{"schema":"wiki.casos-public-original.v1","id":150422,"origem":"stj","sha256_origem":"44c6c0415afc1cbfe408e48c984ea369e8e50b6e291d739297c9c1f07639d518","registro_original":{"id_fonte":"1441302","tribunal":"STJ","orgao_julgador":"SEXTA TURMA","classe":"EDcl no AgRg no HC","classe_descricao":"EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS","numero_processo":"1095988","numero_registro":"202601809743","relator":"ROGERIO SCHIETTI CRUZ","data_julgamento":"2026-06-09","data_publicacao":"2026-06-23","tipo_decisao":"ACÓRDÃO","ementa":"EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS.\n APLICAÇÃO DA ATENUANTE DA CONFISSÃO. TRIBUNAL DO JÚRI. NECESSIDADE\n DE DEBATE NO PLENÁRIO. INOCORRÊNCIA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO\n RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO.\n 1. Quanto à alegada ofensa ao artigo 65, III, \"d\", do Código Penal,\n no âmbito do Tribunal do Júri, a aplicação da atenuante da confissão\n espontânea depende obrigatoriamente de ter sido sustentada durante\n os debates em plenário. Isso ocorre porque os veredictos do Conselho\n de Sentença não exigem fundamentação detalhada, sendo guiados pelo\n princípio constitucional da íntima convicção (art. 5º, XXXVIII,\n CF/88).\n 2. No caso, a Corte local é clara ao afirmar que \"o [paciente]\n permaneceu em silêncio em Plenário, e não há registro na ata de\n julgamento de que a defesa técnica tenha sustentado a confissão como\n tese para obter um veredito mais favorável\", motivo pelo qual\n \"reconhece[u] a impossibilidade de aplicação da atenuante da\n confissão espontânea no presente caso\". Diante dessa ausência de\n motivação explícita, torna-se inviável para o Tribunal de Apelação\n aferir se a admissão do fato pelo réu influenciou diretamente a\n decisão dos jurados.  Portanto, o reconhecimento dessa causa de\n redução de pena pressupõe, necessariamente, que ela tenha sido\n manifestada e debatida perante o corpo de jurados.\n 3. Embargos de declaração recebidos  como agravo regimental. Agravo\n regimental não provido.","dispositivo":"Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas,\n acordam os Ministros da Sexta Turma, por unanimidade, receberos\n embargos de declaração como agravo regimental, ao qual negar\n provimento, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator.\n Os Srs. Ministros Carlos Pires Brandão, Nilsoni de Freitas\n (Desembargadora Convocada do TJDFT), Og Fernandes e Sebastião Reis\n Júnior votaram com o Sr. Ministro Relator.","inteiro_teor":"","inteiro_teor_url":"","dispositivos_citados_urn":[],"sumulas_citadas":[],"referencias_legislativas_brutas":[],"jurisprudencia_citada":"","tema":"","fonte_url":"https://dadosabertos.web.stj.jus.br/dataset/3e51dda9-0d9c-418e-9423-79284d6c9a9b/resource/8fbed137-d167-4aad-815c-94a0925f0b3b/download/20260630.json","coletado_em":"2026-09-19T12:58:02Z","sha256_conteudo":"e72422378277249b45a744989beab99c9e2ad1e1e30e92110c70697440657bad","base_legal":"Lei 9.610/98 art. 8o, IV; CPC art. 189; dataset STJ sob Creative Commons Atribuicao","nivel_sigilo":null},"registro_original_integral":true,"campos_identificadores_removidos":[],"formato_caminhos_removidos":"JSON Pointer"}
