{"schema":"wiki.casos-public-original.v1","id":149604,"origem":"stj","sha256_origem":"6fdfbe8f8fd09f5dc45c8f867919a443f8685ddf37df805fa9c3fe56530ee902","registro_original":{"id_fonte":"1436604","tribunal":"STJ","orgao_julgador":"SEXTA TURMA","classe":"AgRg no HC","classe_descricao":"AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS","numero_processo":"1066129","numero_registro":"202600024930","relator":"CARLOS PIRES BRANDÃO","data_julgamento":"2026-06-11","data_publicacao":"2026-06-16","tipo_decisao":"ACÓRDÃO","ementa":"DIREITO PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS.\n TRIBUNAL DO JÚRI. HOMICÍDIO QUALIFICADO. APELAÇÃO CRIMINAL.\n INTEMPESTIVIDADE. INTIMAÇÃO PESSOAL DA DEFENSORIA PÚBLICA. LEITURA\n DA SENTENÇA EM PLENÁRIO. TERMO INICIAL DO PRAZO RECURSAL.\n DESNECESSIDADE DE POSTERIOR REMESSA DOS AUTOS. TEMA REPETITIVO N.\n 959. DISTINÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO.\n I. CASO EM EXAME\n 1. Agravo regimental interposto contra decisão monocrática que não\n conheceu do habeas corpus, mantendo o reconhecimento da\n intempestividade da apelação criminal interposta na origem.\n 2. O agravante sustenta que o prazo recursal da Defensoria Pública\n somente se inicia com a efetiva remessa dos autos à instituição, nos\n termos do Tema Repetitivo n. 959 do STJ, sendo insuficiente a\n intimação ocorrida na sessão do Tribunal do Júri.\n II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO\n 3. A questão em discussão consiste em verificar se a leitura da\n sentença em plenário no Tribunal do Júri, na presença do defensor\n público, é suficiente para iniciar a contagem do prazo recursal ou\n se é indispensável a posterior remessa dos autos para o\n aperfeiçoamento da intimação pessoal.\n III. RAZÕES DE DECIDIR\n 4. No rito especial do Júri, a leitura e publicação da sentença ao\n final da sessão de julgamento, na presença do defensor, configuram\n intimação pessoal idônea, conforme previsto no art. 798, § 5º,\n alínea \"b\", do Código de Processo Penal.\n 5. A tese fixada no Tema Repetitivo n. 959 deve ser harmonizada com\n as regras específicas de intimação em audiência, não se exigindo a\n remessa dos autos quando a ciência integral da decisão ocorre em ato\n solene com a presença da defesa técnica.\n 6. A jurisprudência atual desta Corte Superior é pacífica no sentido\n de que a leitura e publicação da sentença ao final da sessão de\n julgamento do Tribunal do Júri constituem intimação pessoal das\n partes, ensejando o início do prazo recursal, independentemente da\n remessa dos autos à Defensoria Pública.\n 7. Constatada a interposição do recurso de apelação após o\n transcurso do prazo em dobro contado da sessão plenária, impõe-se a\n manutenção do reconhecimento da intempestividade.\n IV. DISPOSITIVO\n 8. Agravo regimental não provido.","dispositivo":"Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas,\n acordam os Ministros da SEXTA TURMA do Superior Tribunal de Justiça,\n em Sessão Virtual de 05/06/2026 a 11/06/2026, por unanimidade, negar\n provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Sr. Ministro\n Carlos Pires Brandão.\n Os Srs. Ministros Nilsoni de Freitas (Desembargadora Convocada do\n TJDFT), Og Fernandes, Sebastião Reis Júnior e Rogerio Schietti Cruz\n votaram com o Sr. Ministro Relator.\n Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Carlos Pires Brandão.","inteiro_teor":"","inteiro_teor_url":"","dispositivos_citados_urn":[],"sumulas_citadas":[],"referencias_legislativas_brutas":[],"jurisprudencia_citada":"","tema":"","fonte_url":"https://dadosabertos.web.stj.jus.br/dataset/3e51dda9-0d9c-418e-9423-79284d6c9a9b/resource/8fbed137-d167-4aad-815c-94a0925f0b3b/download/20260630.json","coletado_em":"2026-09-19T12:58:02Z","sha256_conteudo":"06a119dfcf94fa09bb4f11fb8fe69efa0e04bd04279464e59b99653db38fe437","base_legal":"Lei 9.610/98 art. 8o, IV; CPC art. 189; dataset STJ sob Creative Commons Atribuicao","nivel_sigilo":null}}
