# Registro público: STJ — 2271491

- **Origem:** stj
- **Órgão:** QUARTA TURMA
- **Classe:** RECURSO ESPECIAL
- **Grau:** 
- **Data de julgamento:** 2026-08-24
- **Publicação:** 2026-08-27
- **Ajuizamento:** 
- **Página canônica da Wiki Jurídica:** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/158367/
- **Registro público original integral (JSON):** https://wikijuridica.com.br/casos/documento/158367.json
- **Fonte primária preservada:** STJ, dados abertos de acórdãos
- **SHA-256 da fonte preservada:** 8421c89d4e2105e4bbebb514f30628ef7d9d6eddf0ecc16eb9c62ab8eb39fc0d

## Quadro documental do acórdão — seções oficiais da ementa

**Origem:** texto literal do STJ, sem inferência de fundamentos.

### I. CASO EM EXAME

1. Recurso especial interposto contra acórdão em apelação cível do
 Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo que desproveu os
 recursos.
 2. A controvérsia envolve ação de obrigação de fazer c/c indenização
 por danos morais, com pedidos de cobertura do sinistro pelo seguro
 vinculado ao cartão, retirada do nome dos cadastros de proteção ao
 crédito e compensação por danos morais.
 3. O Juízo de primeiro grau julgou procedentes os pedidos e condenou
 solidariamente a instituição financeira e a seguradora ao
 ressarcimento dos valores do sinistro e ao pagamento de danos morais
 de R$ 5.000,00, com correção e juros nos termos fixados.
 4. A Corte de origem manteve integralmente a sentença, rejeitou as
 preliminares de ilegitimidade passiva e ausência de dialeticidade,
 reconheceu falha na prestação do serviço bancário e responsabilidade
 solidária da seguradora, e majorou honorários.

### II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO

5. Há três questões em discussão: (i) saber se incidem as
 excludentes do art. 14, § 3º, I e II, do CDC, por culpa exclusiva do
 consumidor e de terceiro em transações com cartão e senha; (ii)
 saber se o art. 927, caput e parágrafo único, do CC afasta o dever
 de indenizar em operações autenticadas por chip e senha por
 inexistência de defeito do serviço e culpa da vítima; e (iii) saber
 se há divergência jurisprudencial quanto à responsabilidade bancária
 em compras com cartão físico e senha.

### III. RAZÕES DE DECIDIR

6. Incide a Súmula n. 7 do STJ para afastar as premissas fáticas
 firmadas pelo Tribunal de origem - fraude após furto do cartão,
 transações atípicas e falha no bloqueio preventivo - seria
 necessário reexame de provas.
 7. Prejudica-se o dissídio jurisprudencial quando o recurso é
 inviável pela alínea a, especialmente por incidência das Súmulas n.
 7 e 83 do STJ; não é possível confrontar paradigmas sem modificar
 premissas fáticas soberanamente fixadas.

### IV. DISPOSITIVO E TESE

8. Recurso especial não conhecido.
 Tese de julgamento: "1. Incide a Súmula n. 7 do STJ quando o
 acolhimento das teses recursais demanda reexame do conjunto
 fático-probatório fixado pelo Tribunal de origem. 2. O dissídio
 jurisprudencial fica prejudicado se o apelo é inviável pela alínea a
 do art. 105, III, da Constituição, notadamente pela aplicação das
 Súmulas n. 7 e 83 do STJ".
 Dispositivos relevantes citados: CDC, art. 14, § 3º, I e II; CC,
 art. 927, caput e parágrafo único; CPC, art. 85, § 11.
 Jurisprudência relevante citada: STJ, Súmulas n. 7 e 83; STJ, AgInt
 no AREsp n. 1.904.140/SP, relator Ministro Luis Felipe Salomão,
 Quarta Turma, julgado em 21/2/2022; STJ, AgInt no REsp n.
 1.503.880/PE, relator Ministro Sérgio Kukina, Primeira Turma; STJ,
 AgRg no AREsp n. 16879/SP, relator Ministro Humberto Martins; STJ,
 AgInt no AREsp n. 1.898.375/RS, relator Ministro Ricardo Villas Bôas
 Cueva, Terceira Turma; STJ, AgInt no AREsp n. 1.866.385/DF; STJ,
 AgInt no AREsp n. 1.611.756/GO, relator Ministro Raul Araújo, Quarta
 Turma.

## Ementa

DIREITO DO CONSUMIDOR. RECURSO ESPECIAL. OBRIGAÇÃO DE FAZER C/C
 INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. RESPONSABILIDADE BANCÁRIA POR
 TRANSAÇÕES COM CARTÃO FÍSICO E SENHA APÓS FURTO. RECURSO ESPECIAL
 NÃO CONHECIDO.
 I. CASO EM EXAME
 1. Recurso especial interposto contra acórdão em apelação cível do
 Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo que desproveu os
 recursos.
 2. A controvérsia envolve ação de obrigação de fazer c/c indenização
 por danos morais, com pedidos de cobertura do sinistro pelo seguro
 vinculado ao cartão, retirada do nome dos cadastros de proteção ao
 crédito e compensação por danos morais.
 3. O Juízo de primeiro grau julgou procedentes os pedidos e condenou
 solidariamente a instituição financeira e a seguradora ao
 ressarcimento dos valores do sinistro e ao pagamento de danos morais
 de R$ 5.000,00, com correção e juros nos termos fixados.
 4. A Corte de origem manteve integralmente a sentença, rejeitou as
 preliminares de ilegitimidade passiva e ausência de dialeticidade,
 reconheceu falha na prestação do serviço bancário e responsabilidade
 solidária da seguradora, e majorou honorários.
 II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO
 5. Há três questões em discussão: (i) saber se incidem as
 excludentes do art. 14, § 3º, I e II, do CDC, por culpa exclusiva do
 consumidor e de terceiro em transações com cartão e senha; (ii)
 saber se o art. 927, caput e parágrafo único, do CC afasta o dever
 de indenizar em operações autenticadas por chip e senha por
 inexistência de defeito do serviço e culpa da vítima; e (iii) saber
 se há divergência jurisprudencial quanto à responsabilidade bancária
 em compras com cartão físico e senha.
 III. RAZÕES DE DECIDIR
 6. Incide a Súmula n. 7 do STJ para afastar as premissas fáticas
 firmadas pelo Tribunal de origem - fraude após furto do cartão,
 transações atípicas e falha no bloqueio preventivo - seria
 necessário reexame de provas.
 7. Prejudica-se o dissídio jurisprudencial quando o recurso é
 inviável pela alínea a, especialmente por incidência das Súmulas n.
 7 e 83 do STJ; não é possível confrontar paradigmas sem modificar
 premissas fáticas soberanamente fixadas.
 IV. DISPOSITIVO E TESE
  8. Recurso especial não conhecido.
 Tese de julgamento: "1. Incide a Súmula n. 7 do STJ quando o
 acolhimento das teses recursais demanda reexame do conjunto
 fático-probatório fixado pelo Tribunal de origem. 2. O dissídio
 jurisprudencial fica prejudicado se o apelo é inviável pela alínea a
 do art. 105, III, da Constituição, notadamente pela aplicação das
 Súmulas n. 7 e 83 do STJ".
 Dispositivos relevantes citados: CDC, art. 14, § 3º, I e II; CC,
 art. 927, caput e parágrafo único; CPC, art. 85, § 11.
 Jurisprudência relevante citada: STJ, Súmulas n. 7 e 83; STJ, AgInt
 no AREsp n. 1.904.140/SP, relator Ministro Luis Felipe Salomão,
 Quarta Turma, julgado em 21/2/2022; STJ, AgInt no REsp n.
 1.503.880/PE, relator Ministro Sérgio Kukina, Primeira Turma; STJ,
 AgRg no AREsp n. 16879/SP, relator Ministro Humberto Martins; STJ,
 AgInt no AREsp n. 1.898.375/RS, relator Ministro Ricardo Villas Bôas
 Cueva, Terceira Turma; STJ, AgInt no AREsp n. 1.866.385/DF; STJ,
 AgInt no AREsp n. 1.611.756/GO, relator Ministro Raul Araújo, Quarta
 Turma.

## Dispositivo / resultado textual

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas,
 acordam os Ministros da QUARTA TURMA do Superior Tribunal de
 Justiça, em Sessão Virtual de 18/08/2026 a 24/08/2026, por
 unanimidade, não conhecer do recurso, nos termos do voto do Sr.
 Ministro Relator.
 Os Srs. Ministros Raul Araújo, Maria Isabel Gallotti, Antonio Carlos
 Ferreira e Luís Carlos Gambogi (Desembargador Convocado do TJMG)
 votaram com o Sr. Ministro Relator.
 Presidiu o julgamento o Sr. Ministro João Otávio de Noronha.

## Referências extraídas



**Limite documental:** Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.


## Navegação contextual


**Nota:** processos com a mesma classificação ou norma podem ter fatos, fundamentos e desfechos divergentes. Ato/andamento não prova vitória, derrota ou trânsito em julgado.
