{"schema":"wiki.casos-public-original.v1","id":147206,"origem":"stj","sha256_origem":"40ce73c3271b61dd88fa8ef0809750fd0fa660a6a29994017c70860cad85ed75","registro_original":{"id_fonte":"1437766","tribunal":"STJ","orgao_julgador":"QUINTA TURMA","classe":"AgRg no HC","classe_descricao":"AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS","numero_processo":"1045882","numero_registro":"202504119310","relator":"MARIA MARLUCE CALDAS","data_julgamento":"2026-06-15","data_publicacao":"2026-06-18","tipo_decisao":"ACÓRDÃO","ementa":"DIREITO PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL. HABEAS CORPUS. PRISÃO\n PREVENTIVA. ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA. RECURSO NÃO PROVIDO.\n I. CASO EM EXAME\n 1. Agravo regimental interposto contra decisão que não conheceu de\n habeas corpus, por ter sido impetrado em substituição a recurso\n próprio. O paciente teve a prisão preventiva decretada pela suposta\n prática dos delitos de tráfico de drogas e associação para o\n tráfico, previstos nos artigos 33, caput, e 35 da Lei n.\n 11.343/2006. A decisão foi fundamentada em elementos concretos, como\n relatórios técnicos e dados digitais que indicam a atuação do\n paciente em organização criminosa estruturada, com divisão de\n tarefas e continuidade das ações delitivas.\n II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO\n 2. A questão em discussão consiste em saber se há flagrante\n ilegalidade na decisão que decretou a prisão preventiva do paciente,\n justificando sua revogação ou substituição por medidas cautelares\n menos gravosas.\n III. RAZÕES DE DECIDIR\n 3. A prisão preventiva foi fundamentada em elementos concretos, como\n relatórios técnicos e dados digitais que evidenciam o envolvimento\n do paciente em organização criminosa estruturada, com divisão de\n tarefas e continuidade das ações delitivas.\n 4. A jurisprudência consolidada do STF e do STJ reconhece que a\n necessidade de interromper ou reduzir a atuação de organização\n criminosa constitui fundamento cautelar idôneo e suficiente para a\n decretação da prisão preventiva.\n 5. A contemporaneidade da prisão preventiva deve ser analisada à luz\n da necessidade concreta do encarceramento no momento de sua\n imposição, sendo justificada pela continuidade das práticas\n criminosas do paciente.\n 6. A existência de condições pessoais favoráveis não deslegitima,\n por si só, a necessidade da prisão preventiva, quando os elementos\n do caso concreto apontam para sua imprescindibilidade.\n IV. DISPOSITIVO E TESE\n 7. Resultado do Julgamento: Agravo regimental não provido.\n Tese de julgamento:\n 1. A prisão preventiva é legítima quando fundamentada em elementos\n concretos que evidenciem a necessidade de interromper ou reduzir a\n atuação de organização criminosa. 2. A contemporaneidade da prisão\n preventiva é analisada com base na subsistência de fatores que\n justifiquem a medida cautelar no momento de sua imposição. 3.\n Condições pessoais favoráveis não são suficientes para afastar a\n necessidade de prisão preventiva quando os elementos do caso\n concreto indicam sua imprescindibilidade. Dispositivos relevantes\n citados:CF/1988, art. 105, II, a; CF/1988, art. 105, III; CPP, art.\n 312; CPP, art. 654, §2º; Lei nº 7.960/1989, art. 1º, I; Lei nº\n 11.343/2006, arts. 33, caput, e 35.\n Jurisprudência relevante citada:STJ, AgRg no HC 904.049/RJ, Rel.\n Min. Ribeiro Dantas, Quinta Turma, julgado em 24.06.2024, DJe de\n 01.07.2024; STJ, AgRg no HC 965.960/SP, Rel. Min. Reynaldo Soares da\n Fonseca, Quinta Turma, julgado em 05.03.2025, DJEN de 10.03.2025.","dispositivo":"Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas,\n acordam os Ministros da QUINTA TURMA do Superior Tribunal de\n Justiça, em Sessão Virtual de 09/06/2026 a 15/06/2026, por\n unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Sra.\n Ministra Relatora.\n Os Srs. Ministros Reynaldo Soares da Fonseca, Ribeiro Dantas, Joel\n Ilan Paciornik e Messod Azulay Neto votaram com a Sra. Ministra\n Relatora.\n Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca.","inteiro_teor":"","inteiro_teor_url":"","dispositivos_citados_urn":[],"sumulas_citadas":[],"referencias_legislativas_brutas":[],"jurisprudencia_citada":"","tema":"","fonte_url":"https://dadosabertos.web.stj.jus.br/dataset/b79a7764-5c86-4530-9b6b-18cf60e2f38f/resource/fe4192ec-a00d-4d7f-93dc-16cd40031435/download/20260630.json","coletado_em":"2026-09-19T12:58:02Z","sha256_conteudo":"2b1588befeb129a6dc2a02055ce77725dd2936f7edda02b0e46218adaf6eb686","base_legal":"Lei 9.610/98 art. 8o, IV; CPC art. 189; dataset STJ sob Creative Commons Atribuicao","nivel_sigilo":null},"registro_original_integral":true,"campos_identificadores_removidos":[],"formato_caminhos_removidos":"JSON Pointer"}
