{"schema":"wiki.casos-public-original.v1","id":148950,"origem":"stj","sha256_origem":"0c87d609a9318c63d116a02b93b043dc4d214c3c603bace0418d7b3585de8e1d","registro_original":{"id_fonte":"1447144","tribunal":"STJ","orgao_julgador":"QUINTA TURMA","classe":"EDcl no AgRg no HC","classe_descricao":"EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS","numero_processo":"1047419","numero_registro":"202504215184","relator":"JOEL ILAN PACIORNIK","data_julgamento":"2026-06-24","data_publicacao":"2026-06-29","tipo_decisao":"ACÓRDÃO","ementa":"EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS.\n OMISSÃO, OBSCURIDADE OU CONTRADIÇÃO. INOCORRÊNCIA. EMBARGOS DE\n DECLARAÇÃO REJEITADOS.\n I. CASO EM EXAME\n 1. Embargos de declaração opostos contra decisão que negou\n provimento ao agravo regimental.\n II. Questão em discussão\n 2. Verificar a existência de omissão, contradição e obscuridade no\n julgado embargado.\n III. Razões de decidir\n 3. O acórdão embargado não foi omisso, pois não se deve olvidar que\n o Magistrado não está obrigado a responder todas as alegações das\n partes, quando já tenha encontrado motivo suficiente para fundar o\n seu decisório, nem se obriga a ater-se aos fundamentos indicados por\n elas e, tampouco, a responder um a um todos os seus argumentos.\n 4. A contradição que enseja a oposição da presente medida\n integrativa é aquela interna do próprio julgado, ou seja entre os\n fundamentos adotados e a conclusão, o que não se verifica na\n hipótese dos autos, em que a defesa não se conforma com o resultado\n de julgamento.\n 5. A obscuridade que justifica a oposição de embargos de declaração\n é aquela interna ao próprio julgado, consistente na falta de clareza\n ou inteligibilidade da decisão, o que não se observa nos autos, em\n que o embargante, em verdade, insurge-se com a solução dada à\n controvérsia.\n IV. Dispositivo e tese\n 6. Resultado do Julgamento: Embargos rejeitados.\n Tese de julgamento:\n 1. Não pode ser reputado como omisso o decisório que está\n fundamentado adequadamente, pois não se exige que o Magistrado\n responda um a um todos os argumentos levantados nos autos, desde que\n haja embasado adequadamente a sua decisão.\n 2. A contradição prevista no art. 619 do CPP é a interna ao julgado,\n ou seja, entre o fundamento e a conclusão.\n 3. A obscuridade passível de ser sanada na via dos embargos de\n declaração é aquela interna ao próprio julgado, consistente na falta\n de clareza ou inteligibilidade da decisão\n Dispositivos relevantes citados: CPP, art. 619; CPC, art. 1.022,\n III.\n Jurisprudência relevante citada: STJ, EDcl no AgRg no HC n.\n 969.429/MG, relator Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta\n Turma, DJEN de 3/7/2025; STJ, EDcl no AgRg no HC n. 783.050/ES,\n relator Ministro Carlos Cini Marchionatti (Desembargador Convocado\n TJRS), Quinta Turma, DJEN de 26/6/2025; STJ, EDcl nos EDcl no AgRg\n no RHC 137.734/PR, de minha relatoria, QUINTA TURMA, DJe 11/3/2022;\n STJ, EDcl no AgRg no HC n. 952.698/SP, relator Ministro Og\n Fernandes, Sexta Turma, julgado em 26/11/2024, DJe de 2/12/2024;\n STJ, AgRg no REsp n. 2.153.637/PR, relator Ministro Reynaldo Soares\n da Fonseca, Quinta Turma, julgado em 17/9/2024, DJe de 24/9/2024,\n STJ, EDcl no REsp n. 2.004.455/PR, relator Ministro Reynaldo Soares\n da Fonseca, Terceira Seção, julgado em 6/11/2025, DJEN de\n 12/11/2025; STJ, AgInt no REsp n. 1.820.915/SP, Rel. Min. Marco\n Aurélio Bellizze, Terceira Turma, j. 15.04.2024, DJe 17.04.2024;\n STJ, EDcl no AgRg no AREsp n. 2.242.887/SP, Rel. Min. Jesuíno\n Rissato (Desembargador Convocado do TJDFT), Sexta Turma, j.\n 05.12.2023, DJe 07.12.2023; STJ, EDcl no AgInt no REsp n.\n 1.594.595/SP, Rel. Min. Humberto Martins, Segunda Turma, j.\n 06.03.2023, DJe 13.03.2023.","dispositivo":"Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas,\n acordam os Ministros da QUINTA TURMA do Superior Tribunal de\n Justiça, em Sessão Virtual de 18/06/2026 a 24/06/2026, por\n unanimidade, rejeitar os embargos de declaração, nos termos do voto\n do Sr. Ministro Relator.\n Os Srs. Ministros Messod Azulay Neto, Maria Marluce Caldas, Reynaldo\n Soares da Fonseca e Ribeiro Dantas votaram com o Sr. Ministro\n Relator.\n Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca.","inteiro_teor":"","inteiro_teor_url":"","dispositivos_citados_urn":[],"sumulas_citadas":[],"referencias_legislativas_brutas":[],"jurisprudencia_citada":"","tema":"","fonte_url":"https://dadosabertos.web.stj.jus.br/dataset/b79a7764-5c86-4530-9b6b-18cf60e2f38f/resource/fe4192ec-a00d-4d7f-93dc-16cd40031435/download/20260630.json","coletado_em":"2026-09-19T12:58:02Z","sha256_conteudo":"cc1393d0ee27b35bfbf1120d758f447ffe8793403905e0ee12230e7e8ccf9dc8","base_legal":"Lei 9.610/98 art. 8o, IV; CPC art. 189; dataset STJ sob Creative Commons Atribuicao","nivel_sigilo":null},"registro_original_integral":true,"campos_identificadores_removidos":[],"formato_caminhos_removidos":"JSON Pointer"}
