{"schema":"wiki.casos-public-original.v1","id":149757,"origem":"stj","sha256_origem":"1be504580b6ef9ad7f67837a38c9c98441bae45e48fd0adf172febbdf74b6c76","registro_original":{"id_fonte":"1436860","tribunal":"STJ","orgao_julgador":"SEXTA TURMA","classe":"AgRg no HC","classe_descricao":"AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS","numero_processo":"1090325","numero_registro":"202601506080","relator":"CARLOS PIRES BRANDÃO","data_julgamento":"2026-06-11","data_publicacao":"2026-06-16","tipo_decisao":"ACÓRDÃO","ementa":"DIREITO PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS.\n EXECUÇÃO PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ESPECIAL. ERRO\n MATERIAL. PRELIMINAR PROCEDENTE. PROGRESSÃO AO REGIME SEMIABERTO.\n EXAME CRIMINOLÓGICO. SÚMULA N. 439/STJ. FALTA GRAVE PRATICADA HÁ\n MAIS DE 12 MESES. POSSIBILIDADE. PRECEDENTES. REITERAÇÃO DAS TESES.\n AGRAVO REGIMENTAL CONHECIDO E NÃO PROVIDO.\n I. CASO EM EXAME\n 1. Agravo regimental interposto contra decisão monocrática que não\n conheceu do habeas corpus substitutivo de recurso especial, por\n inadequação da via eleita e ausência de flagrante ilegalidade a\n justificar a concessão da ordem de ofício, em execução penal na qual\n se cassou progressão de regime, se determinou a realização de exame\n criminológico e se reconduziu o apenado a regime fechado.\n 2. Na execução penal, o Juízo de primeiro grau havia deferido a\n progressão de regime com base no preenchimento dos requisitos\n objetivo e subjetivo. Em agravo em execução interposto pelo\n Ministério Público estadual, o Tribunal de origem deu provimento ao\n recurso para cassar o benefício, determinar a realização de exame\n criminológico e reconduzir o apenado ao regime fechado, destacando\n reincidência em crimes equiparados a hediondo, histórico prisional e\n falta grave, praticada em 27/01/2021, consistente em desobediência.\n 3. A decisão monocrática agravada, aplicando a orientação da\n Terceira Seção quanto ao não cabimento de habeas corpus substitutivo\n de recurso próprio, não conheceu do writ e, em controle de\n legalidade, entendeu idônea a fundamentação do acórdão de origem\n para exigir exame criminológico, por ancorar-se em elementos\n concretos da execução penal, afastando a alegação de aplicação\n automática e retroativa do art. 112, § 1º, da Lei de Execução Penal,\n na redação da Lei n. 14.843/2024.\n II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO\n 4. Há duas questões em discussão: (i) saber se a decisão que cassou\n a progressão de regime, determinou exame criminológico e reconduziu\n o apenado ao regime mais gravoso, com fundamento na gravidade do\n delito praticado e falta grave por desobediência recentemente\n reabilitada, configura constrangimento ilegal sanável na via do\n habeas corpus substitutivo, inclusive quanto à alegada aplicação\n automática e retroativa do art. 112, § 1º, da Lei de Execução Penal\n (Lei n. 14.843/2024).\n III. RAZÕES DE DECIDIR\n 5. As razões do agravo regimental reproduzem substancialmente as\n teses já deduzidas na impetração originária.\n 6. A determinação do exame criminológico na origem não decorreu da\n simples incidência do art. 112, § 1º, da Lei de Execução Penal, mas\n de fundamentação concreta relacionada ao comportamento do apenado\n durante a execução da pena, destacando-se a prática de falta\n disciplinar de natureza grave, praticada em 27/01/2021, consistente\n em desobediência circunstância concreta e que se adequa ao enunciado\n da Súmula n. 439 do STJ.\n 7. A jurisprudência do STJ é orientada no sentido de que o atestado\n de boa conduta carcerária não vincula o Juízo da execução, que pode\n valorar, para aferição do requisito subjetivo de benefícios\n executórios e para a determinação de exame criminológico, o\n histórico prisional, inclusive faltas graves já reabilitadas, não\n sendo admissível o revolvimento aprofundado do conjunto\n fático-probatório na via estreita do habeas corpus.\n 8. Diante da idoneidade da fundamentação das instâncias ordinárias e\n da ausência de manifesta ilegalidade ou teratologia, concluiu-se\n pela impossibilidade de desconstituir a decisão agravada, tanto em\n razão do óbice processual da falta de impugnação específica quanto\n pela inexistência de constrangimento ilegal apto a ensejar a\n concessão da ordem de ofício.\n IV. DISPOSITIVO\n 9. Resultado do Julgamento: Agravo regimental não provido.","dispositivo":"Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas,\n acordam os Ministros da SEXTA TURMA do Superior Tribunal de Justiça,\n em Sessão Virtual de 05/06/2026 a 11/06/2026, por unanimidade, negar\n provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Sr. Ministro\n Carlos Pires Brandão.\n Os Srs. Ministros Nilsoni de Freitas (Desembargadora Convocada do\n TJDFT), Og Fernandes, Sebastião Reis Júnior e Rogerio Schietti Cruz\n votaram com o Sr. Ministro Relator.\n Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Carlos Pires Brandão.","inteiro_teor":"","inteiro_teor_url":"","dispositivos_citados_urn":[],"sumulas_citadas":[],"referencias_legislativas_brutas":[],"jurisprudencia_citada":"","tema":"","fonte_url":"https://dadosabertos.web.stj.jus.br/dataset/3e51dda9-0d9c-418e-9423-79284d6c9a9b/resource/8fbed137-d167-4aad-815c-94a0925f0b3b/download/20260630.json","coletado_em":"2026-09-19T12:58:02Z","sha256_conteudo":"870ab01f1a39c563d917b0c38ab57ce6bf773773392063a101853db0bf0e6078","base_legal":"Lei 9.610/98 art. 8o, IV; CPC art. 189; dataset STJ sob Creative Commons Atribuicao","nivel_sigilo":null},"registro_original_integral":true,"campos_identificadores_removidos":[],"formato_caminhos_removidos":"JSON Pointer"}
