{"schema":"wiki.casos-public-original.v1","id":148256,"origem":"stj","sha256_origem":"6df3176b9a01a06cf5ce03015d7cc58532ec0613188d7a115ccf1a568ac05d18","registro_original":{"id_fonte":"1440808","tribunal":"STJ","orgao_julgador":"QUINTA TURMA","classe":"AgRg no AREsp","classe_descricao":"AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL","numero_processo":"3122884","numero_registro":"202504667169","relator":"REYNALDO SOARES DA FONSECA","data_julgamento":"2026-06-16","data_publicacao":"2026-06-23","tipo_decisao":"ACÓRDÃO","ementa":"AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. TRÁFICO DE DROGAS.\n PROVAS PARA A CONDENAÇÃO. REEXAME FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA N. 7 DO\n STJ.  PALAVRA DOS POLICIAIS. VALOR PROBANTE. ATOS REVESTIDOS DE FÉ\n PÚBLICA. MAUS ANTECEDENTES. DECURSO DO PRAZO DEPURADOR DA\n REINCIDÊNCIA. IRRELEVÂNCIA. MAUS ANTECEDENTES E REINCIDÊNCIA.\n MÚLTIPLAS CONDENAÇÕES TRANSITADAS EM JULGADO. POSSIBILIDADE DE\n UTILIZAÇÃO DE CONDENAÇÕES DISTINTAS EM FASES DIVERSAS DA DOSIMETRIA.\n INEXISTÊNCIA DE BIS IN IDEM. REINCIDÊNCIA. TRÁFICO PRIVILEGIADO.\n IMPOSSIBILIDADE. REGIME PRISIONAL MAIS GRAVOSO. FUNDAMENTAÇÃO\n IDÔNEA. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO.\n 1. Cabe ao aplicador da lei, em instância ordinária, fazer um cotejo\n fático e probatório a fim de analisar a existência de provas\n suficientes a absolver, condenar ou desclassificar a imputação feita\n ao acusado. Óbice do enunciado n.º 7 da Súmula deste STJ (ut, AgInt\n no AREsp n. 1.265.017/DF, relatora Ministra Maria Thereza de Assis\n Moura, Sexta Turma, DJe de 24/5/2018).\n 2. Consta do acórdão que \"não bastasse, o laudo realizado no celular\n do réu atestou a existência de conversas em que usuários faziam\n pedidos de drogas. Ainda foram encontradas fotografias de armas,\n drogas e balanças de precisão (fls. 240/255). Parte das drogas\n estavam embaladas em porções individuais, prontas para o consumo e,\n por certo, as circunstâncias da prisão e o envolvimento anterior1\n com o tráfico de drogas levam à conclusão de que o destino daquelas\n era o consumo de terceiros.\" (e- STJ fl. 393)\n 3. Ao contrário do alegado, a condenação não está amparada apenas\n nos elementos colhidos na fase de inquérito, mas também em juízo,\n conforme se verifica da leitura do acórdão à e-STJ fl. 392.\n 4. O depoimento dos policiais prestado em Juízo constitui meio de\n prova idôneo a resultar na condenação do réu, notadamente quando\n ausente qualquer dúvida sobre a imparcialidade dos agentes, cabendo\n à defesa o ônus de demonstrar a imprestabilidade da prova, o que não\n ocorreu no presente caso.\n 5. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça é pacífica no\n sentido de que condenações antigas podem ser valoradas como maus\n antecedentes, ainda que não gerem reincidência, conforme precedentes\n (HC 453.871/SP, HC 459.987/SP e AgRg no AREsp 1.356.824/DF).\n 6. É possível considerar condenações distintas como maus\n antecedentes e reincidência em fases diversas da dosimetria da pena,\n desde que não haja dupla valoração de uma mesma condenação (ut,\n REsp n. 2.199.514/RJ, relator Ministro Sebastião Reis Júnior, Sexta\n Turma, julgado em 18/6/2025, DJEN de 26/6/2025.)\n 7. A reincidência impede a aplicação do redutor do tráfico\n privilegiado previsto no art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006.\n 8. Não há ilegalidade na fixação do regime inicial fechado quando\n apontado dado fático suficiente a indicar a maior reprovabilidade da\n conduta - na espécie, a reincidência do agravante -, ainda que o\n quantum da pena tenha sido inferior a oito anos (art. 33, § 3º, do\n CP)\" (AgRg no AREsp n. 831.035/SP, relator Ministro Rogerio Schietti\n Cruz, Sexta Turma, julgado em 30/6/2016, DJe 3/8/2016).\n 9. Agravo regimental não provido.","dispositivo":"Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas,\n acordam os Ministros da Turma, por unanimidade, negar provimento ao\n agravo regimental.\n Os Srs. Ministros Ribeiro Dantas, Joel Ilan Paciornik, Messod Azulay\n Neto e Maria Marluce Caldas votaram com o Sr. Ministro Relator.\n Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca.","inteiro_teor":"","inteiro_teor_url":"","dispositivos_citados_urn":[],"sumulas_citadas":[],"referencias_legislativas_brutas":[],"jurisprudencia_citada":"","tema":"","fonte_url":"https://dadosabertos.web.stj.jus.br/dataset/b79a7764-5c86-4530-9b6b-18cf60e2f38f/resource/fe4192ec-a00d-4d7f-93dc-16cd40031435/download/20260630.json","coletado_em":"2026-09-19T12:58:02Z","sha256_conteudo":"34a1e13c0bf36d72b2b284f9c7cf31f7dc86e673351fc4b5f4cf492d75e62b29","base_legal":"Lei 9.610/98 art. 8o, IV; CPC art. 189; dataset STJ sob Creative Commons Atribuicao","nivel_sigilo":null},"registro_original_integral":true,"campos_identificadores_removidos":[],"formato_caminhos_removidos":"JSON Pointer"}
