REGIMENTAL DESPROVIDO.\n I. CASO EM EXAME\n 1. Agravo regimental interposto por agravante pronunciado como\n supostamente incurso no art. 121, § 2º, I, III e IV, c/c o art. 29,\n caput, do Código Penal.\n 2. Fato relevante. Tribunal de origem manteve sentença de pronúncia\n do agravante, acórdão que transitou em julgado em 8/4/2025. A defesa\n alega manifesta ilegalidade, por estar a pronúncia fundada\n exclusivamente em depoimento judicial de corréu colaborador, sem\n prova autônoma de autoria, sustentando inexistência de indícios\n suficientes de autoria e pretendendo a despronúncia.\n 3. Decisão agravada. O habeas corpus foi indeferido liminarmente.\n II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO\n 4. A questão em discussão consiste em saber se é possível, por meio\n de agravo regimental em habeas corpus impetrado contra acórdão de\n pronúncia já transitado em julgado, obter a despronúncia do\n agravante sob fundamento de ausência de provas.\n 5. Outra questão em discussão consiste em saber se o habeas corpus\n (e o respectivo agravo regimental) é via adequada para reavaliar a\n suficiência dos indícios de autoria e a idoneidade das provas que\n ampararam a pronúncia, notadamente quando isso exige incursão no\n acervo fático-probatório.\n III. RAZÕES DE DECIDIR\n 6. O habeas corpus foi impetrado contra acórdão de Tribunal estadual\n já transitado em julgado, de modo que a impugnação tem natureza de\n sucedâneo de revisão criminal, hipótese em que a competência\n originária do Superior Tribunal de Justiça, nos termos do art. 105,\n I, \"e\", da Constituição Federal, restringe-se às revisões criminais\n e às ações rescisórias de seus próprios julgados, revelando-se\n incompetente para revisar decisão definitiva de Tribunal local.\n 7. Não se verificam teratologia ou coação ilegal flagrante que\n autorizem a concessão de ordem de ofício, na forma do art. 654, §\n 2º, do Código de Processo Penal, pois a origem examinou de maneira\n fundamentada as teses defensivas e manteve a pronúncia com base na\n existência de prova da materialidade e de indícios suficientes de\n autoria, em consonância com o art. 413 do Código de Processo Penal.\n 8. A pronúncia deve limitar-se à indicação da materialidade e de\n indícios suficientes de autoria ou participação, em fundamentação\n lacônica e comedida (art. 413, § 1º, do Código de Processo Penal),\n sob pena de invasão da competência constitucional do Tribunal do\n Júri para o julgamento dos crimes dolosos contra a vida (art. 5º,\n XXXVIII, \"d\", da Constituição Federal), o que foi observado no caso\n concreto.\n 9. A via do habeas corpus, bem como o agravo regimental nele\n interposto, é imprópria para análise de teses que exigem reexame\n aprofundado de fatos e provas, como a alegação de inexistência de\n indícios de autoria ou de que a pronúncia estaria lastreada em meio\n de obtenção de prova não corroborado por outros elementos,\n providência que ultrapassa os limites cognitivos do remédio\n constitucional.\n 10. As razões recursais não trouxeram argumento novo ou relevante\n capaz de infirmar os fundamentos da decisão monocrática que\n indeferiu liminarmente o habeas corpus, razão pela qual se impõe a\n manutenção da decisão agravada.\n IV. DISPOSITIVO\n 11. Resultado do Julgamento:  Agravo regimental desprovido.","dispositivo":"Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas,\n acordam os Ministros da QUINTA TURMA do Superior Tribunal de\n Justiça, em Sessão Virtual de 28/05/2026 a 03/06/2026, por\n unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr.\n Ministro Relator.\n Os Srs. Ministros Maria Marluce Caldas, Reynaldo Soares da Fonseca,\n Ribeiro Dantas e Joel Ilan Paciornik votaram com o Sr. Ministro\n Relator.\n Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca.","inteiro_teor":"","inteiro_teor_url":"","dispositivos_citados_urn":[],"sumulas_citadas":[],"referencias_legislativas_brutas":[],"jurisprudencia_citada":"","tema":"","fonte_url":"https://dadosabertos.web.stj.jus.br/dataset/b79a7764-5c86-4530-9b6b-18cf60e2f38f/resource/fe4192ec-a00d-4d7f-93dc-16cd40031435/download/20260630.json","coletado_em":"2026-09-19T12:58:02Z","sha256_conteudo":"66571ed6612b6116c473a8a149296afc2798bdce64e990bb1661c36250e1fc89","base_legal":"Lei 9.610/98 art. 8o, IV; CPC art. 189; dataset STJ sob Creative Commons Atribuicao","nivel_sigilo":null},"registro_original_integral":true,"qualidade_textual":{"schema":"wiki.casos-qualidade-textual.v1","verificacao":"presenca_de_U+FFFD","escopo":"chaves_e_valores_da_representacao_publica","sha256_fonte_preservada":"05e1cb53eca116a2f577155d46ee07d1ea9e1c98dbb508d30a7ab9e635046891","tem_alerta":false,"ocorrencias":0,"campos_afetados":0,"caminhos":[],"formato_caminhos":"JSON Pointer relativo ao registro público","caminhos_omitidos":0,"limite_caminhos":128,"origem_da_substituicao":"nao_determinada_por_esta_verificacao","aviso":""},"campos_identificadores_removidos":[],"formato_caminhos_removidos":"JSON Pointer"}
