{"schema":"wiki.casos-public-original.v1","id":148284,"origem":"stj","sha256_origem":"1699a7104bbbfc4ca27b5854c2911ba9f14c8616317174a42428c1082ed16cb9","registro_original":{"id_fonte":"1440847","tribunal":"STJ","orgao_julgador":"QUINTA TURMA","classe":"AgRg no HC","classe_descricao":"AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS","numero_processo":"1073589","numero_registro":"202600516057","relator":"MESSOD AZULAY NETO","data_julgamento":"2026-06-15","data_publicacao":"2026-06-23","tipo_decisao":"ACÓRDÃO","ementa":"DIREITO PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. PRISÃO\n PREVENTIVA. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. GRAVIDADE CONCRETA E MODUS\n OPERANDI. INVIABILIDADE DE REVOLVIMENTO FÁTICO-PROBATÓRIO.  AGRAVO\n DESPROVIDO.\n I. CASO EM EXAME\n 1. O recurso. Agravo regimental interposto contra decisão\n monocrática que denegou habeas corpus, submetido à apreciação\n colegiada.\n 2. Fato relevante. Prisão preventiva decretada em desfavor do\n agravante pela suposta prática dos crimes previstos no art. 121, §\n 2º, incisos I, II, III e IV, c/c art. 14, inciso II, na forma do\n art. 29, do Código Penal; art. 288, parágrafo único, do Código\n Penal; e art. 244-B, § 2º, da Lei 8.069/90, destacando-se gravidade\n concreta das condutas, com tentativa de homicídio qualificado\n mediante uso de objeto inflamável contra pessoa em situação de rua,\n com transmissão ao vivo por plataforma digital.\n 3. As decisões anteriores. Tribunal local denegou a ordem por\n unanimidade. Decisão agravada manteve a custódia cautelar por\n fundamentos próprios, ressaltando a periculosidade evidenciada e a\n inadequação de medidas cautelares diversas.\n II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO\n 4. A questão em discussão consiste em saber se a prisão preventiva\n do agravante está lastreada em fundamentação concreta apta a\n resguardar a ordem pública, diante da gravidade concreta e do modus\n operandi das condutas imputadas.\n 5. A questão em discussão consiste em saber se condições pessoais\n favoráveis e a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão\n são suficientes para afastar a custódia cautelar.\n 6. A questão em discussão consiste em saber se a alegação de\n fragilidade probatória e de ausência de indícios de autoria pode ser\n examinada na via estreita do habeas corpus e do agravo regimental,\n sem revolvimento fático-probatório.\n III. RAZÕES DE DECIDIR\n 7. A prisão preventiva permanece válida por se apoiar em dados\n concretos extraídos dos autos que demonstram a gravidade concreta\n das condutas, a periculosidade do agravante e a necessidade de\n garantia da ordem pública.\n 8. A gravidade concreta e o modus operandi - tentativa de homicídio\n qualificado com emprego de fogo contra vítima em situação de rua, em\n contexto de associação criminosa e corrupção de menores -\n evidenciam risco atual e justificam a custódia cautelar.\n 9. Condições pessoais favoráveis, como primariedade, ocupação lícita\n e residência fixa, não afastam a prisão preventiva quando presentes\n elementos que recomendam a sua manutenção.\n 10. Medidas cautelares diversas da prisão mostram-se insuficientes\n diante dos elementos concretos que apontam a necessidade da\n segregação para resguardar a ordem pública.\n 11. A discussão sobre fragilidade probatória e ausência de indícios\n de autoria demanda revolvimento fático-probatório, incompatível com\n a via do habeas corpus e do agravo regimental.\n 12. O agravo regimental não apresenta argumentos novos capazes de\n infirmar os fundamentos da decisão agravada, impondo-se a sua\n manutenção pelos próprios fundamentos.\n IV. DISPOSITIVO E TESE\n 6. Resultado do Julgamento: Agravo regimental desprovido.","dispositivo":"Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas,\n acordam os Ministros da QUINTA TURMA do Superior Tribunal de\n Justiça, em Sessão Virtual de 09/06/2026 a 15/06/2026, por\n unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr.\n Ministro Relator.\n Os Srs. Ministros Maria Marluce Caldas, Reynaldo Soares da Fonseca,\n Ribeiro Dantas e Joel Ilan Paciornik votaram com o Sr. Ministro\n Relator.\n Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca.","inteiro_teor":"","inteiro_teor_url":"","dispositivos_citados_urn":[],"sumulas_citadas":[],"referencias_legislativas_brutas":[],"jurisprudencia_citada":"","tema":"","fonte_url":"https://dadosabertos.web.stj.jus.br/dataset/b79a7764-5c86-4530-9b6b-18cf60e2f38f/resource/fe4192ec-a00d-4d7f-93dc-16cd40031435/download/20260630.json","coletado_em":"2026-09-19T12:58:02Z","sha256_conteudo":"e8e1cc476c3b9fcfd436dcce3bed9723df360d70cd9df6c1e85d21c505d9e62e","base_legal":"Lei 9.610/98 art. 8o, IV; CPC art. 189; dataset STJ sob Creative Commons Atribuicao","nivel_sigilo":null},"registro_original_integral":true,"campos_identificadores_removidos":[],"formato_caminhos_removidos":"JSON Pointer"}
