{"schema":"wiki.casos-public-original.v1","id":148178,"origem":"stj","sha256_origem":"26f2da8c27463f8d511f9b435730bc851aff36a5153de88f9c917127daafbb41","registro_original":{"id_fonte":"1440689","tribunal":"STJ","orgao_julgador":"QUINTA TURMA","classe":"AgRg no AREsp","classe_descricao":"AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL","numero_processo":"3249300","numero_registro":"202601694001","relator":"RIBEIRO DANTAS","data_julgamento":"2026-06-16","data_publicacao":"2026-06-23","tipo_decisao":"ACÓRDÃO","ementa":"DIREITO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL.\n TRÁFICO DE DROGAS. TRÁFICO PRIVILEGIADO. REGIME ABERTO. SUBSTITUIÇÃO\n DA PENA. ANPP. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS FAVORÁVEIS. AGRAVO\n REGIMENTAL IMPROVIDO.\n I. CASO EM EXAME\n 1. Agravo regimental interposto pelo Ministério Público estadual\n contra decisão que conheceu do agravo para não conhecer do recurso\n especial, mantendo a aplicação do privilégio no tráfico ao agravado.\n 2. O Tribunal Estadual aplicou o privilégio do art. 33, §4º, da Lei\n 11.343/06, considerando que o agravado é primário, possui bons\n antecedentes e não há prova de que integrava organização criminosa.\n II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO\n 3. A questão em discussão consiste em saber se a apreensão de\n expressiva quantidade de entorpecentes e outros elementos\n indicativos de tráfico habitual afastam a aplicação do tráfico\n privilegiado ao agravado.\n III. RAZÕES DE DECIDIR\n 4. A instância ordinária, soberana na análise dos fatos, concluiu\n que o agravado fazia jus ao benefício do tráfico privilegiado,\n diante de sua primariedade e seus bons antecedentes.\n 5. Desconstituir o entendimento adotado pelo Tribunal a quo\n demandaria maior incursão no acervo fático-probatório, o que é\n vedado nesta via especial, por força da Súmula 7/STJ.\n 6. De acordo com a Súmula 440 do STJ, \"fixada a pena-base no mínimo\n legal, é vedado o estabelecimento de regime prisional mais gravoso\n do que o cabível em razão da sanção imposta, com base apenas na\n gravidade abstrata do delito\".\n 7. Diante da primariedade do agente e valoração favorável das\n circunstâncias judiciais, é cabível a substituição da pena privativa\n de liberdade por restritiva de direitos.\n 8. No caso em apreço, estão presentes, em tese, os requisitos que\n autorizam a aplicação do Acordo de Não Persecução Penal, haja vista\n que: (i) o delito em questão não envolveu violência ou grave ameaça;\n (ii) a pena mínima cominada ao crime é inferior a 4 anos; (iii) o\n réu não é reincidente em crime doloso; e (iv) houve a confissão por\n parte do acusado.\n IV. DISPOSITIVO E TESE\n 9. Agravo regimental improvido.\n Tese de julgamento:  \"1. A primariedade e bons antecedentes do réu\n são suficientes para a aplicação do tráfico privilegiado, salvo\n prova em contrário de dedicação a atividades criminosas. 2. A\n análise de fatos e provas é vedada em sede de recurso especial,\n conforme Súmula 7/STJ. 3. Diante da primariedade do agente e\n valoração favorável das circunstâncias judiciais, é cabível a\n substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de\n direitos.\"\n Dispositivos relevantes citados:  Lei 11.343/06, art. 33, §4º;\n CRFB/1988, art. 5º, LVII.\n Jurisprudência relevante citada:  STJ, AgRg no AREsp n. 683.282/MG,\n relator Ministro Antonio Saldanha Palheiro, Sexta Turma, julgado em\n 9/3/2021, DJe de 15/3/2021; STJ, (HC n. 673.682/SP, relator Ministro\n Jesuíno Rissato (Desembargador Convocado do Tjdft), Quinta Turma,\n julgado em 24/8/2021, DJe de 1/9/2021; STJ, AgRg no HC n.\n 812.034/SC, relatora Ministra Daniela Teixeira, relator para acórdão\n Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, julgado em\n 21/5/2024, DJe de 6/6/2024; STJ, REsp n. 1.890.343/SC, relator\n Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Terceira Seção, julgado em\n 23/10/2024.","dispositivo":"Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas,\n acordam os Ministros da Turma, por unanimidade, negar provimento ao\n agravo regimental.\n Os Srs. Ministros Joel Ilan Paciornik, Messod Azulay Neto, Maria\n Marluce Caldas e Reynaldo Soares da Fonseca votaram com o Sr.\n Ministro Relator.\n Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca.","inteiro_teor":"","inteiro_teor_url":"","dispositivos_citados_urn":[],"sumulas_citadas":[],"referencias_legislativas_brutas":[],"jurisprudencia_citada":"","tema":"","fonte_url":"https://dadosabertos.web.stj.jus.br/dataset/b79a7764-5c86-4530-9b6b-18cf60e2f38f/resource/fe4192ec-a00d-4d7f-93dc-16cd40031435/download/20260630.json","coletado_em":"2026-09-19T12:58:02Z","sha256_conteudo":"30463807660b5165fe423e84b6a4d8ceb931e000da9c0192e30bd682add3258d","base_legal":"Lei 9.610/98 art. 8o, IV; CPC art. 189; dataset STJ sob Creative Commons Atribuicao","nivel_sigilo":null}}
