{"schema":"wiki.casos-public-original.v1","id":160994,"origem":"stj","sha256_origem":"79153f06e0fa35e2f5b957b5f6bc51d7eee13d602c017c06cacbe69fe02a5cac","registro_original":{"id_fonte":"1453530","tribunal":"STJ","orgao_julgador":"QUINTA TURMA","classe":"AgRg nos EDcl no AREsp","classe_descricao":"AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO EM RECURSO \n ESPECIAL","numero_processo":"2881901","numero_registro":"202500866844","relator":"RIBEIRO DANTAS","data_julgamento":"2026-08-04","data_publicacao":"2026-08-13","tipo_decisao":"ACÓRDÃO","ementa":"DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE\n DECLARAÇÃO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. EXTORSÃO MEDIANTE\n SEQUESTRO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. AUSÊNCIA.\n CERCEAMENTO DE DEFESA. INTERCEPTAÇÕES TELEFÔNICAS. NULIDADES NÃO\n VERIFICADAS. ABSOLVIÇÃO. SÚMULA 7/STJ. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO.\n I. CASO EM EXAME\n 1. Agravo regimental interposto contra decisão que conheceu\n parcialmente do recurso especial e, nessa extensão, negou-lhe\n provimento, afastando as teses de nulidade e mantendo a condenação\n pelo crime do art. 159 do Código Penal.\n II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO\n 2. Há cinco questões em discussão: (i) saber se houve negativa de\n prestação jurisdicional (CPP, art. 619); (ii) saber se as\n interceptações telefônicas e o afastamento do sigilo de dados foram\n adequadamente fundamentados e se as prorrogações sucessivas são\n válidas (Lei 9.296/1996, arts. 1º e 2º); (iii) saber se houve\n cerceamento de defesa pela alegada inacessibilidade das mídias e\n pela ausência de transcrição integral (CPP, art. 563); (iv) saber se\n o pedido absolutório demanda revolvimento do conjunto\n fático-probatório, atraindo a Súmula 7/STJ, e se há violação ao CPP,\n art. 155; e (v) saber se o dissídio jurisprudencial resta\n prejudicado quando idênticos fundamentos foram rejeitados na alínea\n \"a\".\n III. RAZÕES DE DECIDIR\n 3. O Tribunal de origem enfrentou os pontos essenciais da\n controvérsia, inexistindo ofensa ao art. 619 do CPP, pois não há\n dever de rebater, um a um, todos os argumentos, bastando a análise\n suficiente dos fatores relevantes ao resultado.\n 4. A decisão que autoriza a interceptação telefônica ou o\n afastamento do sigilo de dados não exige fundamentação exaustiva,\n sendo suficiente motivação sucinta, desde que indique elementos\n concretos aptos a demonstrar a presença dos requisitos legais.\n 5. No caso, as mídias permaneceram integralmente disponíveis em\n cartório e não houve demonstração de prejuízo concreto, incidindo a\n regra pas de nullité sans grief. Constatou-se a regularidade das\n interceptações telefônicas, autorizadas com fundamentação idônea,\n precedidas de diligências prévias e imprescindíveis, bem como a\n necessidade das sucessivas prorrogações das interceptações.\n 6. Hipótese em que materialidade e autoria foram comprovadas por\n conjunto harmônico de provas, inclusive judicializadas, de modo que\n a pretensão absolutória demandaria reexame do acervo\n fático-probatório, vedado pela Súmula 7/STJ.\n 7. Fica prejudicado o dissídio jurisprudencial quando os mesmos\n argumentos foram rejeitados no exame da alegada violação legal,\n tornando desnecessária a análise da divergência.\n IV. DISPOSITIVO E TESE\n 8. Resultado do Julgamento: Agravo regimental improvido.\n Tese de julgamento:\n 1. A decisão que autoriza interceptação telefônica e afastamento de\n sigilo pode apresentar fundamentação sucinta, desde que indique\n elementos concretos, diligências prévias e imprescindibilidade da\n medida, nos termos da Lei 9.296/1996. 2. A declaração de nulidade\n processual exige demonstração de prejuízo concreto, à luz do CPP,\n art. 563 (pas de nullité sans grief). 3. O pedido absolutório que\n demanda revaloração do conjunto probatório encontra óbice na Súmula\n 7/STJ, não havendo violação ao CPP, art. 155 quando a condenação se\n funda em provas produzidas em juízo. 4. Fica prejudicado o dissídio\n jurisprudencial quando os mesmos argumentos já foram afastados no\n exame da violação legal sob a alínea \"a\".\n Dispositivos relevantes citados:\n CP, art. 159; CPP, arts. 619, 563 e 155; Lei 9.296/1996, arts. 1º e\n 2º.\n Jurisprudência relevante citada:STJ, AgRg no REsp 2.139.660/RS, Rel.\n Min., Quinta Turma, j. 10.12.2025, DJEN 16.12.2025; STJ, AgRg no HC\n 816.971/SP, Rel. Min. Antonio Saldanha Palheiro, Sexta Turma, j.\n 14.04.2026, DJEN 23.04.2026; STJ, AgRg no HC 1.007.295/RJ, Rel. Min.\n Carlos Cini Marchionatti, Quinta Turma, j. 03.09.2025, DJEN\n 09.09.2025; STJ, AgRg nos EDcl no AREsp 2.660.084/GO, Rel. Min.\n Messod Azulay Neto, Quinta Turma, j. 19.08.2025, DJEN 27.08.2025;\n STJ, AgRg no AREsp 2.994.181/AM, Rel. Min. Reynaldo Soares da\n Fonseca, Quinta Turma, j. 03.03.2026, DJEN 10.03.2026; STJ, AgRg no\n AREsp 2.576.717/SP, Rel. Min. Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma, j.\n 13.08.2024, DJe 28.08.2024.","dispositivo":"Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas,\n acordam os Ministros da Turma, por unanimidade, negar provimento ao\n agravo regimental.\n Os Srs. Ministros Joel Ilan Paciornik, Messod Azulay Neto, Maria\n Marluce Caldas e Reynaldo Soares da Fonseca votaram com o Sr.\n Ministro Relator.\n Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca.","inteiro_teor":"","inteiro_teor_url":"","dispositivos_citados_urn":[],"sumulas_citadas":[],"referencias_legislativas_brutas":[],"jurisprudencia_citada":"","tema":"","fonte_url":"https://dadosabertos.web.stj.jus.br/dataset/b79a7764-5c86-4530-9b6b-18cf60e2f38f/resource/85e3924f-9307-4c82-bb9c-a7b2de4e958f/download/20260831.json","coletado_em":"2026-09-19T12:58:02Z","sha256_conteudo":"147827930da3d455f45950db2e5ab875736669730d5c6d82a089c8aaefba14a6","base_legal":"Lei 9.610/98 art. 8o, IV; CPC art. 189; dataset STJ sob Creative Commons Atribuicao","nivel_sigilo":null},"registro_original_integral":true,"campos_identificadores_removidos":[],"formato_caminhos_removidos":"JSON Pointer"}
