{"schema":"wiki.casos-public-original.v1","id":150977,"origem":"stj","sha256_origem":"656aec28edc4533e35549ee5742ebd1d0737f9a7df08f7e5c222d384bf328ae9","registro_original":{"id_fonte":"1443162","tribunal":"STJ","orgao_julgador":"SEXTA TURMA","classe":"AgRg no HC","classe_descricao":"AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS","numero_processo":"1079621","numero_registro":"202600880071","relator":"CARLOS PIRES BRANDÃO","data_julgamento":"2026-06-17","data_publicacao":"2026-06-25","tipo_decisao":"ACÓRDÃO","ementa":"DIREITO PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM  HABEAS CORPUS.\n TRÁFICO DE DROGAS. ALEGAÇÃO DE VIOLÊNCIA POLICIAL. REVOLVIMENTO\n FÁTICO-PROBATÓRIO. PRISÃO PREVENTIVA. GRAVIDADE CONCRETA DA CONDUTA.\n GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. PRISÃO DOMICILIAR. INEXISTÊNCIA DE PROVA\n DA IMPRESCINDIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO.\n I. CASO EM EXAME\n 1.  Agravo regimental interposto contra decisão monocrática que\n denegou a ordem de habeas corpus, em favor de agravante preso em\n flagrante e, posteriormente, preventivamente, pela suposta prática\n do crime do art. 33, caput, da Lei n. 11.343/2006.\n 2.  Defesa alegou nulidade da custódia pela não realização de exame\n de corpo de delito apesar de lesões corporais decorrentes de\n abordagem policial; insuficiência de indícios de autoria; ausência\n de fundamentação idônea e de requisitos para a preventiva;\n existência de condições pessoais favoráveis; possibilidade de\n medidas cautelares do art. 319 do CPP; desproporcionalidade da\n segregação; e direito à prisão domiciliar por ser genitor de menor\n de 12 anos. Pleiteou a revogação da preventiva, com ou sem\n cautelares diversas, ou substituição por prisão domiciliar.\n II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO\n 3. A questão em discussão consiste em: (i) saber se a ausência de\n exame de corpo de delito na audiência de custódia, diante de\n alegadas lesões por violência policial, gera nulidade da prisão ou\n contamina os indícios da prática criminosa; (ii) saber se é\n possível, na via estreita do habeas corpus, reexaminar o conjunto\n fático-probatório quanto à alegada violência policial e à\n suficiência dos indícios de autoria e materialidade; (iii) saber se\n a prisão preventiva está concretamente fundamentada na garantia da\n ordem pública, nos termos dos arts. 312 e 313 do CPP, ante a\n gravidade concreta da conduta e a quantidade e variedade de drogas\n apreendidas; (iv) saber se medidas cautelares do art. 319 do CPP se\n mostram adequadas e suficientes; (v) saber se se aplica o princípio\n da homogeneidade para afastar a preventiva; e (vi) saber se é\n cabível prisão domiciliar do art. 318, VI, do CPP, sem comprovação\n da imprescindibilidade dos cuidados paternos e com filho com 12\n anos.\n III. RAZÕES DE DECIDIR\n 5. A alegação de violência policial e de nulidade por ausência de\n exame de corpo de delito demanda apuração própria e aprofundada, não\n contamina os indícios de prática criminosa e carece de prova\n pré-constituída nos autos.\n 6. O reexame do conjunto fático-probatório é inviável na via do\n habeas corpus e do respectivo agravo regimental.\n 7. A prisão preventiva está concretamente fundamentada na garantia\n da ordem pública, com base na gravidade concreta da conduta e na\n apreensão de expressiva quantidade e variedade de drogas, dinheiro e\n apetrechos, em consonância com os arts. 312 e 315 do CPP.\n 8. Medidas cautelares diversas da prisão mostram-se inadequadas e\n insuficientes diante da presença dos requisitos do art. 312 do CPP,\n e da periculosidade evidenciada.\n 9. Condições pessoais favoráveis não afastam a custódia cautelar\n quando presentes os pressupostos autorizadores.\n 10. O princípio da homogeneidade é inaplicável em sede de habeas\n corpus, por exigir juízo de previsão incompatível com a cognição\n sumária.\n 11. A prisão domiciliar prevista no art. 318, VI, do CPP exige\n comprovação da imprescindibilidade dos cuidados do genitor; a\n ausência de prova e a idade de 12 anos do filho afastam a medida.\n IV. DISPOSITIVO\n 12. Agravo regimental não provido.","dispositivo":"Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas,\n acordam os Ministros da SEXTA TURMA do Superior Tribunal de\n Justiça, em Sessão Virtual de 11/06/2026 a 17/06/2026, por\n unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr.\n Ministro Relator.\n Os Srs. Ministros Nilsoni de Freitas (Desembargadora Convocada do\n TJDFT), Og Fernandes, Sebastião Reis Júnior e Rogerio Schietti Cruz\n votaram com o Sr. Ministro Relator.\n Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Carlos Pires Brandão.","inteiro_teor":"","inteiro_teor_url":"","dispositivos_citados_urn":[],"sumulas_citadas":[],"referencias_legislativas_brutas":[],"jurisprudencia_citada":"","tema":"","fonte_url":"https://dadosabertos.web.stj.jus.br/dataset/3e51dda9-0d9c-418e-9423-79284d6c9a9b/resource/8fbed137-d167-4aad-815c-94a0925f0b3b/download/20260630.json","coletado_em":"2026-09-19T12:58:02Z","sha256_conteudo":"233b342f69bd2880f64cb9bd850f0b595e8d79133a7d1b4662acfb29a036fad9","base_legal":"Lei 9.610/98 art. 8o, IV; CPC art. 189; dataset STJ sob Creative Commons Atribuicao","nivel_sigilo":null},"registro_original_integral":true,"qualidade_textual":{"schema":"wiki.casos-qualidade-textual.v1","verificacao":"presenca_de_U+FFFD","escopo":"chaves_e_valores_da_representacao_publica","sha256_fonte_preservada":"656aec28edc4533e35549ee5742ebd1d0737f9a7df08f7e5c222d384bf328ae9","tem_alerta":false,"ocorrencias":0,"campos_afetados":0,"caminhos":[],"formato_caminhos":"JSON Pointer relativo ao registro público","caminhos_omitidos":0,"limite_caminhos":128,"origem_da_substituicao":"nao_determinada_por_esta_verificacao","aviso":""},"campos_identificadores_removidos":[],"formato_caminhos_removidos":"JSON Pointer"}
