# Registro público: STJ — 3164304

- **Origem:** stj
- **Órgão:** QUINTA TURMA
- **Classe:** AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL
- **Grau:** 
- **Data de julgamento:** 2026-06-16
- **Publicação:** 2026-06-23
- **Ajuizamento:** 
- **Página canônica da Wiki Jurídica:** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/148529/
- **Registro público da fonte (JSON):** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/148529.json
- **Fonte primária preservada:** STJ, dados abertos de acórdãos
- **SHA-256 da fonte preservada:** fa5dd0f0427b24717beb15cecd079a8cc1f178638e83a89b5a3ebbacc1c76a31

## Origem do registro no STJ

[Conjunto de dados oficial do STJ](<https://dadosabertos.web.stj.jus.br/dataset/b79a7764-5c86-4530-9b6b-18cf60e2f38f/resource/fe4192ec-a00d-4d7f-93dc-16cd40031435/download/20260630.json>)
- **Identificador na fonte:** 1441306
- **Número de registro na fonte:** 202600326570
- **Coleta informada no registro:** 2026-09-19T12:58:02Z

## Quadro documental do acórdão — seções oficiais da ementa

**Origem:** texto literal do STJ, sem inferência de fundamentos.

### I. CASO EM EXAME

1. O recurso. Agravo regimental interposto pela defesa contra
 decisão que conheceu em parte o recurso especial e, nessa extensão,
 fixou o regime inicial aberto quanto ao crime do artigo 136 do
 Código Penal.
 2. Fato relevante. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
 manteve a condenação pelos artigos 136 e 217-A do Código Penal, com
 fundamento em conjunto probatório coeso, incluindo boletim de
 ocorrência, laudo do IML, imagens, relatório de serviço social,
 perícia médica e prova oral colhida sob contraditório, além de
 escuta especializada da vítima.
 3. As decisões anteriores. As instâncias ordinárias desacolheram a
 tese defensiva de insuficiência probatória e rejeitaram a alegada
 violação ao artigo 386, VII, do Código de Processo Penal,
 ratificando a condenação.

### II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO

4. A questão em discussão consiste em (i) saber se a alegada
 insuficiência probatória pode ser acolhida em recurso especial por
 meio de revaloração jurídica, afastando o óbice da Súmula 7/STJ; e
 (ii) saber se o acórdão recorrido guarda consonância com a
 orientação do Superior Tribunal de Justiça sobre o especial valor
 probatório da palavra da vítima em crimes sexuais, atraindo a
 incidência da Súmula 83/STJ.

### III. RAZÕES DE DECIDIR

5. O agravo regimental é conhecido por ser tempestivo e por impugnar
 a decisão agravada nos limites da controvérsia.
 6. O conjunto probatório é robusto e harmônico para confirmar
 materialidade e autoria dos crimes de maus-tratos e estupro de
 vulnerável, com relatos da vítima em escuta especializada
 corroborados por prova oral e documental produzida sob
 contraditório, razão pela qual não há violação ao artigo 386, VII,
 do Código de Processo Penal.
 7. A pretensão defensiva demanda revolvimento fático-probatório,
 providência vedada em recurso especial conforme Súmula 7/STJ.
 8. O entendimento do Tribunal de origem está em consonância com a
 orientação do Superior Tribunal de Justiça quanto ao especial valor
 probatório da palavra da vítima em crimes de natureza sexual quando
 coerente e apoiada em outros elementos dos autos, incidindo a Súmula
 83/STJ.

### IV. DISPOSITIVO E TESE

9. Resultado do Julgamento: Agravo regimental desprovido.
 Tese de julgamento:
 1. A palavra da vítima em crimes de natureza sexual, quando coerente
 e corroborada por outros elementos, possui especial valor
 probatório apto a sustentar a condenação. 2. O reexame do conjunto
 fático-probatório é vedado em recurso especial, conforme Súmula
 7/STJ. 3. A consonância do acórdão recorrido com a jurisprudência do
 STJ atrai a incidência da Súmula 83/STJ. 4. O agravo regimental
 deve ser conhecido quando tempestivo e quando impugna a decisão
 agravada nos limites da matéria controvertida. Dispositivos
 relevantes citados:CPP, art. 386, VII; CP, arts. 136 e 217-A; Súmula
 7/STJ; Súmula 83/STJ
 Jurisprudência relevante citada:STJ, AgRg no AREsp 2.679.183/SC,
 Quinta Turma, j. 04.02.2025; STJ, AREsp 2.600.425/SC, j. 20.06.2024;
 STJ, AgRg nos EDcl no AREsp 3.128.042/ES, Quinta Turma, j.
 14.04.2026

## Ementa

DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM
 RECURSO ESPECIAL. MAUS-TRATOS E ESTUPRO DE VULNERÁVEL. VALOR
 PROBATÓRIO DA PALAVRA DA VÍTIMA. SÚMULAS N. 7 E N. 83/STJ. AGRAVO
 DESPROVIDO.
 I. CASO EM EXAME
 1. O recurso. Agravo regimental interposto pela defesa contra
 decisão que conheceu em parte o recurso especial e, nessa extensão,
 fixou o regime inicial aberto quanto ao crime do artigo 136 do
 Código Penal.
 2. Fato relevante. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
 manteve a condenação pelos artigos 136 e 217-A do Código Penal, com
 fundamento em conjunto probatório coeso, incluindo boletim de
 ocorrência, laudo do IML, imagens, relatório de serviço social,
 perícia médica e prova oral colhida sob contraditório, além de
 escuta especializada da vítima.
 3. As decisões anteriores. As instâncias ordinárias desacolheram a
 tese defensiva de insuficiência probatória e rejeitaram a alegada
 violação ao artigo 386, VII, do Código de Processo Penal,
 ratificando a condenação.
 II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO
 4. A questão em discussão consiste em (i) saber se a alegada
 insuficiência probatória pode ser acolhida em recurso especial por
 meio de revaloração jurídica, afastando o óbice da Súmula 7/STJ; e
 (ii) saber se o acórdão recorrido guarda consonância com a
 orientação do Superior Tribunal de Justiça sobre o especial valor
 probatório da palavra da vítima em crimes sexuais, atraindo a
 incidência da Súmula 83/STJ.
 III. RAZÕES DE DECIDIR
 5. O agravo regimental é conhecido por ser tempestivo e por impugnar
 a decisão agravada nos limites da controvérsia.
 6. O conjunto probatório é robusto e harmônico para confirmar
 materialidade e autoria dos crimes de maus-tratos e estupro de
 vulnerável, com relatos da vítima em escuta especializada
 corroborados por prova oral e documental produzida sob
 contraditório, razão pela qual não há violação ao artigo 386, VII,
 do Código de Processo Penal.
 7. A pretensão defensiva demanda revolvimento fático-probatório,
 providência vedada em recurso especial conforme Súmula 7/STJ.
 8. O entendimento do Tribunal de origem está em consonância com a
 orientação do Superior Tribunal de Justiça quanto ao especial valor
 probatório da palavra da vítima em crimes de natureza sexual quando
 coerente e apoiada em outros elementos dos autos, incidindo a Súmula
 83/STJ.
 IV. DISPOSITIVO E TESE
 9. Resultado do Julgamento: Agravo regimental desprovido.
 Tese de julgamento:
 1. A palavra da vítima em crimes de natureza sexual, quando coerente
 e corroborada por outros elementos, possui especial valor
 probatório apto a sustentar a condenação. 2. O reexame do conjunto
 fático-probatório é vedado em recurso especial, conforme Súmula
 7/STJ. 3. A consonância do acórdão recorrido com a jurisprudência do
 STJ atrai a incidência da Súmula 83/STJ. 4. O agravo regimental
 deve ser conhecido quando tempestivo e quando impugna a decisão
 agravada nos limites da matéria controvertida. Dispositivos
 relevantes citados:CPP, art. 386, VII; CP, arts. 136 e 217-A; Súmula
 7/STJ; Súmula 83/STJ
 Jurisprudência relevante citada:STJ, AgRg no AREsp 2.679.183/SC,
 Quinta Turma, j. 04.02.2025; STJ, AREsp 2.600.425/SC, j. 20.06.2024;
 STJ, AgRg nos EDcl no AREsp 3.128.042/ES, Quinta Turma, j.
 14.04.2026

## Dispositivo / resultado textual

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas,
 acordam os Ministros da Turma, por unanimidade, negar provimento ao
 agravo regimental.
 Os Srs. Ministros Messod Azulay Neto, Maria Marluce Caldas, Reynaldo
 Soares da Fonseca e Ribeiro Dantas votaram com o Sr. Ministro
 Relator.
 Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca.

## Referências extraídas



**Limite documental:** Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.


## Navegação contextual


**Nota:** processos com a mesma classificação ou norma podem ter fatos, fundamentos e desfechos divergentes. Ato/andamento não prova vitória, derrota ou trânsito em julgado.

## Comentário de Rafael Toledo

Análise autoral de leitura documental, separada do teor oficial.

Neste registro, o processo 3164304 no STJ está identificado por “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL”. Esse é o dado documental disponível para orientar a leitura. O campo de assunto não está informado nesta representação, de modo que não o completo por aproximação com outros processos.

O órgão indicado é “QUINTA TURMA”. Esse vínculo permite localizar a unidade registrada e acompanhar seus atos. A identificação do órgão não informa, por si, o conteúdo de uma decisão ou o acolhimento de um pedido.

A ementa deste acórdão organiza a exposição em “I. CASO EM EXAME”; “II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO”; “III. RAZÕES DE DECIDIR”; “IV. DISPOSITIVO E TESE”. Essa estrutura permite separar a questão apresentada, a fundamentação descrita e o dispositivo. Um trecho isolado precisa ser confrontado com as demais seções do mesmo acórdão.

O registro disponível não contém o inteiro teor do voto. Por isso, este comentário se limita à organização da fonte publicada; argumentos, fatos ou ressalvas ausentes não são reconstruídos como se fossem afirmações do tribunal.

[Fonte oficial que sustenta este comentário](<https://dadosabertos.web.stj.jus.br/dataset/b79a7764-5c86-4530-9b6b-18cf60e2f38f/resource/fe4192ec-a00d-4d7f-93dc-16cd40031435/download/20260630.json>)

- **Autoria do comentário:** Rafael Toledo
- **Versão do produtor:** 2026-10-22.1
- **SHA-256 da fonte:** fa5dd0f0427b24717beb15cecd079a8cc1f178638e83a89b5a3ebbacc1c76a31
- **SHA-256 do comentário:** 874dde8072f1e2583ecacb92179815cb28d5ba3aeb3a3c1738b76cd51ba56f27
