# Registro público: STJ — 2517028

- **Origem:** stj
- **Órgão:** QUARTA TURMA
- **Classe:** AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL
- **Grau:** 
- **Data de julgamento:** 2026-06-30
- **Publicação:** 2026-07-30
- **Ajuizamento:** 
- **Página canônica da Wiki Jurídica:** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/154138/
- **Registro público da fonte (JSON):** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/154138.json
- **Fonte primária preservada:** STJ, dados abertos de acórdãos
- **SHA-256 da fonte preservada:** 303e5bff19fc54c3b8992cf216f79a8bea0cbc40e4019cbe5e918e14ab6dc85a

## Questão jurídica conforme a ementa oficial

AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AÇÕES DECLARATÓRIAS DE
 INEXIGIBILIDADE DE DÉBITO. SUSTAÇÃO DE PROTESTO. RECONVENÇÃO. AÇÃO
 DE COBRANÇA. CHEQUES EMITIDOS EM GARANTIA DE MÚTUO. NEGATIVA DE
 PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. EXISTÊNCIA DO EMPRÉSTIMO,
 BOA-FÉ DO CREDOR, VALIDADE DAS CÁRTULAS E INOPONIBILIDADE DE REGRA
 INTERNA DE REPRESENTAÇÃO. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 7/STJ.
 CHEQUE PREENCHIDO POSTERIORMENTE. POSSIBILIDADE. AUSENTE MÁ-FÉ
 RECONHECIDA NA ORIGEM. COBRANÇA FUNDADA EM CHEQUE. JUROS DE MORA
 DESDE A PRIMEIRA APRESENTAÇÃO. TEMA 942/STJ. DECISÃO MANTIDA. AGRAVO
 INTERNO DESPROVIDO.

**Origem:** transcrição do STJ, sem tese jurídica inferida.

## Fundamentos documentados nos itens da ementa

- **Item 1 (texto oficial):** Na origem, as ações declaratórias de inexigibilidade de débito e
 a medida cautelar de sustação de protesto foram julgadas
 improcedentes, enquanto a reconvenção e a ação de cobrança foram
 julgadas procedentes, em razão do reconhecimento da validade dos
 cheques e da existência da obrigação assumida pela ora agravante.
- **Item 2 (texto oficial):** Não se verifica deficiência na decisão agravada, pois foram
 examinadas as teses de negativa de prestação jurisdicional, ausência
 de prova da entrega do numerário, nulidade dos cheques, prescrição
 e termo inicial dos juros moratórios.
- **Item 3 (texto oficial):** O Tribunal de origem afirmou, com base no acervo probatório, que
 os empréstimos foram realizados, que a tese de inexistência da
 entrega dos valores não se mostrou verossímil, que o preenchimento
 posterior das cártulas não evidenciou má-fé do credor e que a
 exigência de assinatura conjunta de dois sócios constituía regra
 interna inoponível a terceiro de boa-fé.
- **Item 4 (texto oficial):** A alteração dessas conclusões demandaria reexame do conjunto
 fático-probatório, providência inviável em recurso especial, nos
 termos da Súmula 7/STJ.
- **Item 5 (texto oficial):** A invocação de revaloração jurídica da prova não afasta o óbice
 sumular quando a tese recursal depende da substituição das premissas
 fáticas expressamente fixadas pelas instâncias ordinárias.
- **Item 6 (texto oficial):** O acórdão recorrido está em conformidade com a orientação desta
 Corte quanto à possibilidade de preenchimento posterior de cheque
 emitido com campos em branco, quando não reconhecida a má-fé do
 portador, bem como quanto à subsistência da pretensão de cobrança
 fundada na relação causal.
- **Item 7 (texto oficial):** Nos termos do Tema 942/STJ, em qualquer ação utilizada pelo
 portador para cobrança de cheque, a correção monetária incide a
 partir da data de emissão estampada na cártula e os juros de mora
 contam-se da primeira apresentação à instituição financeira sacada
 ou à câmara de compensação.
- **Item 8 (texto oficial):** Agravo interno desprovido.

## Ementa

AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AÇÕES DECLARATÓRIAS DE
 INEXIGIBILIDADE DE DÉBITO. SUSTAÇÃO DE PROTESTO. RECONVENÇÃO. AÇÃO
 DE COBRANÇA. CHEQUES EMITIDOS EM GARANTIA DE MÚTUO. NEGATIVA DE
 PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. EXISTÊNCIA DO EMPRÉSTIMO,
 BOA-FÉ DO CREDOR, VALIDADE DAS CÁRTULAS E INOPONIBILIDADE DE REGRA
 INTERNA DE REPRESENTAÇÃO. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 7/STJ.
 CHEQUE PREENCHIDO POSTERIORMENTE. POSSIBILIDADE. AUSENTE MÁ-FÉ
 RECONHECIDA NA ORIGEM. COBRANÇA FUNDADA EM CHEQUE. JUROS DE MORA
 DESDE A PRIMEIRA APRESENTAÇÃO. TEMA 942/STJ. DECISÃO MANTIDA. AGRAVO
 INTERNO DESPROVIDO.
 1. Na origem, as ações declaratórias de inexigibilidade de débito e
 a medida cautelar de sustação de protesto foram julgadas
 improcedentes, enquanto a reconvenção e a ação de cobrança foram
 julgadas procedentes, em razão do reconhecimento da validade dos
 cheques e da existência da obrigação assumida pela ora agravante.
 2. Não se verifica deficiência na decisão agravada, pois foram
 examinadas as teses de negativa de prestação jurisdicional, ausência
 de prova da entrega do numerário, nulidade dos cheques, prescrição
 e termo inicial dos juros moratórios.
 3. O Tribunal de origem afirmou, com base no acervo probatório, que
 os empréstimos foram realizados, que a tese de inexistência da
 entrega dos valores não se mostrou verossímil, que o preenchimento
 posterior das cártulas não evidenciou má-fé do credor e que a
 exigência de assinatura conjunta de dois sócios constituía regra
 interna inoponível a terceiro de boa-fé.
 4. A alteração dessas conclusões demandaria reexame do conjunto
 fático-probatório, providência inviável em recurso especial, nos
 termos da Súmula 7/STJ.
 5. A invocação de revaloração jurídica da prova não afasta o óbice
 sumular quando a tese recursal depende da substituição das premissas
 fáticas expressamente fixadas pelas instâncias ordinárias.
 6. O acórdão recorrido está em conformidade com a orientação desta
 Corte quanto à possibilidade de preenchimento posterior de cheque
 emitido com campos em branco, quando não reconhecida a má-fé do
 portador, bem como quanto à subsistência da pretensão de cobrança
 fundada na relação causal.
 7. Nos termos do Tema 942/STJ, em qualquer ação utilizada pelo
 portador para cobrança de cheque, a correção monetária incide a
 partir da data de emissão estampada na cártula e os juros de mora
 contam-se da primeira apresentação à instituição financeira sacada
 ou à câmara de compensação.
 8. Agravo interno desprovido.

## Dispositivo / resultado textual

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas,
 acordam os Ministros da QUARTA TURMA do Superior Tribunal de
 Justiça, em Sessão Virtual de 23/06/2026 a 30/06/2026, por
 unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr.
 Ministro Relator.
 Os Srs. Ministros Maria Isabel Gallotti, Antonio Carlos Ferreira,
 Luís Carlos Gambogi (Desembargador Convocado do TJMG) e João Otávio
 de Noronha votaram com o Sr. Ministro Relator.
 Presidiu o julgamento o Sr. Ministro João Otávio de Noronha.

## Referências extraídas



**Limite documental:** Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.


## Navegação contextual


**Nota:** processos com a mesma classificação ou norma podem ter fatos, fundamentos e desfechos divergentes. Ato/andamento não prova vitória, derrota ou trânsito em julgado.
