# Registro público: STJ — 2271810

- **Origem:** stj
- **Órgão:** QUARTA TURMA
- **Classe:** RECURSO ESPECIAL
- **Grau:** 
- **Data de julgamento:** 2026-06-22
- **Publicação:** 2026-06-26
- **Ajuizamento:** 
- **Página canônica da Wiki Jurídica:** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/153253/
- **Registro público da fonte (JSON):** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/153253.json
- **Fonte primária preservada:** STJ, dados abertos de acórdãos
- **SHA-256 da fonte preservada:** 3486594bc4380176d7fa582eaf6c4e0f00e4eea3b9247e490e77d89f0b7cf21a

## Quadro documental do acórdão — seções oficiais da ementa

**Origem:** texto literal do STJ, sem inferência de fundamentos.

### I. CASO EM EXAME

1. Recurso especial contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado
 do Rio Grande do Sul que, em apelação cível, manteve a improcedência
 dos pedidos em ação relativa a registro no SCR com pleito de danos
 morais e exclusão.
 2. A controvérsia versa sobre ação de indenização por danos morais
 c/c exclusão de registro no SCR por ausência de notificação prévia.
 O valor da causa foi fixado em R$ 42.243,72.
 3. O Juízo de primeiro grau julgou improcedentes os pedidos e fixou
 honorários, com exigibilidade suspensa pela gratuidade.
 4. A Corte de origem negou provimento à apelação, assentando que a
 ausência de notificação prévia não gera dano moral presumido e
 majorou os honorários.

### II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO

5. Há seis questões em discussão: (i) saber se houve violação dos
 arts. 43, § 2º, do CDC; (ii) saber se houve violação dos arts. 186,
 187 e 944 do CC; (iii) saber se houve violação do art. 5º, V e X, da
 CF; (iv) saber se houve violação dos arts. 344, 345 e 346 do CPC;
 (v) saber se houve violação do art. 13, §§ 1º a 3º, da Resolução n.
 5.037/2022; e (vi) saber se há dissídio jurisprudencial.

### III. RAZÕES DE DECIDIR

6. Incide a Súmula n. 7 do STJ porque a pretensão recursal demanda o
 reexame do acervo fático-probatório quanto à existência de
 notificação prévia, à regularidade da inscrição, à existência do
 débito e à ocorrência de dano moral.
 7. Não se pode conhecer de alegação de violação do art. 5º, V e X,
 da CF, por se tratar de matéria constitucional, cuja apreciação
 compete ao Supremo Tribunal Federal.
 8. Não se pode conhecer de alegação fundada na Resolução n.
 5.037/2022, por não constituir lei federal apta a ensejar recurso
 especial.
 9. Aplica-se a Súmula n. 284 do STF porque há deficiência de
 fundamentação quanto aos arts. 344, 345 e 346 do CPC.
 10. Do dissídio jurisprudencial não se pode conhecer quando a
 matéria está obstada pela Súmula n. 7 do STJ e quando o paradigma é
 do mesmo Tribunal de origem, por incidência da Súmula n. 13 do STJ.

### IV. DISPOSITIVO E TESE

11. Recurso especial não conhecido.
 Tese de julgamento: "1. Incide a Súmula n. 7 do STJ quando o recurso
 demanda revolvimento do conteúdo fático-probatório para infirmar
 premissas do acórdão recorrido sobre notificação prévia,
 regularidade da inscrição, existência do débito e dano moral. 2. Não
 se pode conhecer de alegação de violação do art. 5º, V e X, da CF,
 por usurpação da competência do STF. 3. Não se pode conhecer de
 alegação fundada em Resolução n. 5.037/2022, por não constituir lei
 federal apta a ensejar recurso especial. 4. Aplica-se a Súmula n.
 284 do STF quando há deficiência de fundamentação quanto aos arts.
 344, 345 e 346 do CPC. 5. Do dissídio jurisprudencial não se pode
 conhecer quando a matéria está obstada pela Súmula n. 7 do STJ e
 quando o paradigma é do mesmo Tribunal de origem, por incidência da
 Súmula n. 13 do STJ".
 Dispositivos relevantes citados: CF, arts. 5º, V e X, e 105, III;
 CDC, art. 43, § 2º; CC, arts. 186, 187 e 944; CPC, arts. 85, § 11,
 344, 345 e 346.
 Jurisprudência relevante citada: STJ, Súmulas n. 7 e 13; STF, Súmula
 n. 284; STJ, AgInt no AREsp n. 1.898.375/RS, relator Ministro
 Ricardo Villas Bôas Cueva, Terceira Turma, julgado em 27/6/2022;
 STJ, AgInt no AREsp n. 1.866.385/DF, relator Ministro Francisco
 Falcão, Segunda Turma, julgado em 16/5/2022; STJ, AgInt no AREsp n.
 1.611.756/GO, relator Ministro Raul Araújo, Quarta Turma, julgado em
 29/8/2022; STJ, AgInt no AREsp n. 1.724.656/DF, relator Ministro
 Marco Aurélio Bellizze, Terceira Turma, julgado em 22/8/2022; STJ,
 AgInt no REsp n. 1.503.880/PE, relator Ministro Sérgio Kukina,
 Primeira Turma, julgado em 27/2/2018.

## Ementa

CONSUMIDOR. RECURSO ESPECIAL. INSCRIÇÃO NO SISTEMA DE INFORMAÇÕES DE
 CRÉDITO DO BANCO CENTRAL (SCR) SEM NOTIFICAÇÃO PRÉVIA. RECURSO
 ESPECIAL NÃO CONHECIDO.
 I. CASO EM EXAME
 1. Recurso especial contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado
 do Rio Grande do Sul que, em apelação cível, manteve a improcedência
 dos pedidos em ação relativa a registro no SCR com pleito de danos
 morais e exclusão.
 2. A controvérsia versa sobre ação de indenização por danos morais
 c/c exclusão de registro no SCR por ausência de notificação prévia.
 O valor da causa foi fixado em R$ 42.243,72.
 3. O Juízo de primeiro grau julgou improcedentes os pedidos e fixou
 honorários, com exigibilidade suspensa pela gratuidade.
 4. A Corte de origem negou provimento à apelação, assentando que a
 ausência de notificação prévia não gera dano moral presumido e
 majorou os honorários.
 II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO
 5. Há seis questões em discussão: (i) saber se houve violação dos
 arts. 43, § 2º, do CDC; (ii) saber se houve violação dos arts. 186,
 187 e 944 do CC; (iii) saber se houve violação do art. 5º, V e X, da
 CF; (iv) saber se houve violação dos arts. 344, 345 e 346 do CPC;
 (v) saber se houve violação do art. 13, §§ 1º a 3º, da Resolução n.
 5.037/2022; e (vi) saber se há dissídio jurisprudencial.
 III. RAZÕES DE DECIDIR
 6. Incide a Súmula n. 7 do STJ porque a pretensão recursal demanda o
 reexame do acervo fático-probatório quanto à existência de
 notificação prévia, à regularidade da inscrição, à existência do
 débito e à ocorrência de dano moral.
 7. Não se pode conhecer de alegação de violação do art. 5º, V e X,
 da CF, por se tratar de matéria constitucional, cuja apreciação
 compete ao Supremo Tribunal Federal.
 8. Não se pode conhecer de alegação fundada na Resolução n.
 5.037/2022, por não constituir lei federal apta a ensejar recurso
 especial.
 9. Aplica-se a Súmula n. 284 do STF porque há deficiência de
 fundamentação quanto aos arts. 344, 345 e 346 do CPC.
 10. Do dissídio jurisprudencial não se pode conhecer quando a
 matéria está obstada pela Súmula n. 7 do STJ e quando o paradigma é
 do mesmo Tribunal de origem, por incidência da Súmula n. 13 do STJ.
 IV. DISPOSITIVO E TESE
 11. Recurso especial não conhecido.
 Tese de julgamento: "1. Incide a Súmula n. 7 do STJ quando o recurso
 demanda revolvimento do conteúdo fático-probatório para infirmar
 premissas do acórdão recorrido sobre notificação prévia,
 regularidade da inscrição, existência do débito e dano moral. 2. Não
 se pode conhecer de alegação de violação do art. 5º, V e X, da CF,
 por usurpação da competência do STF. 3. Não se pode conhecer de
 alegação fundada em Resolução n. 5.037/2022, por não constituir lei
 federal apta a ensejar recurso especial. 4. Aplica-se a Súmula n.
 284 do STF quando há deficiência de fundamentação quanto aos arts.
 344, 345 e 346 do CPC. 5. Do dissídio jurisprudencial não se pode
 conhecer quando a matéria está obstada pela Súmula n. 7 do STJ e
 quando o paradigma é do mesmo Tribunal de origem, por incidência da
 Súmula n. 13 do STJ".
 Dispositivos relevantes citados: CF, arts. 5º, V e X, e 105, III;
 CDC, art. 43, § 2º; CC, arts. 186, 187 e 944; CPC, arts. 85, § 11,
 344, 345 e 346.
 Jurisprudência relevante citada: STJ, Súmulas n. 7 e 13; STF, Súmula
 n. 284; STJ, AgInt no AREsp n. 1.898.375/RS, relator Ministro
 Ricardo Villas Bôas Cueva, Terceira Turma, julgado em 27/6/2022;
 STJ, AgInt no AREsp n. 1.866.385/DF, relator Ministro Francisco
 Falcão, Segunda Turma, julgado em 16/5/2022; STJ, AgInt no AREsp n.
 1.611.756/GO, relator Ministro Raul Araújo, Quarta Turma, julgado em
 29/8/2022; STJ, AgInt no AREsp n. 1.724.656/DF, relator Ministro
 Marco Aurélio Bellizze, Terceira Turma, julgado em 22/8/2022; STJ,
 AgInt no REsp n. 1.503.880/PE, relator Ministro Sérgio Kukina,
 Primeira Turma, julgado em 27/2/2018.

## Dispositivo / resultado textual

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas,
 acordam os Ministros da QUARTA TURMA do Superior Tribunal de
 Justiça, em Sessão Virtual de 16/06/2026 a 22/06/2026, por
 unanimidade, não conhecer do recurso, nos termos do voto do Sr.
 Ministro Relator.
 Os Srs. Ministros Raul Araújo, Maria Isabel Gallotti, Antonio Carlos
 Ferreira e Luís Carlos Gambogi (Desembargador Convocado do TJMG)
 votaram com o Sr. Ministro Relator.
 Presidiu o julgamento o Sr. Ministro João Otávio de Noronha.

## Referências extraídas



**Limite documental:** Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.


## Navegação contextual


**Nota:** processos com a mesma classificação ou norma podem ter fatos, fundamentos e desfechos divergentes. Ato/andamento não prova vitória, derrota ou trânsito em julgado.
