{"schema":"wiki.casos-public-original.v1","id":149079,"origem":"stj","sha256_origem":"32eadc210428c4e3e2e80c659ef94d5df740b09ceaf985d036a818fb144fc9e4","registro_original":{"id_fonte":"1427008","tribunal":"STJ","orgao_julgador":"SEXTA TURMA","classe":"AgRg no HC","classe_descricao":"AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS","numero_processo":"1084331","numero_registro":"202601146881","relator":"CARLOS PIRES BRANDÃO","data_julgamento":"2026-05-27","data_publicacao":"2026-06-02","tipo_decisao":"ACÓRDÃO","ementa":"DIREITO PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS.\n TRÁFICO DE DROGAS. PRISÃO PREVENTIVA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. HABEAS\n CORPUS COMO VIA INADEQUADA PARA REVOLVIMENTO PROBATÓRIO. NULIDADE DO\n MANDADO DE BUSCA E APREENSÃO. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. AGRAVO\n REGIMENTAL DESPROVIDO.\n I. CASO EM EXAME\n 1. Agravo regimental interposto contra decisão monocrática proferida\n em habeas corpus, na qual se conheceu parcialmente da impetração e,\n nessa extensão, foi denegada a ordem que buscava a revogação da\n prisão preventiva decretada em desfavor de acusado pela suposta\n prática dos delitos previstos nos arts. 33, caput, e 35, caput, da\n Lei n. 11.343/2006.\n 2. Neste agravo regimental, a parte agravante reitera o pleito de\n revogação da prisão cautelar, aduz que a apreciação da tese de\n fragilidade dos elementos de autoria não exige reexame do acervo\n fático-probatório, bem como defende a análise direta da tese de\n nulidade do mandado de busca e apreensão, por se tratar de matéria\n de ordem pública e ilegalidade evidente, sem necessidade de dilação\n probatória.\n II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO\n 3. A questão em discussão consiste em saber se a prisão preventiva\n do agravante encontra-se suficientemente fundamentada, ou se seria\n possível a substituição por medidas cautelares diversas da prisão.\n 4. Outra questão em discussão consiste em saber se o habeas corpus\n constitui via adequada para o exame de alegações de fragilidade da\n prova de autoria, de supostas irregularidades na atuação policial e\n de nulidade do mandado de busca e apreensão, sem incorrer em\n indevido revolvimento do conjunto fático-probatório e em supressão\n de instância.\n III. RAZÕES DE DECIDIR\n 5. A via estreita do habeas corpus não se presta à análise de\n alegações de insuficiência de provas de autoria e materialidade,\n tampouco de supostas irregularidades na atuação policial, por\n demandarem reexame aprofundado do acervo fático-probatório, inviável\n no rito célere do remédio constitucional.\n 6. Na hipótese dos autos, como destacado pelas instâncias\n ordinárias, o agravante ostenta a reprovável condição de reincidente\n específico, possuindo em seu desfavor condenações definitivas\n pretéritas pela prática do crime de tráfico de drogas, o que\n justifica a necessidade da prisão preventiva como garantia da ordem\n pública, em razão do risco concreto de reiteração delitiva.\n 7. Tendo em vista que a necessidade da prisão preventiva foi\n concretamente demonstrada nos termos dos arts. 312 e 313, ambos do\n Código de Processo Penal, não se mostra suficiente a aplicação de\n medidas cautelares mais brandas.\n 8. A existência de condições pessoais favoráveis não impede, por si\n só, a manutenção da prisão preventiva quando presentes elementos\n concretos que demonstram a necessidade da medida extrema para\n acautelar a ordem pública, como ocorre na espécie.\n 9. A tese de nulidade do mandado de busca e apreensão não foi\n examinada pelo Tribunal de origem no acórdão impugnado, o que impede\n a manifestação originária desta Corte, sob pena de supressão de\n instância.\n IV. DISPOSITIVO\n 10. Agravo regimental desprovido.","dispositivo":"Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas,\n acordam os Ministros da SEXTA TURMA do Superior Tribunal de\n Justiça, em Sessão Virtual de 21/05/2026 a 27/05/2026, por\n unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do\n voto do Sr. Ministro Carlos Pires Brandão.\n Os Srs. Ministros Nilsoni de Freitas (Desembargadora Convocada do\n TJDFT), Og Fernandes, Sebastião Reis Júnior e Rogerio Schietti Cruz\n votaram com o Sr. Ministro Relator.\n Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Carlos Pires Brandão.","inteiro_teor":"","inteiro_teor_url":"","dispositivos_citados_urn":[],"sumulas_citadas":[],"referencias_legislativas_brutas":[],"jurisprudencia_citada":"","tema":"","fonte_url":"https://dadosabertos.web.stj.jus.br/dataset/3e51dda9-0d9c-418e-9423-79284d6c9a9b/resource/8fbed137-d167-4aad-815c-94a0925f0b3b/download/20260630.json","coletado_em":"2026-09-19T12:58:02Z","sha256_conteudo":"68cd8266b80f393f9bf7b0497d850fbfadcf0593bb2f9e0108481e18a76b9e2c","base_legal":"Lei 9.610/98 art. 8o, IV; CPC art. 189; dataset STJ sob Creative Commons Atribuicao","nivel_sigilo":null}}
