{"schema":"wiki.casos-public-original.v1","id":158231,"origem":"stj","sha256_origem":"eead966634d46256b090cc24fbdbca8f9050a8b136a18a66cec2c2a7d7c2d8f2","registro_original":{"id_fonte":"1460168","tribunal":"STJ","orgao_julgador":"QUARTA TURMA","classe":"REsp","classe_descricao":"RECURSO ESPECIAL","numero_processo":"2278445","numero_registro":"202602271950","relator":"JOÃO OTÁVIO DE NORONHA","data_julgamento":"2026-08-12","data_publicacao":"2026-08-17","tipo_decisao":"ACÓRDÃO","ementa":"CONSUMIDOR. RECURSO ESPECIAL. PLANO DE SAÚDE COLETIVO EMPRESARIAL.\n CLÁUSULA DE AVISO PRÉVIO DE 60 DIAS E COBRANÇA DE MENSALIDADES APÓS\n CANCELAMENTO. RECURSO ESPECIAL NÃO CONHECIDO.\n I. CASO EM EXAME\n 1. Recurso especial contra acórdão recorrido do Tribunal de Justiça\n do Estado de São Paulo que manteve sentença de procedência em ação\n declaratória de inexigibilidade de débito c/c indenizatória.\n 2. A controvérsia versa sobre a validade de cláusula de aviso prévio\n de 60 dias e a exigibilidade de mensalidades após o cancelamento de\n plano de saúde coletivo empresarial.\n 3. O Juízo de primeiro grau declarou rescindido o contrato a partir\n de 1º/8/2022, reconheceu a inexigibilidade das mensalidades\n posteriores e condenou a requerida ao pagamento de danos morais e\n honorários.\n 4. A Corte de origem manteve integralmente a sentença, reputando\n abusiva a cláusula de aviso prévio, reconhecendo a inexigibilidade\n das cobranças após o cancelamento e majorando honorários.\n II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO\n 5. Há três questões em discussão: (i) saber se há violação do art.\n 473 do Código Civil, à vista da validade da cláusula de aviso prévio\n de 60 dias e da cobrança das mensalidades durante o período; (ii)\n saber se há violação do art. 506 do Código de Processo Civil, em\n razão da eficácia da decisão proferida na ação civil pública que\n invalidou o parágrafo único do art. 17 da RN n. 195/2009 da ANS; e\n (iii) saber se há divergência jurisprudencial quanto à validade da\n cláusula e da cobrança após a RN n. 557/2022.\n III. RAZÕES DE DECIDIR\n 6. Incide a Súmula n. 83 do STJ porque, na espécie, o acórdão\n recorrido está em conformidade com a jurisprudência desta Corte\n quanto à eficácia erga omnes e ex tunc da ACP que eliminou o\n parágrafo único do art. 17 da RN n. 195/2009 da ANS e à proteção\n contra cláusulas abusivas.\n 7. Na espécie, o acórdão recorrido alinha-se à orientação dominante\n desta Corte, o que impede o conhecimento do dissídio jurisprudencial\n .\n IV. DISPOSITIVO E TESE\n 8. Recurso especial não conhecido.\n Tese de julgamento: \"1. Incide a Súmula n. 83 do STJ quando o\n acórdão recorrido está em conformidade com a jurisprudência desta\n Corte sobre a inexigibilidade de cobrança de aviso prévio após o\n cancelamento do plano coletivo e a abusividade da cláusula\n correspondente. 2. A incidência da Súmula n. 83 do STJ quanto à\n interposição pela alínea a do permissivo constitucional impede o\n conhecimento do recurso especial pela divergência jurisprudencial\n sobre a mesma questão\".\n Dispositivos relevantes citados: CC, art. 473; CPC, arts. 85, §§ 2º\n e 11, e 506.\n Jurisprudência relevante citada: STJ, Súmula n. 83; STJ, REsp n.\n 2.222.188/SP, relatora Ministra Daniela Teixeira, Terceira Turma,\n julgado em 15/9/2025; STJ, AREsp n. 3.028.075/SC, relator Ministro\n Moura Ribeiro, Terceira Turma, julgado em 24/11/2025; STJ, AgInt no\n REsp n. 2.249.161/SP, relator Ministro Raul Araújo, Quarta Turma,\n julgado em 22/4/2026.","dispositivo":"Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas,\n acordam os Ministros da QUARTA TURMA do Superior Tribunal de\n Justiça, em Sessão Virtual de 06/08/2026 a 12/08/2026, por\n unanimidade, não conhecer do recurso, nos termos do voto do Sr.\n Ministro Relator.\n Os Srs. Ministros Raul Araújo, Maria Isabel Gallotti, Antonio Carlos\n Ferreira e Luís Carlos Gambogi (Desembargador Convocado do TJMG)\n votaram com o Sr. Ministro Relator.\n Presidiu o julgamento o Sr. Ministro João Otávio de Noronha.","inteiro_teor":"","inteiro_teor_url":"","dispositivos_citados_urn":[],"sumulas_citadas":[],"referencias_legislativas_brutas":[],"jurisprudencia_citada":"","tema":"","fonte_url":"https://dadosabertos.web.stj.jus.br/dataset/bab65848-f287-4146-8273-e58faee39ad2/resource/a88156c3-ff2d-4775-9d46-12585465f4e3/download/20260831.json","coletado_em":"2026-09-10T12:42:21Z","sha256_conteudo":"14f637b87cab848672687899a7e2e5fd99aea447999c5ea949163d5d95db3edf","base_legal":"Lei 9.610/98 art. 8o, IV; CPC art. 189; dataset STJ sob Creative Commons Atribuicao","nivel_sigilo":null},"registro_original_integral":true,"campos_identificadores_removidos":[],"formato_caminhos_removidos":"JSON Pointer"}
