# Registro público: STJ — 3175768

- **Origem:** stj
- **Órgão:** QUINTA TURMA
- **Classe:** AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL
- **Grau:** 
- **Data de julgamento:** 2026-06-09
- **Publicação:** 2026-06-15
- **Ajuizamento:** 
- **Página canônica da Wiki Jurídica:** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/146649/
- **Registro público da fonte (JSON):** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/146649.json
- **Fonte primária preservada:** STJ, dados abertos de acórdãos
- **SHA-256 da fonte preservada:** 3022dfefe7340f71a7cd822281a5d033e92b28d36f30140a0fa03a115495afbf

## Origem do registro no STJ

[Conjunto de dados oficial do STJ](<https://dadosabertos.web.stj.jus.br/dataset/b79a7764-5c86-4530-9b6b-18cf60e2f38f/resource/fe4192ec-a00d-4d7f-93dc-16cd40031435/download/20260630.json>)
- **Identificador na fonte:** 1435958
- **Número de registro na fonte:** 202600513747
- **Coleta informada no registro:** 2026-09-19T12:58:02Z

## Quadro documental do acórdão — seções oficiais da ementa

**Origem:** texto literal do STJ, sem inferência de fundamentos.

### I. CASO EM EXAME

1. Agravo regimental interposto contra decisão que conheceu do
 agravo para não conhecer do recurso especial, ante o óbice da Súmula
 7/STJ.

### II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO

2. A questão em discussão consiste em saber se houve ilicitude das
 buscas pessoal e domiciliar, com consequente nulidade das provas, e
 se é possível, em sede de recurso especial, desconstituir a
 conclusão do Tribunal de origem quanto à suficiência do conjunto
 fático-probatório, à luz da Súmula 7/STJ.

### III. RAZÕES DE DECIDIR

3. A Corte de origem, soberana na análise do acervo
 fático-probatório, concluiu pela prática do crime de tráfico a
 partir de elementos concretos: denúncia anônima especificada,
 diligências, monitoramento, dispensa de droga por usuário e pelo
 acusado, e apreensão de entorpecentes no interior da residência.
 4. A busca pessoal foi legítima, por ter sido realizada com base em
 fundada suspeita, nos termos do art. 244 do CPP, corroborada por
 informações de populares, patrulhamento e dispensa de droga ao
 avistar a viatura.
 5. O ingresso domiciliar sem mandado foi amparado em fundadas razões
 e situação de flagrante de crime permanente, sem ofensa à
 orientação firmada no RE 603.616/RO (Tema 280/STF).
 6. No caso, a pretensão de absolvição por insuficiência de provas
 demanda revolvimento do conjunto fático-probatório, medida inviável
 em recurso especial, ante o óbice da Súmula 7/STJ.

### IV. DISPOSITIVO E TESE

7. Resultado do Julgamento: Agravo regimental improvido.
 Tese de julgamento:
 1. A busca pessoal é válida quando baseada em fundada suspeita,
 corroborada por diligências e dispensa de droga ao avistar a equipe
 policial, nos termos do art. 244 do CPP. 2. O ingresso do policial
 no domicílio do acusado sem mandado é lícito quando amparado em
 fundadas razões e flagrante de crime permanente. 3. Depoimentos
 policiais prestados em juízo, quando harmônicos e corroborados por
 outros elementos de prova, constituem meio idôneo para fundamentar a
 condenação, cuja revisão encontra óbice na Súmula 7/STJ.
 Dispositivos relevantes citados:
 CPP, arts. 157, 240, §§ 1º e 2º, e 244; Súmula 7/STJ.
 Jurisprudência relevante citada:STJ, AgRg no HC 972.183/SP, Rel.
 Min. Carlos Cini Marchionatti, Quinta Turma, j. 20.08.2025; STJ,
 AgRg no RHC 216.013/SC, Rel. Min. Antonio Saldanha Palheiro, Sexta
 Turma, j. 01.07.2025; STJ, HC 471.082/SP, Rel. Min. Felix Fischer,
 Quinta Turma, DJe 30.10.2018; STJ, HC 393.516/MG, Rel. Min. Reynaldo
 Soares da Fonseca, Quinta Turma, j. 20.06.2017; STJ, AgRg no AREsp
 770.662/SP, Rel. Min. Antonio Saldanha Palheiro, Sexta Turma, j.
 02.08.2016; STJ, AgRg no AREsp 616.522/SC, Rel. Min. Jorge Mussi,
 Quinta Turma, j. 01.03.2018; STF, RE 603.616/RO (Tema 280), Rel.
 Min. Gilmar Mendes, Plenário, j. 05.11.2015.

## Ementa

DIREITO PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO
 ESPECIAL. TRÁFICO DE DROGAS. BUSCAS PESSOAL E DOMICILIAR. FUNDADAS
 RAZÕES. ABSOLVIÇÃO. SÚMULA 7/STJ. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO.
 I. CASO EM EXAME
 1. Agravo regimental interposto contra decisão que conheceu do
 agravo para não conhecer do recurso especial, ante o óbice da Súmula
 7/STJ.
 II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO
 2. A questão em discussão consiste em saber se houve ilicitude das
 buscas pessoal e domiciliar, com consequente nulidade das provas, e
 se é possível, em sede de recurso especial, desconstituir a
 conclusão do Tribunal de origem quanto à suficiência do conjunto
 fático-probatório, à luz da Súmula 7/STJ.
 III. RAZÕES DE DECIDIR
 3. A Corte de origem, soberana na análise do acervo
 fático-probatório, concluiu pela prática do crime de tráfico a
 partir de elementos concretos: denúncia anônima especificada,
 diligências, monitoramento, dispensa de droga por usuário e pelo
 acusado, e apreensão de entorpecentes no interior da residência.
 4. A busca pessoal foi legítima, por ter sido realizada com base em
 fundada suspeita, nos termos do art. 244 do CPP, corroborada por
 informações de populares, patrulhamento e dispensa de droga ao
 avistar a viatura.
 5. O ingresso domiciliar sem mandado foi amparado em fundadas razões
 e situação de flagrante de crime permanente, sem ofensa à
 orientação firmada no RE 603.616/RO (Tema 280/STF).
 6. No caso, a pretensão de absolvição por insuficiência de provas
 demanda revolvimento do conjunto fático-probatório, medida inviável
 em recurso especial, ante o óbice da Súmula 7/STJ.
 IV. DISPOSITIVO E TESE
 7. Resultado do Julgamento: Agravo regimental improvido.
 Tese de julgamento:
 1. A busca pessoal é válida quando baseada em fundada suspeita,
 corroborada por diligências e dispensa de droga ao avistar a equipe
 policial, nos termos do art. 244 do CPP. 2. O ingresso do policial
 no domicílio do acusado sem mandado é lícito quando amparado em
 fundadas razões e flagrante de crime permanente. 3. Depoimentos
 policiais prestados em juízo, quando harmônicos e corroborados por
 outros elementos de prova, constituem meio idôneo para fundamentar a
 condenação, cuja revisão encontra óbice na Súmula 7/STJ.
 Dispositivos relevantes citados:
 CPP, arts. 157, 240, §§ 1º e 2º, e 244; Súmula 7/STJ.
 Jurisprudência relevante citada:STJ, AgRg no HC 972.183/SP, Rel.
 Min. Carlos Cini Marchionatti, Quinta Turma, j. 20.08.2025; STJ,
 AgRg no RHC 216.013/SC, Rel. Min. Antonio Saldanha Palheiro, Sexta
 Turma, j. 01.07.2025; STJ, HC 471.082/SP, Rel. Min. Felix Fischer,
 Quinta Turma, DJe 30.10.2018; STJ, HC 393.516/MG, Rel. Min. Reynaldo
 Soares da Fonseca, Quinta Turma, j. 20.06.2017; STJ, AgRg no AREsp
 770.662/SP, Rel. Min. Antonio Saldanha Palheiro, Sexta Turma, j.
 02.08.2016; STJ, AgRg no AREsp 616.522/SC, Rel. Min. Jorge Mussi,
 Quinta Turma, j. 01.03.2018; STF, RE 603.616/RO (Tema 280), Rel.
 Min. Gilmar Mendes, Plenário, j. 05.11.2015.

## Dispositivo / resultado textual

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas,
 acordam os Ministros da Turma, por unanimidade, negar provimento ao
 agravo regimental.
 Os Srs. Ministros Joel Ilan Paciornik, Messod Azulay Neto e Maria
 Marluce Caldas votaram com o Sr. Ministro Relator.
 Presidiu o julgamento a Sra. Ministra Maria Marluce Caldas.
 Ausente, justificadamente, o Sr. Ministro Reynaldo Soares da
 Fonseca.

## Referências extraídas



**Limite documental:** Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.


## Navegação contextual


**Nota:** processos com a mesma classificação ou norma podem ter fatos, fundamentos e desfechos divergentes. Ato/andamento não prova vitória, derrota ou trânsito em julgado.
