{"schema":"wiki.casos-public-original.v1","id":147285,"origem":"stj","sha256_origem":"e62b2c22f6b7e852592278b7772d9f2e40286845b4bf36f39fd83bf9924c5296","registro_original":{"id_fonte":"1438359","tribunal":"STJ","orgao_julgador":"QUINTA TURMA","classe":"AgRg no HC","classe_descricao":"AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS","numero_processo":"1088204","numero_registro":"202601361686","relator":"JOEL ILAN PACIORNIK","data_julgamento":"2026-06-15","data_publicacao":"2026-06-18","tipo_decisao":"ACÓRDÃO","ementa":"AGRAVO REGIMENTAL. ESTUPRO DE VULNERÁVEL. REVISÃO CRIMINAL. AUSÊNCIA\n DOS REQUISITOS PREVISTOS NO ART. 621 DO CPP. IMPOSSIBILIDADE DE\n REEXAME DE FATOS E PROVAS PARA DESCONSTITUIÇÃO DA COISA JULGADA.\n RECURSO IMPROVIDO.\n I. CASO EM EXAME\n 1. Agravo regimental interposto contra decisão que indeferiu\n liminarmente o habeas corpus.\n II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO\n 2. A questão em discussão consiste em saber se a revisão criminal\n pode ser utilizada para reexame de fatos e provas já analisados,\n visando à desconstituição de condenação acobertada pela coisa\n julgada.\n III. RAZÕES DE DECIDIR\n 3. A revisão criminal possui natureza excepcional para\n desconstituição da coisa julgada, exigindo o preenchimento dos\n requisitos do art. 621 do CPP e a defesa não demonstrou\n contrariedade do julgado a texto expresso da lei penal ou à\n evidência dos autos.\n 4.  A ação revisional não se presta como nova apelação para\n reexaminar o contexto fático-probatório, que já fora exaustivamente\n analisado na sentença, resguardada pelo manto da coisa julgada.\n IV. DISPOSITIVO E TESE\n 5. Resultado do Julgamento: Agravo regimental desprovido.\n Tese de julgamento:\n A revisão criminal é incabível para reexame de fatos e provas já\n analisados, sem demonstração de contrariedade ao texto expresso da\n lei penal ou às evidências dos autos, nos termos do art. 621 do\n Código de Processo Penal.\n Dispositivos relevantes citados:\n CPP, art. 621.\n Jurisprudência relevante citada:STJ, HC n. 1.046.850/SP, relator\n Ministro Ribeiro Dantas, Quinta Turma, julgado em 14/4/2026, DJEN de\n 22/4/2026; STJ, AgRg no HC 952.950/AL, Rel. Min. Messod Azulay\n Neto, Quinta Turma, DJEN 30/6/2025; STJ, AgRg no AREsp n.\n 2.359.506/SP, de minha relatoria, Quinta Turma, DJe de 30/8/2024..","dispositivo":"Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas,\n acordam os Ministros da QUINTA TURMA do Superior Tribunal de\n Justiça, em Sessão Virtual de 09/06/2026 a 15/06/2026, por\n unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr.\n Ministro Relator.\n Os Srs. Ministros Messod Azulay Neto, Maria Marluce Caldas, Reynaldo\n Soares da Fonseca e Ribeiro Dantas votaram com o Sr. Ministro\n Relator.\n Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca.","inteiro_teor":"","inteiro_teor_url":"","dispositivos_citados_urn":[],"sumulas_citadas":[],"referencias_legislativas_brutas":[],"jurisprudencia_citada":"","tema":"","fonte_url":"https://dadosabertos.web.stj.jus.br/dataset/b79a7764-5c86-4530-9b6b-18cf60e2f38f/resource/fe4192ec-a00d-4d7f-93dc-16cd40031435/download/20260630.json","coletado_em":"2026-09-19T12:58:02Z","sha256_conteudo":"dff9649824336ce66b3c36b1e12d2fb45ed32a0308f4f8ab440fe0fc43eab08f","base_legal":"Lei 9.610/98 art. 8o, IV; CPC art. 189; dataset STJ sob Creative Commons Atribuicao","nivel_sigilo":null}}
